ENTREVISTA

Festas de fim de ano na empresa

Todo funcionário deve participar das festas de fim de ano na empresa?

Mario Persona - 
Os eventos de final de ano fazem parte da vida na empresa, portanto o profissional deve participar deles como acontece com qualquer outra reunião. Ainda que não seja uma reunião de negócios, é uma reunião que tem por objetivo manter o relacionamento entre os colegas, portanto o profissional não deve enxergar isso como uma festa entre amigos. É um evento com objetivos empresariais, como qualquer outro.

O que pode acontecer é que em eventos assim algumas pessoas confundem as coisas e acabam se excedendo, achando que estão em uma festa familiar ou entre amigos. É aí que muitos trocam os pés pelas mãos, comem ou bebem demais, faltam com o respeito para com os colegas e tudo isso acaba sendo lembrado depois. Além disso é bom lembrar que hoje qualquer pessoa que tenha um celular é um cameraman e qualquer computador conectado ao Youtube é uma emissora de TV. Por isso o profissional deve ter muito cuidado com sua maneira de agir, pois uma gafe qualquer registrada em vídeo pode ir parar na Internet, e o que vai para a Internet pode ser impossível de tirar de lá.

O que o profissional deve fazer é se preparar para essas festas como se preparou para conseguir o emprego ou pleitear um cargo melhor. Ali também é um lugar para ele impressionar bem seus colegas e superiores e ir construindo uma imagem positiva para sua carreira. Tudo isso acaba sendo lembrado depois, na hora de decidirem quem irá ocupar um cargo melhor.

Algumas festas de fim de ano podem acabar em desastre para a carreira do profissional e para a imagem da empresa?

Mario Persona - 
Sim, pois pode acontecer de a empresa não ter uma política adequada para tratar esses eventos festivos e acabar criando situações em que os participantes são levados a agir de forma incorreta. Por exemplo, a empresa que marcar sua festa em alguma boate ou local que normalmente não seria frequentado por todos os seus colaboradores, criará com isso um constrangimento para alguns. Se por um lado o profissional deve participar sempre das atividades da empresa, por outro a empresa e seus gestores devem se certificar de estarem promovendo o tipo de evento adequado a todo o seu quadro de profissionais.

Atividades como "amigo invisível" ou "amigo secreto" devem ser bem planejadas, sempre levando em consideração que um funcionário da limpeza poderá ficar constrangido a comprar um presente caro caso seja sorteado para presentear o diretor. Vi isso acontecer numa empresa, onde um funcionário gastou parte substancial de seu salário em uma camisa caríssima que, pela cor e modelo, jamais será usada pelo executivo que ganhou o presente.

Costumo atuar como palestrante em grandes empresas, e hoje já existe um consenso quanto ao que é politicamente correto nessas corporações. Por exemplo, muitas empresas não contratam palestrantes que falam palavrões ou contam piadas de cunho étnico ou racial. Sempre ouço reclamações de empresas que falam de palestrantes que causaram constrangimentos. Sei de pelo menos um palestrante que foi processado por contar uma piada racista em sua palestra.

Portanto, a questão das festas de final de ano deve ter dois lados: na parte que cabe ao profissional, ele deve encarar isso como uma reunião de trabalho, embora de cunho informal, e nunca uma reunião de amigos onde poderá dar vazão aos seus instintos. Por outro lado, a empresa deve planejar muito bem a festa e o local para evitar constranger seu pessoal. Afinal, do mesmo modo como o profissional precisa da empresa, a empresa precisa do profissional para existir.

Entrevista concedida para o Jornal A Crítica em 11/12/2008.

Entrevistas como esta costumam ser feitas para a elaboração de matérias, portanto nem tudo acaba sendo publicado. Eventualmente são aproveitadas apenas algumas frases a título de declarações do entrevistado. Para não perder o que eu disse na hora, costumo gravar ou dar entrevistas por escrito. A íntegra do que foi falado você encontra aqui. 

Mario Persona é consultor, escritor e palestrante. Veja emwww.mariopersona.com.br 

UM CONTADOR DE HISTÓRIAS

Com seu estilo inconfundível, o palestrante Mario Persona transforma grandes questões em conceitos simples e de fácil compreensão para qualquer audiência.

Um fino senso de humor e talento de cronista, aliados à experiência empresarial, lhe permitem extrair do banal o extraordinário e transformar "causos" corriqueiros em analogias perfeitas para a vida, carreira e negócios.

Para saber mais sobre o palestrante
clique aqui ou entre em contato para
receber uma proposta. Ou ligue para
(19) 99870-7899 / 99789-7939
contato@mariopersona.com.br

Laura Loft - Diário de uma recepcionista
Laura Loft
Diário de uma recepcionista
Marketing de Gente
Marketing
de Gente
Receitas de Grandes Negócios
Receitas de
Grandes Negócios
Gestão de Mudanças
Gestão de
Mudanças
Crônicas de uma Internet de verão
Crônicas de uma
Internet de verão
Marketing Tutti-Frutti
Marketing
Tutti-Frutti
Dia de Mudança
Dia de
Mudança
Crônicas para ler depois do fim do mundo
Crônicas para ler
depois do fim do mundo
Eu quero um refil!
Eu quero
um refil!
Meu carro sumiu!
Meu carro
Sumiu!
Moving ON
Moving
ON
Uma luta pela vida
Uma luta pela vida
Lia Persona Hadley
O Evangelho em 3 minutos - Mateus
O Evangelho em 3 minutos
Mateus
O Evangelho em 3 minutos - João
O Evangelho em 3 minutos
João
O que respondi - Vol. 1
O que respondi
Vol. 1
O que respondi - Vol. 2
O que respondi
Vol. 2
O que respondi - Vol. 3
O que respondi
Vol. 3
O que respondi - Vol. 4
O que respondi
Vol. 4
O que respondi - Vol. 5
O que respondi
Vol. 5
O que respondi - Vol. 6
O que respondi
Vol. 6
O que respondi - Vol. 7
O que respondi
Vol. 7
O que respondi - Vol. 8
O que respondi
Vol. 8
O que respondi - Vol. 9
O que respondi
Vol. 9
Você encontra os livros de Mario Persona também nestes endereços: