Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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16/12/2009 O seio da questão
por Mario Persona

Uma jovem leitora escreveu dizendo que admira meu trabalho. Emocionei-me, pois não é todo dia que 30% de meus leitores escrevem para expressar tal admiração. No email ela dizia: "Quero ser como você, só que com seios". O que respondi?

Prezada M.,

Recebi seu email dizendo que quer aprender comigo e ser igual a mim, só que com seios. Neste caso tenho uma boa notícia: em minha atual pouca forma física e excesso de gordura sob a pele, considere que parte de sua meta já foi alcançada.

Todavia, se você quiser ser também uma profissional do conhecimento, sua verdadeira meta deve estar bem acima dos seios. Não, um pouco mais. Aí ainda são os seios nasais.

Mas, deixando os seios de lado, não sou lá tudo isso que você imagina. Vi que ficou impressionada com meus textos, e eles realmente se impõem pelo volume de conhecimento. Mas devo confessar que ele é, em grande parte, postiço. Por falar nisso, o Google aqui ao meu lado pediu para lhe enviar um abraço.

Eu não seria o que sou sem as empresas implantadas no Silicon Valley, que já vi erroneamente traduzido como "Vale do Silicone". Antes da era Internet eu era apenas um aspirante a escritor catando milho numa máquina de escrever portátil. Se quisesse buscar alguma informação era preciso achar o livro e a página, o que às vezes podia levar horas.

Agora pense em você, que já nasceu no regaço do videogame, cresceu nos braços do computador pessoal e foi amamentada pela Web. Na sua idade eu só via videogame nos fliperamas e usava a rede para dormir. Distração em casa era ler, jogar palito, ou fazer palavras cruzadas, passatempo que conservo até hoje. Eu sei que os médicos indicam palavras cruzadas para quem já passou dos cinquenta, mas eu faço assim mesmo.

É claro que a formação eclética que tive e as diferentes atividades que exerci foram de grande utilidade para minha carreira atual. Se na época elas não ajudaram a ganhar dinheiro, ao menos contribuíram para a coleção de histórias que conto em minhas palestras. E você disse que é exatamente este o seu sonho: ser palestrante.

A maioria dos palestrantes que você vê por aí jamais sonhou com isso, mesmo porque há alguns anos fazer palestras não era profissão. Hoje vivo praticamente de minhas palestras e treinamentos, mas nem nos meus sonhos mais pirados eu teria pensado numa profissão assim. Agora imagine as atividades que ainda poderão surgir, com as quais você nem sonhou!

É importante você ficar atenta às possibilidades e oportunidades e, a partir daí, estabelecer um foco e se apegar a ele. Nelson Mandela me disse que deve ser assim. Não que ele tenha dito isso a mim, com quem nunca falou, mas foi basicamente a idéia que o susteve ao longo dos 27 anos em que esteve preso.

Durante todo aquele tempo ele nunca perdeu seu foco, fazendo da prisão uma universidade que ele e seus amigos chamavam de "Robben Island University". Nos livros, ele escrutinava o conhecimento; no contato com os guardas brancos, o comportamento. Foi essa soma que o deixou afiado no modo de pensar do adversário, para mais tarde negociar com seus opositores.

Além disso Mandela não só mantinha o foco e seguia à risca seu propósito de transformar suas circunstâncias em tempo de aprendizagem, como também insistia com cada prisioneiro que chegava à ilha: "Um dia teremos de dirigir este país. Vamos aproveitar o tempo aqui para nos prepararmos".

O que ele não esperava era que, no intervalo entre sua saída da "universidade-prisão" em 1990, e sua eleição como presidente da África do Sul em 1994, Mandela ainda teria de fazer um curso de pós-graduação em "Decepções Domésticas". Sua esposa Winnie, antes companheira de uma mesma causa, havia perdido o foco. E foi com profunda tristeza que Mandela descobriu que o seio de sua esposa tinha sido dado a outro.

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Mandela: Retrato Autorizado
Mac Maharaj




Mandela: Retrato Autorizado - é a mais recente biografia realmente autorizada de Nelson Mandela, Com prefácio de Kofi Annan, ex-secretário geral da ONU, e introdução do Arcebispo Anglicano Emérito da Cidade do Cabo, Desmond Tutu, o livro conta com 60 entrevistados em todo o mundo. São, portanto, 60 pontos de vista diferentes sobre Mandela, além de destacar as mais variadas facetas de um dos grandes homens do século 20, que promoveu a reconexão entre a justiça e a política. Mac Maharaj e Ahmed Kathrada localizaram todas essas fontes e realizaram uma pesquisa de conteúdo e fotográfica intensa que resultou em uma coletânea de imagens raras e algumas inéditas.

Amigos, familiares e pessoas que tiveram alguma ligação com Mandela no âmbito político e religioso, como Bono, vocalista da banda U2, o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton e Tony Blair, primeiro-ministro inglês, deram seus depoimentos. Porém, segundo Mac Maharaj, "o que tornou este livro tão especial foi que ele não mencionou apenas os grandes nomes, permitindo que Mandela seja visto de diferentes perspectivas e experiências, sentidas particularmente".

Mandela: Retrato Autorizado se tornou um complemento da autobiografia de Nelson Mandela, "Longo Caminho para a Liberdade" (Companhia das Letras), feita com escritos produzidos durante o tempo em que ficou preso. Mac Maharaj, que passou 12 anos preso em Robben Island, lendária ilha-prisão de segurança máxima ao largo da Cidade do Cabo, com Mandela, comenta que "o livro reuniu um conteúdo tão concreto que materializou a constatação de que os fatos passados durante a transição da África democrata são exatos".

Editora: Alles Trade
Autor: MAC MAHARAJ & AHMED KATHRADA
ISBN: 9788589854153
Origem: Nacional
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 355
Acabamento: Capa Dura
Formato: Grande


E a gorjeta, doutor?


Respostas: 6 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Sabe que me dei conta do fato de eu ter respondido à sua resposta sem fazer a colocação mais importante: que você ARRASA nos vídeos, detona nas palestras e que, misericórdia - com todo o respeito - você é um gatão! Só não digo que é leão porque este, é rei da selva e você é o rei da simpatia - adorooo - e das palestras brasileiras hihihi.
Sexy!

Manuela Medeiros.

Enviado por A dona do sutiã (again) em 04/02/2010


Bom Dia !!
Querido Mario Persona,

Como fico felia de saber que existe pessoa como você no mundo. Fui assistir Avatar e senti que precismos nos preparar para o futuro.. Desde criança sempre acreditei que o bem vence o mal..cresci em um ambiente hostil e rodiado pela pobreza que junto vem as drogas..e outros... sempre fugi..hoje tenho 34 anos..sou secretária na área da saúde..me formei em administração esse ano... E agradeço a DEUS por ligar esse computador e escrever essa mensagem para você.. Muita força... Feliz 2010..

Abçs
M. Ruver

P.s: Quem sabe eu não escreva minha história um dia, hein!!

Enviado por M. Ruver em 27/12/2009


Sua crônica me levou de volta ao livro de Winnie Mandela, "Parte da Minha Alma" - Você leu? (1986)

Foi atravéz deste livro que conheci um pouco melhor a história dele, ainda preso na época. A biografia que vc indica eu ainda não li. É bom comparar as duas versões.

Seja como for, a trajetória dele é uma a ser lembrada, e reverenciada.

E, para mim, um dos melhores momentos da História de nossa época é, sem dúvida, a dança vitoriosa de Mandela... Inesquecível!

Um abraço,
Liz

Enviado por Liz Bittar em 18/12/2009


Sua crônica me levou de volta ao livro de Winnie Mandela, "Parte da Minha Alma" - Você leu? (1986)

Foi atravéz deste livro que conheci um pouco melhor a história dele, ainda preso na época. A biografia que vc indica eu ainda não li. É bom comparar as duas versões.

Seja como for, a trajetória dele é uma a ser lembrada, e reverenciada.

E, para mim, um dos melhores momentos da História de nossa época é, sem dúvida, a dança vitoriosa de Mandela... Inesquecível!

Um abraço,
Liz

Enviado por Liz Bittar em 18/12/2009


Se pudesse exprimir a felicidade que senti ao saber que minha mensagem foi lida e respondida, talvez utilizasse a frase da grande escritora Agatha Christie: “ Eu gosto de viver. Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente infeliz, dilacerada pelo sofrimento, mas através de tudo ainda sei, com absoluta certeza, que estar viva é sensacional.”!
É sensacional, como comentou Lucas, essa coisa da internet. O fato da realidade de que hoje em dia é possível entrar em contato com as pessoas que admiramos com tanta facilidade, me deixa tão entusiasmada e grata que, aumenta ainda mais a vontade de conhecimento e comunicação.
Sobre o foco, eis um dizer que gosto muito também: “ Infelicidade é não sabermos o que desejamos e matarmo-nos para o alcançar“, sabiamente dita por D. Herold.
Hoje tenho 27 anos, antes de ontem eu tinha 26. Posso dizer com segurança que, tardiamente, com 26 anos, descobri o que realmente queria pra mim. É claro que existem valores (não sei se intrínsecos ou adquiridos) que procuro conservar até hoje, como: ser do bem, ajudar os outros (até os bichos, inclusive), honestidade, etc., mas posso dizer que sentia-me frustrada por não saber exatamente o que fazer comigo mesma.
Sempre quis ser artista (cantora, bailarina, apresentadora de televisão e essas coisas que crianças hiperativas e deslumbradas com tudo, sonham em ser um dia) e, jamais obtive sucesso nessas áreas. Então resolvi, posteriormente, me tornar uma Publicitária (já que não precisa entender muito de cálculos - pensava eu na época - ). Dentre meu percurso acadêmico, passando pelos cursos de Direito e Jornalismo (os quais de alguma forma um dia, ou eu poderia no mínimo subir num palco ou, até quem sabe virar uma celebridade do Fantástico) jamais, na época, consegui definir o que realmente queria fazer profissionalmente.
Que síndrome do “eu quero aparecer” ´hein?! Hahaha, mas não é isso. O que eu desejei, desde sempre, é poder atingir (no sentido positivo da palavra) o maior número de pessoas com algo de bom que eu pudesse fazer, sendo entretenimento, fazendo justiça ou passando conhecimentos e idéias a diante e, logicamente, me divertindo com isso.
Adoro interatividade (apesar de, como “escritora” eu gostar muito da introspecção), e talvez por isso, goste tanto da idéia de me tornar uma palestrante. Até porque deve ser muito bom poder viajar por aí, conhecer lugares diferentes, culturas e pessoas. Absorver conhecimentos também fora dos livros e da internet. Conhecer a história das pessoas (sejam elas desde o próprio Mandela, até a tiazinha da padaria que faz deliciosos croissants recheados com chocolate) é tão interessante, não é?
Tá, eu acho que já estou viajando aqui nas minhas idéias, contando minha relutante esperança de um dia, definir o que me tornar que, talvez tenha perdido o foco dessa mensagem. A questão é que sendo palestrante, é possível constantemente ensinar/ajudar/divertir (e divertir-se) e aprender, todos juntos. Não é incrível? Eu posso até tocar violão e mostrar minhas composições no meio da palestra se eu quiser! É a liberdade que eu procurava o tempo todo, ou mais que isso, como descreveu lindamente a maravilhosa Lispector: “ Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”.
Com carinho,
Manuela Medeiros.

Enviado por A dona do sutiã em 17/12/2009


Boa tarde Mestre Jedi,

Bom como a nossa adorada M. eu também me espelho muito em suas ideias e suas experiências aqui ou no Youtube relatada, porém dispenso a parte dos seios, acredito que um baiano de 1.86 M de altura de barba na cara, não ficaria bem de seios (risos), pois bem mas a web se tornou um universo paralelo onde podemos interagir diretamente com autores e leitores, criarmos redes sobre determinados assuntos e debate-los, em fim a web hoje tem o poder de levantar heróis e de derrubar vilões. Me espantei com meu primo de 4 anos de idade que me pediu de presente um mp 10, imaginem aos 10 anos de idade o que ele irá querer?
Mas suas histórias e relatos nos fazem abrir os olhos pra não nos deixarmos ser levados por este universo novo, eu acompanho sempre seu site e saiba que embora nem sempre comente, mas sempre me ponho a pensar sobre cada novo post.

Enviado por Lucas Almeida em 17/12/2009


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Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
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