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"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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02/12/2009 Bom humor, mau colesterol
por Mario Persona

Ela sorriu para mim, por isso decidi levá-la para jantar. Não é sempre que a gente encontra um sorriso assim, muito menos em um supermercado. Tive sorte. Se ela não tivesse sorrido, aquele jantar não teria acontecido.

Um sorriso faz toda a diferença, especialmente no atendimento ao cliente. Ficam excluídos desta obrigação coveiros, carcereiros e proctologistas. Porém, na grande maioria dos casos, o sorriso sempre será bem-vindo e até obrigatório.

Mas como sorrir quando é obrigação? Com a atitude mental adequada, o que você obtém quando aprende a rir de si mesmo e das circunstâncias. Sim, porque o sorrir é um gentil subproduto do rir de si mesmo, uma das técnicas utilizadas para se fazer humor.

Humor é como colesterol: tem do bom e do ruim. O pior humor, e também o mais fácil de se produzir, é o que apela para a linguagem chula, muito usada nos tempos da ditadura e da censura. O pessoal pagava para ir ao teatro rir de palavrão e chamava aquilo de cultura.

Uma variação moderna é a dos programas humorísticos de TV para a terceira idade, ricos em sexo, malícia e colesterol, mas pobres em cenários: quando não é na praça, é na sala de aula.

O humor chulo também é comum entre compositores de funk, pagode ou axé, sei lá, que gostam de brincar com cacófatos. Geralmente quem faz esse tipo de humor, e o público que o aprecia, não sabe o que é cacófato.

Subindo na escala encontramos o "humor às custas do outro", que escolhe uma vítima para debochar. Como acabo de fazer com os compositores de funk, pagode ou axé, sei lá. Esta técnica faz o humorista e sua plateia se sentirem superiores, o que pode ser muito engraçado ou não passar de um patético deboche infundado para chamar a atenção.

Foi o caso do ator Robin Williams na entrevista que deu ao David Letterman. De uma tacada só ele debochou da Oprah, da Michelle Obama e da Pátria Amada, ao comentar a vitória do Brasil para hospedar as Olimpíadas:

“Chicago enviou a Oprah e a Michelle. O Brasil mandou 50 strippers e meio quilo de pó. Não foi uma competição justa”, insinuou Robin Williams enquanto a plateia obedecia ao sinal luminoso que dizia "LAUGH".

O humor seguinte na escala é aquele que faz do próprio humorista a vítima. Quando rio de mim mesmo, eu me fragilizo e me torno deliberadamente vulnerável. É por isso que costumo abrir minhas palestras sorrindo de forma ampla, geral e irrestrita. O público que acha graça, logo entra na minha. O público que não acha, pensa que eu sou bobo e me olha com um olhar caridoso de quem diz: "Ok, vamos dar uma chance a ele".

É esse o humor das pessoas de bom humor, que não têm medo de se expor ao ridículo ou de rir de circunstâncias que, para outras, teria o efeito de uma TPM das bravas. Como diz o ditado, "quem ri de si seus males espanta". Tudo bem, esta é a versão para quem nem cantar sabe.

Finalmente, a forma mais inteligente, nobre e saudável de se fazer humor é quando o humorista transforma a si mesmo e a toda a plateia em vítimas. São as situações nas quais todos, sem exceção, se enxergam ridículos e acabam rindo um riso companheiro e solidário. É como se todos andassem na rua distraídos e batessem a cabeça no mesmo poste ao mesmo tempo.

Este é o humor que desopila o fígado, alivia as tensões e une as pessoas, ao invés de separá-las. É o humor que se transforma em um sorriso duradouro e contagiante, como o sorriso com que ela sorriu para mim na seção de frios do supermercado.

Seus olhos negros como azeitonas, sua pele de um branco que lembrava mussarela, seus cabelos dourados como queijo cheddar e lábios carnudos e vermelhos como uma fatia de salame me fizeram salivar.

A balconista me observava sorridente, enquanto eu a parabenizava por sua criatividade. Coloquei no carrinho a pizza com cara de moça que a balconista criara, e fui para casa jantar bom humor e mau colesterol.


Última foto da pizza feliz minutos antes de meu jantar.

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Comédia Corporativa
Max Gehringer




Coletânea de textos e artigos publicados nos últimos anos pelo escritor Max Gehringer em revistas dirigidas ao público corporativo. Num tom sempre bem humorado, Gehringer ironiza as situações em que tudo dá errado para diretores, gerentes e funcionários das empresas.

Editora: Campus
Autor: MAX GEHRINGER
ISBN: 8535205810
Origem: Nacional
Ano: 2000
Edição: 4
Número de páginas: 220
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 7 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Eu estava nesta manhã procurando uma imagem para adicionar no devocional que eu postei no meu blog, quando localizei o seu devocional "O Pintor em Minha Janela". Achei o seu devocional muito criativo e pesquisando sobre você localizei os seus blogs que são todos muito bons.
Gostei muito dessa crônica e já postei no meu blog que estou começando agora. Na postagem, citei a fonte e um link para que conheçam o seu trablho.

DEUS te abençoe sempre!

Enviado por Sebastiao Cezar em 13/03/2010


Boa noite, Mario

De que maneira funciona suas palestras?
Qual o valor de uma Palestra?
É por hora?
Em que região atende?
Da pelestra motivacional para empresas em SC

Enviado por Eduardo Mendes em 16/12/2009


Olá Mário, boa noite. Muito legal o texto, parabéns.

Gostaria de dizer que também concordo com o comentário da Liz Bittar acima.

Apesar da piada ter sido não muito agradável, o que o Robin Willians disse é a infeliz realidade de nosso país. Infelizmente!

Ocorre que o povo brasileiro é um tanto quanto engraçado, pois fazemos piada de todo mundo, de português, japonês, mas quando fazem piada de nós ficamos irados.

Inclusive, sobre este comentário dito pelo ator e humorista Robin Willians também escrevi um texto que convido todos a lerem em meu blog.

O endereço é: torrezanefelipe.wordpress.com

Espero que você também entre e comente.

Um grande abraço,

Lucas.

Enviado por Lucas em 12/12/2009


Ah já estava certa que tinha uma acompanhante (mulher) para o jantar e vc levou uma pizza? rsrsrs
Graças a vc aprendi mais uma palavra rsrsrsrsrs
Acho vc muito inteligente e assim aprendo mais !!! obrigado!
E que piada de mal gosto essa do Robin Williams, mas fazer o que se é assim que o Brasil é "conhecido" lá fora?
Até mais

Enviado por Marianases em 03/12/2009


Seu texto é simplesmente qualquer coisa de envolvente. Sobre o tema tratado, não tenho nada a dizer; mas, sobre seu estilo de escrever, tenho duas coisas a declarar: Muito bom! Muito bom!!
Abraços
Eudenia

Enviado por Eudenia em 02/12/2009


Me permite mais um comentário?

Eu já tinha assistido ao vídeo da entrevista no YouTube, mas acabo de ler o link que vc postou, direcionando para a matéria do G1, que diz:

“...O Brasil mandou 50 strippers e meio quilo de pó. Não foi uma competição justa”, disse. Robin Williams fez galhofa com Tom Cruise e várias piadas chulas. O ator já passou por duas clínicas de desintoxicação por causa do vício em cocaína."

Aahhh, então tá explicado. A frase nada tendenciosa que termina a chamada já diz tudo: ele não está absolutamente qualificado pra falar mal do Brasil! Agora, entendi...

(Este comentário é direcionado esclusivamente à matéria do G1, e não ao Mario Persona. Talvez eu devesse postar lá, e não aqui...)

Enviado por Liz Bittar em 02/12/2009


Achei a entrevista de Robin Williams hilária. Falou de Sarah Palin, dos wasps, do Upper East Side, falou de tudo um pouco com seu humor escrachado e seu extraodinário poder de improvisação.

Esse complexo tupiniquim de achar que o comediante "apelou" porque falou mal do Brasil... ah, isso não dá, não. Até porque os estereótipos que nos classificam não nasceram por acaso. O Brasil não perde uma única oportunidade sequer de orgulhosamente exibir o carnaval (leia-se belas morenas semi-nuas) como sua maior manifestação cultural.

Também não é culpa de Robin Williams se as manchetes que chegam aos EUA são dos tiroteios diários entre polícia e traficantes no Rio - ele não produziu nada disso, fez apenas uma sátira bastante coerente com a imagem que o Brasil projeta lá fora.

O dia em que traseiros desnudos nas praias de Ipanema não forem mais cartões-postais que ilustram as maravilhas de nossa terra, e que as meninas de 12 e 13 anos no nordeste tenham alimentação, escola e moradia decentes, quem sabe o Brasil deixe de ser parada obrigatória para o turismo sexual. E quando turistas deixarem de ser roubados ou mesmo mortos por balas perdidas, quem sabe o tráfico não seja mais assunto para os comediantes - que não fazem mais do que exacerbar a realidade. É claro que carregam na tinta - daí a sátira - mas quando não há correlação com a realidade, não há graça.

Sem Bush na presidência, os comediantes americanos ficaram órfãos de seu melhor assunto - até o retorno triunfal de Sarah Palin. Sem samba, mulatas, turismo sexual e traficantes ditando as leis no Rio de Janeiro, quem sabe eles encontrem uma nova caricatura para o Brasil - por enquanto, lamentavelmente, a que melhor nos retrata, ainda é esta.

Não é falta de patriotismo - mas o contrário - que me faz afirmar: Robin Williams está certo. E foi, aliás, gentil o suficiente para se eximir de comentar o choro compulsivo de Lula e seus comentários tão inadequados sobre Obama durante o evento.

Como sei que você tem muito bom humor, me permiti ocupar seu espaço para expressar minha opinião - que não tem nada a ver com mal humor, não. Aliás, me considerado uma pessoa de muito bom humor, por isso aceito na boa quando damos motivos para sermos ridicularizados...

Um abraço bem humorado,
Liz Bittar

Enviado por Liz Bittar em 02/12/2009


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Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
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Hoje sou
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Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
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