Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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06/10/2009 Detesto Olimpíadas
por Mario Persona

Nunca gostei de Olimpíadas. Mas não vá atrás de minha conversa porque quando criança eu também não gostava de palmito, jiló e quiabo. Mas cresci, e hoje adoro estas coisas, menos língua com quiabo, porque a baba me faz pensar no boi moribundo.

Se eu detesto Olimpíadas, por que me emocionei tanto quando vi na TV do restaurante o anúncio da escolha do Rio para 2016? Chorei. Pouquinho, disfarçadinho, mas chorei. Não tanto quanto o Lula, e nem enxuguei as lágrimas com aquela toalhinha de hotel estrangeiro que não tem bidê. Usei o guardanapo.

Acho que foi uma conjunção de fatores que umedeceu meus olhos, começando pela garçonete. Quando perguntou que molho eu queria na salada, indaguei das opções e ela enrubesceu. Pediu desculpas por ser nova e ainda não ter decorado os nomes. E como poderia? O cardápio era em inglês e rico em gírias australianas, além de calorias, muitas calorias.

Então ela tirou a cola do bolso e foi gaguejando os nomes escritos em letras trêmulas. Achei lindo ser atendido por uma garçonete que ainda não tinha sido transformada em um script ambulante com um sorriso de plástico grudado no rosto. Pedi que ela escolhesse qual molho eu devia escolher. Ela enrubesceu de novo. De repente sentiu-se cliente.

Na hora da sobremesa arregalei os olhos, impressionado com o tamanho do doce. Os olhos dela, tão arregalados quanto os meus, pareciam dizer: “Também estou impressionada! Não é incrível?”. A menina saboreava cada momento; ela vivia na pele o prazer dos primeiros dias, do primeiro emprego e, quiçá, do primeiro atendimento. Um prazer que milhares de jovens terão quando os Jogos Olímpicos chegarem à nossa raia.

Sim, porque as Olimpíadas, que eu nunca assisto, geram empregos aos montes e movimentam milhões na construção, indústria, transportes e turismo. Não que eu goste de turismo, também odeio viajar. Mas o mundo não é movido pelas coisas que eu gosto, e eu não sou burro para remar contra essa maré. Se é que burro rema.

Ouvi dizer que quando o Guga acertou no tênis o número de praticantes do esporte no Brasil dobrou. A venda de bolinhas cresceu 142%, e a de raquetes 133%. Tente imaginar o que virá atrelado aos Jogos Olímpicos do Rio. Vai estar assim de gringo que não vem só para ver o Rio. Os que não perderem o passaporte num assalto, vão querer visitar também a floresta amazônica antes que acabe. Mais negócios e empregos para as outras regiões.

Mas não é preciso esperar 2016 para medir os efeitos das Olimpíadas nos negócios. A venda de cerveja aumentou nos bares e restaurantes frequentados pelos filósofos de botequim. Eles andavam meio sem assunto com a mesmice da invasão da embaixada brasileira em Honduras, e de repente as Olimpíadas caíram de bandeja. O tempo médio de permanência da “Irmandade do Contra” nos botequins aumentou, estimulando toda a cadeia de negócios, da cerveja ao amendoim, passando pelo salaminho e pelos garçons e garçonetes, que viram suas gorjetas engordarem.

Os botequins nunca estiveram tão animados. Quer coisa melhor do que criticar os investimentos que serão feitos no Rio? Vai ter politicagem, vai ter corrupção, vai ter poluição... Nossa! A lista é interminável! Tantos problemas graves para o país resolver e o governo pensando em Olimpíadas! Por que não gastar na educação e no combate à fome os bilhões que serão gastos com gente fazendo piruetas?

Quase sinto vontade de engrossar as fileiras dos filósofos de botequim. Se ainda fosse universitário e reacionário eu com certeza estaria ali, falando mal das Olimpíadas, do palmito, do jiló e do quiabo. Mas cresci.

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Inteligência Mercadológica
Jose Augusto Minarelli

O livro Inteligência Mercadológica nasceu da constatação de que o atual mercado de trabalho está em rápido processo de transformação, apresentando menor quantidade de empregos formais e maiores oportunidades de prestação de serviços de forma autoempresariada.

Na atividade de consultoria, como um dos pioneiros e mais requisitados profissionais em outplacement e aconselhamento de carreira, José Augusto Minarelli observa a grande dificuldade dos milhares de executivos que passam pelos escritórios de sua empresa (Lens & Minarelli Associados) em se posicionar diante dessa nova realidade.

O autor desenvolve a aplicação do conceito de Inteligência Mercadológica (I.M.) como um dos tipos de inteligência na linha dos trabalhos de Howard Gardner e Daniel Goleman (Inteligência Emocional). A Inteligência Mercadológica é a habilidade de estar atento e perceber as necessidades das pessoas, fonte inesgotável de geração de trabalho e renda, e, a partir disso, identificar oportunidades que permitam desenvolver serviços e vendas.

O livro se baseia em experiências e situações extraídas da atividade diária do escritório, trazendo inúmeros casos ilustrativos. Em seus capítulos, desenvolve o conceito do ciclo mercadológico em seis etapas, desde a pesquisa de oportunidades até a verificação de resultados, além de apresentar o exclusivo teste do Quociente de Inteligência Mercadológica (QI.M.) para avaliar o seu grau de preparo para enfrentar o mercado de trabalho atual.

O livro é dirigido a:

- profissionais em busca de trabalho ou de mudanças na carreira
- prestadores de serviços, pessoas físicas, profissionais independentes, autônomos e profissionais liberais;
- jovens profissionais recém-formados, que acabam de entrar no mercado de trabalho.

Ao concluir a leitura desta obra, sem dúvida, os profissionais estarão mais preparados para enfrentar o desafio proposto pelo economista irlandês Charles Handy ao seu filho, que estava se formando: "Procure clientes, não empregos!".

Editora: Gente
Autor: JOSE AUGUSTO MINARELLI
ISBN: 9788573125689
Origem: Nacional
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 200
Acabamento: Brochura
Formato: Médio


E a gorjeta, doutor?


Respostas: 3 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Adorreii este comentario...Sobre Jiló,quiabo...
Adoro tambem seus Videos são Otimoo Sou um estudante da 8ªserie,gosto d Ver sempre seus videos e comentarios Pois São Muito enderençates...
Bjus Adoro sua Pessoa"
→ ♥ ←

Enviado por liliane em 28/10/2009


Guri, excelente matéria.
Será mais uma moda abrasileirada de coisas que não deviam acontecem ainda mas... Pelas ganas desmedidas de estar entre os visinhos de primeiro mundo, vamos lá... Vamos ás olimpiadas...
Depois agente salva a dona Ana que está a beira da morte na fila do SUS.. Àh!!! ela deverá resistir até 2016.

Forte abraço!!
Emerson

Enviado por Emerson Rodrigues em 14/10/2009


Amigo, concordo plenamente com você: realmente quiabo é muito ruim. E sabemos que a gente primeiro come com os olhos... impensável fazer isso com o babão da cozinha mineira.
Agora, concordo mais ainda em gênero, número e grau: Odeio assistir as olimpíadas. A fábrica de notícias se volta completamente para esse evento. Não podemos mais assistir os jornais com as pautas religiosamente preparadas:os acidentes pelo Brasil, os assaltos registrados por câmeras de segurança e nem os escândalos políticos da vez. Ah, isso é no mínimo uma falta de respeito com nosso status quo de sempre...
Os filósofos de botequim vão ter que mudar de assunto por alguns dias, falarão sobre recordes, medalhas e pernas. Isso mesmo, sobre as pernas das belas atletas olímpicas. Assim, sairemos do nosso belo estado de cidadãos brasileiros para cidadãos do mundo.
Virtualmente... como todas as esperanças que temos quanto a não corrupção nas olimpíadas de 2016.
Mas ao menos gritaremos de alegria pelas conquistas que ela trará e não de raiva pelas notícias nossas de cada dia...

Enviado por Aloysio Fernandes em 07/10/2009


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"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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