Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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18/06/2009 Café com o presidente e comigo
por Mario Persona

Ontem muita gente que não era nada acordou jornalista, inclusive eu. Bem, a verdade é que nos últimos anos já fui jornalista, ora sim, ora não, por ser detentor de um registro de jornalista a título precário no MTB. Tudo começou quando me preocupei com as colunas que escrevia para jornais e revistas sem ser jornalista formado, mas arquiteto e urbanista.

Uma consulta feita por uma amiga a um sindicato de jornalistas retornou assim:

"Você só poderia estar legalmente escrevendo sobre arquitetura ou assuntos relacionados com a sua área de conhecimento... Portanto, você não poderia estar escrevendo em nenhum veículo de comunicação. Assim, recomenda-se o curso de Jornalismo, ou seja, a graduação em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, para futuramente requerer o seu registro no MTB." Minha amiga ainda perguntou se isso incluía a Internet e a advogada respondeu que sim.

Por isso quando em 2001 uma liminar suspendeu a exigência de diploma, corri entrar com um pedido de registro no MTB, anexando recortes de minhas colunas em jornais e revistas. Preocupava-me a possibilidade de algum sindicato decidir me amordaçar. Afinal de contas, se os concursos públicos utilizam meus textos na seleção de profissionais de diferentes profissões, não é só minha mãe que achava que eu levava jeito para a coisa.

O Google me ajudou a descobrir que meus textos já caíram em concursos para engenheiros, professores, enfermeiros e até médicos psiquiatras. Não me pergunte o que pediam as questões. Nem procurei saber, com medo de não conseguir respondê-las ou descobrir algo como "Encontre os erros no texto de Mario Persona".

Mas a partir de hoje já posso dizer que sou jornalista, pois se o Supremo Tribunal Federal diz que sou, acabou aquela história de ser ou não ser, e ninguém vai contestar a questão. É claro que o anúncio do Planalto feito na véspera, de que o presidente Lula escreverá uma coluna para os jornais a partir de julho, foi apenas coincidência. Agora eu e o presidente, que já atuava como radialista, somos colegas de profissão. Penso até em convidá-lo para uma parceria. Não se espante se o "Mario Persona Café" virar "Café com o presidente e comigo".

Teve jornalista que saiu da pauta com o presidente do Supremo Tribunal Federal, por este ter comparado jornalistas a chefes de cozinha. Eu jamais me intrometeria nessa discussão, mas já que sou jornalista sinto-me no dever de fazê-lo em defesa dos interesses da classe.

Quer saber? Também não gostei de ser comparado a um chefe de cozinha, porque chefe de cozinha pode ser qualquer um que manda o empregado da pastelaria fritar pastéis. Nada contra os pastéis.

Mas eu acho que o presidente do STF quis dizer "chef", em francês, um artista do sabor, desses que vejo na TV preparando pratos cinematográficos enquanto como meu miojo. Aí sim, adorei. Um chef e um jornalista têm muitas coisas em comum que não são aprendidas na escola, mas dependem de talento.

Ambos têm senso artístico para esculpir pratos e textos saborosos. Se o chef é capaz de discernir temperos apenas com o paladar, o cérebro do jornalista é dotado de papilas gustativas que discernem a informação. Os dois são capazes de depurar o que há de melhor na matéria bruta de cada profissão e servir apenas o que importa. A isto se dá o nome de poder de síntese. O jornalista está mais para chef, artista ou músico, do que para engenheiro, físico ou advogado.

- E a ética?! - gritará alguém. Você já viu diploma transformar picareta em caneta? Ética e responsabilidade têm mais a ver com berço do que com terço, portanto decorar Sócrates, Aristóteles e Platão não irá adiantar. De criatividade, então, nem preciso falar. O ensino cartesiano é um grande lobotomizador de hemisférios direitos.

Quem faz faculdade ou deu duro para terminá-la está agora chorando num canto da fila do emprego ou da Caixa Econômica Federal, onde fez um empréstimo para pagar o curso. Sei o que é isso, pois um dia também vi meu diploma virar fumaça, não por uma decisão do STF, mas pelas circunstâncias do mercado de trabalho. Quer saber? Hoje estou bem melhor trabalhando como consultor, palestrante e escritor.

Mas isto não significa que não possa mudar de profissão. Com a decisão do Supremo Tribunal Federal e as declarações de seus ministros fiquei muito animado a tentar uma nova e lucrativa carreira. Vou abrir um restaurante.

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Arte de Escrever Bem: um Guia para Jornalistas e Profissionais do Texto - DAD SQUARISI & ARLETE SALVADOR
Escrever é fundamental. Afinal, quem, nos dias de hoje, não precisa mandar mensagens pelo correio eletrônico, escrever relatórios, fazer vestibular, ou produzir uma matéria jornalística? Este livro, inicialmente destinado a jornalistas e profissionais do texto, é o mais claro e bem humorado que qualquer um que precise escrever bem pode obter. Donas de texto impecável, agradável e atual, Dad Squarisi e Arlete Salvador mostram como é possível redigir de modo adequado e despretensioso.

Editora: Contexto
Autor: DAD SQUARISI & ARLETE SALVADOR
ISBN: 8572442790
Origem: Nacional
Ano: 2004
Edição: 1
Número de páginas: 112
Acabamento: Brochura
Formato: Médio


E a gorjeta, doutor?


Respostas: 9 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Então, já que vai " abrir um restaurante" leia o livro com esse nome (Editora booklink!)
Escrito por um ex-profissional do ramo, que não é jornalista nem arquiteto, nem comentarista.
Cá pra nós, não se meta nesse negocio. É o mais arriscado do mundo...

Enviado por Raul Antonio Sá d"Almeida em 23/03/2010


Surpresa,lendo seus textos,não dá pra imaginar que vc não seja phd em jornalismo.

Enviado por ElaineSchussler em 05/09/2009


Olá pessoas!
Bom, vejo que um simples diploma na maioria dos casos não quer dizer nada!
Sim , certa vez fui prestar um teste em uma confecção,"pasmem' e começaram a pedir diplomas de cursos e coisa tal, sei que no final falei: O que tem que fazer, me de e eu mostrarei se precisa de diplomas! sei que depois de um dia de trabalho a mulherada diplomada estavam trabalhando até mais rápidas!
sei que um diploma ajuda mas não é o essencial, principalmente na aréa da escrita!!!!
E falando de de jornalista comparados aos chefes de cosinha, o que não dizer dos médicos e os açogueiros?!

até mais....

Enviado por wilbeckert em 14/08/2009


Sabe não sou formado, mais a um tempo queria lança um Jornal mais quando fui falar com um Jornalista formado ele queria R$ 500,00 Mês para libera seu MTB.
Oh Brasil bom e esse viu, primeiro fui beneficiado com a Lei da mudança do portugues já que não sabia onde vai acentos nas palavras agora posso ter meu proprio Jornal.... ( Eu quero LULA mais uma vez em 2010 )

Enviado por Celso Samuel em 10/07/2009


Concordo plenamente com vc, Mario. E justamente por concordar que talento é importante, creio que adicionar excelência na formação seja importante.
Ninguém vai longe sem talento, mas isso não me autoriza a dizer que somente o talento é ideal.
E para dizer a verdade, chega de comparar jornalista com cozinheiro ou artista. Sou médico, e sei que existe por aí com muito jeito e talento para ser médico. Mas isso não é só arte: há que se dominar um conjunto de habilidades específicas para exercer o ofício.

Por fim, como um aspirante a jornalista julgar a formação fornecida ao profissional de jornalismo se... ele nunca frequentou este curso? Qual crédito devo dar a ele sobre este tema??

Quando os jornalistas formados mostrarem as razões pelas quais o curso superior é inútil, considerarei a opinião deles. Eles passaram pelo processo e podem julgar.

Enviado por Milton em 29/06/2009


Milton, costumo dizer aos estudantes que se forem contratados por causa do diploma não soltem rojão. Ser contratado por ter diploma não é diferencial. Nos EUA a maioria dos jornalistas têm curso superior, porém o diploma não é exigência. Aqueles que têm talento e querem estar preparados para a carreira estudam. Aqueles que só estudam e não têm talento nunca serão jornalistas. Podem ser contratados por terem diploma, não por terem competência. Um curso de jornalismo é um diferencial importante, mas há particularidades na profissão que o curso não proporciona. Garantir emprego de jornalista para quem tem diploma de jornalismo é como garantir emprego de artista para quem tem diploma de artes plásticas. Eu odiaria pensar que o que garante meu trabalho é meu diploma, não minha competência e talento.

Enviado por Mario Persona em 29/06/2009


Sou plenamente favorável à exigência de diploma para excercer o jornalismo.
Um diploma certifica que o profissional passou por um adequado conjunto de matérias que o permite ter uma formação e compreensão diferenciada do leigo.
E não penso que essa exigência se trata de corporativismo de uma classe não! Ninguém faz corporativismo de nada. TODOS são livres para se submeter a um vestibular de jornalismo, frequentar a faculdade e ter o diploma. Por que não fazer assim?? Por que o sujeito se considera capacitado para exercer, mesmo sem ser certificado?
Certo, se for para termos profissionais que escrevem e vivem disso sem ser jornalistas, que se crie uma nova profissão, regulamentada etal, com piso salarial inferior ao jornalista. E que não se denomine "jornalista". Poderia ser outro termo. Escriba, jornalista júnior, sei lá.

O que é certo é certo.
E, incrivelmente, o que é errado é errado.

Enviado por Milton em 28/06/2009


De contra partida é uma pena ver como ainda somos um país em que não vemos as pessoas como PESSOAS, principalmente quando se trata de assuntos empersariais.
Olhamos um pequeno currículo, um diploma e jugamos a pessoa por aquilo alí, esquecemos que a mesma tem uma vida de experiência, tem um caráter, ética, às vezes faz coisas melhor o que não está descrito em nenhum...
Além do fato de mudanças drásticas no mercado e na vida, que nos ensina a cada minuto que precisamos aprender mais e mais coisas diferentes.
Como constumo dizer:
"Sê humilde e escolhas expandir suas habilidades"

Paz e Bem!
Waldenio Reis

Enviado por waldenio Reis em 22/06/2009


rsrs ... Muito criativo mesmo !
Será que será possível abriri o restaurante sem diplomas ou até mesmo intromições de A,B,C ou do alfabeto ?
Bem, pelo menos aqui já temos um cafezinho e não pagamos por ele nem pelo açúcar.

Um forte abraço a todos !
Waldenio Reis

Enviado por Waldenio Reis em 22/06/2009


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Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
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Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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