Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

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Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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24/10/2008 Não cheira nem fede? Melhor assim.
por Mario Persona

Há negócios que não cheiram nem fedem. O estacionamento onde parei meu carro era assim. O velho barracão atrás de um velho casarão podia passar despercebido, não fosse pela velha placa. Se cheirava mal? A placa não.

Ou melhor, não sei, pois meu nariz não alcançou o topo do poste. Tudo o que escrevo costuma ser verdade. E mesmo que alcançasse, já viu propaganda cheirar? Bem, algumas cheiram. É o caso do perfume que a promotora borrifa na sua mão no shopping e sua mulher sente quando você chega em casa e você diz que é propaganda.

Mas em geral as propagandas não cheiram nem fedem, por ser difícil usar aromas nas mensagens. A primeira dificuldade está no meio eletrônico. Seria preciso ter olfato de cão perdigueiro e morar perto da emissora de rádio ou TV para sentir algo.

Na propaganda impressa é possível usar tinta aromática ou cápsulas microscópicas que são ativadas quando o papel é esfregado com a mão. O Wall Street Journal já oferece esta possibilidade aos anunciantes. Mas não preciso ir tão longe para sentir o aroma de um anúncio: o Jornal de Limeira, cidade onde moro, já publicou dois anúncios aromáticos, um de bolo e outro de café. Por outro lado um jornal britânico anunciou que sua edição tinha sido impressa com tinta perfumada e milhares de leitores levaram o jornal ao nariz naquela manhã de primeiro de abril.

Já li de experiências em cinemas, como o Smell-O-Vision usado na década de sessenta com mais de 30 cheiros saindo das poltronas. Nos cinemas que freqüento as poltronas sempre cheiram a pipoca, mas nos aviões é comum sentir um cheiro diferente vindo da poltrona ao lado.

O Smell-O-Vision soltava cheiro de flores na cena do campo e de comida na cena da cozinha. O problema era que o cheiro de gorgonzola da cena do aperitivo ainda estava no ar quando chegava a cena do beijo. Não creio que o sistema funcionasse em filmes de ação. Você continuaria no cinema se sentisse cheiro de queimado?

A NTT Communications desenvolveu uma tecnologia para aparelhos eletrônicos exalarem fragrâncias usando cartuchos como os das impressoras, só que com essências. Você já pode mandar um torpedo pelo celular e o destinatário sentir o cheiro quando um código na mensagem ativa o respectivo aroma no celular do receptor. Mande uma mensagem às seis da tarde de dentro de um busão a quarenta graus e sua namorada nunca mais vai querer saber de você.

A propaganda pode usar tecnologias assim, mas não sem riscos. O problema está na forma como o cérebro processa as mensagens captadas pelos sentidos. Ao contrário da visão, o olfato costuma acionar um tipo de memória sensorial que dá acesso a lembranças que podem ser tanto boas como ruins.

A foto de uma casa de campo numa propaganda não tem o objetivo de resgatar uma casa igual de seu passado, mas de fazer você desejar um lugar assim no futuro. Você nunca viu a casa da foto antes. Porém, se a foto vier acompanhada de cheiro de mato, isso trará à tona uma experiência gravada em sua memória sensorial. Pode ser boa, mas pode também ser a lembrança da noite que você foi obrigado a dormir no mato com o carro atolado.

Isso não significa que uma venda não possa apelar para todos os sentidos. O comprador de um carro tem sua visão atraída por suas linhas, o tato estimulado pela maciez do assento e a audição impressionada pelo ronco do motor. Ou pelo seu silêncio, se o comprador for meio surdo como eu. Cabe ao vendedor explorar tudo isso.

É claro que o cliente não vai poder comer o carro para sentir seu gosto, mas um café ou aperitivo durante a venda costuma agradar o paladar. O cheiro? Nem preciso dizer que cheiro de carro novo é um dos grandes aliados de quem vende.

O tempo que você levou para ler até aqui é o mesmo que levei para voltar ao meu carro no estacionamento, o qual já não é tão novo assim para cheirar. O manobrista parecia surpreso com meu retorno rápido e insistia em puxar conversa. Percebi que estava tentando me impedir de chegar ao carro que ele acabara de estacionar numa vaga, mas não consegui imaginar a razão.

Foi só ao entrar no carro, cujos vidros ele fechara ao estacionar poucos minutos antes, que entendi o seu desespero em manter-me fora do veículo. Fui obrigado a abrir todos os vidros e ligar o ventilador no máximo para o carro voltar a ter, não cheiro de novo, mas cheiro nenhum.

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Propaganda: Teoria - Técnica - Prática - Armando Sant'anna
Desde o aparecimento de sua 1a. edição, este livro vem se constituindo no melhor e mais completo trabalho já publicado no campo da Propaganda, em nosso idioma, tornando-se leitura imprescindível para os estudantes dos cursos de Propaganda, e de consulta permanente para os profissionais de Propaganda, Relações Públicas e Marketing. Uma das razões do grande sucesso desta obra é a sua constante atualização, não só no que se refere aos dados estatísticos mas, sobretudo, no que diz respeito ao desenvolvimento, mudanças, técnicas e estratégias que caracterizam essa dinâmica atividade.

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 2 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Mário Persona,

Nunca tinha lido nem uma crõnica sua, mas creio que apartir de hoje não poderei viver mais sem ler,você é super inteligente e ao mesmo tempo que me fez rir me fez também "pensar e imaginar muito".

Att, Solange Menezes

Enviado por Solange Menezes em 01/11/2008


Mario Persona,

Adoro suas crônicas,tanto que venho a pedido de muitos fãs de suas crônicas a pedir uma crônica falando da importância dos encontros estudantis para o universitário!!!Agradecento em nome da COER Piauí!!!

Atenciosamente,

Caio César
Diretor de Marketing-COER

Enviado por Caio César em 29/10/2008


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"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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