Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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17/10/2008 Conectividade
por Mario Persona

No balcão da lanchonete do aeroporto, dois cartazes enormes anunciavam: “Café No. 1: café, leite, pão etc.” e “Café No. 2: chá, suco, frutas etc.” Acomodei-me numa mesinha e a garçonete se aproximou.

- Por gentileza, um “Café No. 2” - pedi, preferindo me manter light antes do vôo.

- Hein?! Café para dois?! - espantou-se a garçonete por eu estar sozinho.

- Não, minha filha, “Ca-fé Nú-me-ro DOIS!” - soletrei, carregando no número.

- O que é isso? - perguntou surpresa.

- Me diga você. É o que está anunciado naquele cartaz ali, ó... - apontei para o balcão.

- Ah! Não tinha visto o cartaz.

Será que para trabalhar entre empresas aéreas as lanchonetes contratam garçonetes aéreas? Acho que não. Ou a garota era desligada ou era indiferente.

Pessoas desligadas perdem a visão periférica. Pessoas indiferentes preferem não tê-la. Relapsos são indiferentes; artistas são desligados. Se a garçonete era uma artista em potencial eu não sei. Talvez seu sonho fosse ser aeromoça, daí estar tão avoada.

Já o indiferente é diferente. Ele ignora deliberadamente o que acontece ao redor e traz uma mensagem tatuada na língua: "Não sou eu o responsável". Não é mesmo. O responsável vive atento para detectar problemas, trabalhar em soluções e apontar oportunidades. O indiferente prefere ficar na dele até quando o barco está afundando. Pra que se preocupar se o furo não está sob o seu assento?

Se você acha que pessoas assim não conseguem emprego está enganado. Tem muito chefe por aí que adora contratar indiferentes. São chefes que preferem subordinados que não enxerguem além do campo de visão do tapa-olhos que recebem junto com o crachá. Ter subordinados de visão é arriscado. Eles podem ver aquilo que o chefe não vê, não quer ver ou não quer que outros vejam.

Mas não é isso que o mercado exige de um bom profissional. O mercado está tão complexo, rápido e mutante, que é preciso ter pescoço de coruja para enxergar 360 graus, ouvidos de morcego para voar no escuro e focinho de cão perdigueiro para não perder o alvo. Além de conectividade, muita conectividade, para andar a par e passo com a equipe.

Uma boa equipe não precisa fazer uma reunião de duas horas para decidir a melhor data para a próxima reunião. Basta um olhar, um sinal ou uma senha para todos saberem o que está acontecendo e o que cada um deve fazer. Chame a isso de sintonia ou sincronismo se quiser, ou modernize o conceito para conectividade.

Palestrantes sabem o quanto essa conectividade é importante quando dependem de alguém para fazer a troca dos slides e descobrem que a pessoa designada para isso passou a noite trabalhando em outro evento. Pode apostar que ele será o primeiro a dormir na palestra.

A conectividade da equipe é importante em todas as atividades que exigem sincronismo, mas em alguns segmentos ela se torna vital, já que qualquer distração traz conseqüências mais graves do que apenas saltar um slide. É o caso de um estúdio de TV, onde as pessoas precisam estar afinadíssimas, especialmente quando o programa é um telejornal ao vivo transmitido para milhões de espectadores em todo o mundo.

O telejornal da BBC de Londres que assisti ontem à noite era assim. Ou deveria. O âncora estava com a corda toda, mas o responsável pelo vídeo estava tão aéreo quanto a garçonete. Enquanto a voz do âncora anunciava que um homem e uma mulher da Grã-Bretanha tinham sido presos numa praia em Dubai por atentado ao pudor, o vídeo que foi ao ar mostrava um dos donos do Google ao lado da Rainha Elizabeth.



P.S. Se você acha essa situação surreal, imagine um motorista de táxi chamado Guy Goma entrar no estúdio da BBC em Londres à procura de emprego e ser confundido com Guy Kewney, especialista em tecnologia que aguardava para ser entrevistado sobre o mercado de música on-line. O vídeo da entrevista com o motorista de táxi falando do mercado de música on-line, e a tradução do que rolou, você vê a seguir:


http://www.youtube.com/watch?v=zWAvHnfJsOQ

Entrevistadora: Guy Kewney é editor do site de tecnologia da Newswireless. Olá, bom dia para você.

Motorista: Bom dia.

Entrevistadora: Você ficou surpreso com a decisão de hoje?

Motorista: Estou muito surpreso com... essa decisão a meu respeito, pois não esperava por ela. Quando vim aqui disseram que havia algo, por isso estou aqui. Portanto é uma grande surpresa de qualquer modo.

Entrevistadora: Sim, uma grande surpresa.

Motorista: Exatamente.

Entrevistadora: Considerando os custos envolvidos, você acha que mais pessoas farão download de música on-line?

Motorista: Na verdade aonde quer que você vá você vê pessoas fazendo download da Internet e do site e de tudo o que precisam. Mas eu acho que isso é muito melhor para o desenvolvimento e para informar as pessoas sobre o que elas querem e dar a elas uma maneira fácil de rápida se for aquilo que procuram.

Entrevistadora: Realmente parece que o caminho seguido pelo segmento de música agora é querer que as pessoas entrem no website para baixar música.

Motorista: Exatamente, você pode ir a qualquer lugar, ao cybercafé, e pode baixar, pode fazer isso facilmente. Vai ser uma maneira fácil para qualquer um conseguir algo pela Internet.

Entrevistadora: Obrigada. Muito obrigada.

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O 8º Hábito: da Eficácia à Grandeza - Stephen R. Covey

" Hoje em dia, não basta somente ser uma pessoa ou uma organização eficaz, mas são necessárias a realização, a execução apaixonada e a contribuição significativa, em uma ordem de grandeza e dimensão diferentes.

Os sete hábitos para as pessoas altamente eficazes continuam relevantes mas Covey afirma que os novos desafios e a complexidade com que nos deparamos em nossas vidas e relacionamentos pessoais, em nossas famílias, em nossas vidas profissionais e em nossas organizações são de uma ordem de grandeza diferente e exigem uma nova atitude mental, uma nova habilidade, um novo conjunto de ferramentas... um novo hábito. Esse 8º Hábito é o de encontrar a própria voz e inspirar outros a encontrar a deles.

Há um anseio profundo, inato, quase inexprimível dentro de cada um de nós para encontrar a própria voz na vida. O propósito deste livro é dar ao leitor um mapa do caminho que o leve dessa dor e frustração à verdadeira realização, à relevância, ao significado e à contribuição no novo panorama de nossos dias - não apenas no trabalho e na organização, mas em toda sua vida. Em resumo, ele o conduzirá até encontrar sua voz. Se o leitor assim quiser, ele também o levará a um grande aumento de sua influência, qualquer que seja sua posição - inspirando outros a quem prezamos, sua equipe e sua organização a encontrarem suas vozes e aumentarem várias vezes sua eficácia, crescimento e impacto. O leitor descobrirá que essa influência e essa liderança nascem da escolha, não da posição ou do status.

O DVD que acompanha o livro inclui uma série de filmes curtos, muitos dos quais mereceram prestigiados prêmios nacionais e internacionais, e permitirão ao leitor ver, sentir e entender melhor o conteúdo do livro. Inclui DVD


E a gorjeta, doutor?

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Livros de Mario Persona

"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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