Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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15/07/2008 Carreiras mutantes
por Mario Persona

O que você diria de um jovem que deseja fazer uma faculdade na área de tecnologia da informação, uma especialização em marketing, e tentar a sorte na China? Perfeitamente normal se esse jovem não fosse eu.

Não sou jovem, mas já fui, e naquela época teria sido insano pensar em um plano de carreira assim. Estudar tecnologia da informação? Como, se o único computador conhecido era o HAL de "2001 Uma odisséia no espaço"? Na minha juventude não havia Internet, e os computadores só se comunicavam entre si enviando cartões perfurados pelo correio.

Especialização em marketing? Eu teria perguntado se era marca de cigarro americano. Um autor brasileiro da época batizou isso de "mercancia". Pouco antes Philip Kotler lançara seu livro "Administração de Marketing", mas ninguém ficou sabendo. Ele e o marketing ainda não eram famosos.

Trabalhar na China? Bem, na década de 70, em pleno regime militar, a simples menção disso teria mudado radicalmente minha carreira. Teria dado direito a uma bolsa de estudos no DOI-CODI com aulas práticas de tortura chinesa.

Você já deve ter percebido que teria sido impossível eu fazer um plano de carreira que previsse as mudanças radicais que iriam ocorrer no prazo de minha vida profissional. Tudo bem que foram precisos 20 ou 30 anos para essas mudanças acontecerem, mas a que velocidade elas trafegam hoje? Como mirar uma carreira em um futuro que não pára de se mexer?

Ter uma meta de carreira hoje é como escalar um Everest que cresce todos os dias e cujo pico não está mais lá quando você pensa que chegou. Você escolhe uma profissão de grandes possibilidades, faz 4 ou 5 anos de faculdade e, quando sai, descobre que já não existe mercado para sua atividade ou a profissão agora só é encontrada em parques temáticos.

Quem gosta de estabilidade deve estar passando o maior sufoco. Espero que você não seja dessas pessoas de olho na aposentadoria para terminar seus dias como revestimento de sofá. O sofá você ainda alcança, a aposentadoria não. Flexibilidade, iniciativa e disposição para correr riscos são qualidades vitais para uma carreira de sucesso no mercado atual.

O próprio ambiente de trabalho muda rapidamente. Em um mercado global você precisa estar preparado para interagir com uma diversidade cada vez maior de línguas, culturas e até gerações. Com o aumento dos recursos tecnológicos que permitem usar mais o cérebro do que os músculos e da expectativa de vida - de minha adolescência até aqui ela cresceu 20 anos - é comum encontrar adolescentes e anciãos trabalhando lado a lado.

O adolescente aprendendo o valor da sabedoria que vem da experiência. O ancião aprendendo a não bater no coleguinha se for chamado de animal. Na gíria dele é um elogio. Se você, independente da idade, está começando ou já começou a escalar o monte da carreira perene, aqui vão alguns itens que não podem faltar em sua mochila:

  • Um par de tênis marca "Aprendizado Contínuo", para você saber onde pisa, de preferência com sola personalizada, para que outros possam identificar suas pegadas e seguir seus passos. Líderes são seguidos.

  • Um cantil cheio de "Disposição Tecnológica" para você aprender a apreciar o sabor da tecnologia, não importa o quanto ela mudar durante a viagem. Beba com moderação, pois nem sempre a mais quente é a melhor.

  • Cem metros de corda marca "Networking", para você permanecer conectado aos seus companheiros de viagem. Nas escaladas mais perigosas você poderá precisar deles para não despencar no abismo do desemprego.

  • Uma mochila contendo "Maestria", "Experiência", "Conhecimento", "Talento" e outros itens para atender as necessidades das pessoas que encontrar. Não se esqueça de colocar nela um zíper da marca "Generosidade" para ficar fácil de abrir.

  • Um boné marca "Criatividade" vai deixá-lo de cabeça fresca. Se eu fosse você, usaria no avesso, com a aba para o lado, para trás, ou de qualquer modo que não seja o usual.

  • Suas roupas, meias, cinto, desodorante e filtro solar devem ser da grife "Marketing Pessoal". De que adianta você sair por aí todo equipado se ninguém ficar sabendo disso?

  • Finalmente, não se esqueça de levar um canivete marca "Empreendedorismo" aberto na lâmina "Inovação". E lembre-se de mantê-la lubrificada com algumas gotas de óleo de "Proatividade".

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    Emprego de A a Z
    MAX GEHRINGER
    Escolher a faculdade. Conseguir o primeiro emprego. Acumular cursos de especialização. Comprovar produtividade. Driblar as intrigas. Até ? chegado o dia ? criar coragem e pedir de maneira firme e direta aumento para o chefe. Se a resposta for uma sonora gargalhada, ainda não é hora de desanimar. Mas sim de ler a mais recente obra de Max Gehringer, Emprego de A a Z, que a Editora Globo acaba de colocar nas livrarias.

    O livro foi inspirado na série de televisão para o Fantástico, que conquistou o público pela linguagem precisa e sem maneirismos e pelo humor. Os acessos ao site do programa o tornaram recordistas entre os quadros apresentados por especialistas no programa. Foram 250 mil em um único dia.

    Gehringer mostra que entende mais do que de empresas. Entende de gente. E sabe identificar, com um olhar curioso, quase de antropólogo, os tipos humanos e as relações cotidianas das corporações.

    O leitor certamente vai reconhecer os personagens. Seja o sincero Ricardo ou o burocrático Botelho. Há Ricardos e Botelhos em todas as empresas, afinal de contas. E também os chefes que à maneira bíblica se comunicam por parábolas misteriosas. Sem contar os colegas que conseguem criticar dando a impressão que estão elogiando.

    O texto de Max Gehringer, no entanto, não perde em precisão e argúcia por montar esse quadro bem-humorado. Como diz o próprio autor, rir é fundamental, mas na hora certa. Isso significa que o leitor vai encontrar informações úteis para situações bastante práticas, como a maneira correta de crirar um currículo, quando e como escolher os cursos que pretende fazer, qual a hora de mudar de empresa ou mesmo de atividade.

    Emprego de A a Z é organizado no formato de um dicionário, no qual os temas vão surgindo pela ordem alfabética. Os tópicos vão de assédio moral e aumento até vaga e vítima. Passando pelas letras "b" de bonzinho e "p" de puxa-saco. Em cada uma delas a análise do autor vai direto ao ponto, com a experiência de quem teve toda uma vida voltada a entender o mundo corporativo por dentro.


    E a gorjeta, doutor?


    Respostas: 9 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

    Olá Mestre! Você tem sido uma pessoa formidável para a minha carreira. Sou multiplicador em uma grande empresa e treino colaboradores de venda. Seus insights são muito valorosos para meus discursos. Muito Obrigado e Deus abençoe!

    Enviado por Calebe Mark Siqueira em 25/09/2009


    Mário, como você consegue escrever textos tão interessantes?! Tenho a impressão de que qualquer pessoa no mundo sente se delicia com seus textos. Até hoje, não consegui descobrir leitores para os meus...

    Abraço,
    Quelle

    Enviado por Lajana Quelle em 17/08/2008


    Mário, encontrei similaridades com vc: arquiteto urbanista, somos da mesma idade, vc é um palestrante famoso, eu pretendo ser um bom seguidor, um bom aprendiz. Lembrei dos cartões perfurados, amarrados com um "atilho", que eram escritos na estranha linguagem FORTRAN, fala sério. E o velhote tentando entender porque o "lance é macabro", ou porque eles o chamam de animal, nota dez. Outra similaridade nossa: percebi que somos ambos fãs de Tom Peters. Parabéns, um dia desses ainda conversaremos pessoalmente.

    Enviado por Roberto Guimarães em 26/07/2008


    Fantástico!!!
    Tudo que um dia eu pretendi entender,sobre carreira profissional, vc conseguiu sintetizar nesse artigo.
    Sinceros parabens !!!

    Enviado por mario remi marques moreira em 22/07/2008


    "Quem gosta de estabilidade deve estar passando o maior sufoco. Espero que você não seja dessas pessoas de olho na aposentadoria para terminar seus dias como revestimento de sofá."

    Exatamente o que penso. Estou com 45 anos, sou da área de publicidade e marketing e muitas vezes sinto na pele isso. Tenho que buscar sempre inovação no meu trabalho e estar atenta as novas tecnologias..aposentadoria e sofazinho? Nem penso nisso!

    Enviado por Myrian Maia em 19/07/2008


    Mario responde a Luiz Aquino: Olá, Luiz, obrigado por comentar. Será que está pensando na mesma "atitude interior" que estou pensando? Falo mais dela no Youtube em http://www.youtube.com/mp3minutos

    Enviado por Mario Persona em 19/07/2008


    Talvez o que mais determina para que eu acompanhe o seu trabalho é que eu percebo nele um espírito inovador.

    Penso que esse espírito não depende da idade e sim da própria atitude interior, por mais clichê que essa afirmação pareça, é assim que penso.

    Abraços...

    Enviado por Luiz Aquino em 19/07/2008


    Ótimo
    Envolvente seu artigo.
    Tem enfoque nas mudanças ocorridas em possibilidades que hoje têm significados diferentes enquanto opções.
    O modo simples de análise, busca a interpretação das escolhas das decisões pontuadas no tempo e seus valores cotidianos.
    Vale ressaltar que ao chegarmos no amanhã pensaremos no hoje como ontem. Tempo como referência.
    Parabéns!

    Enviado por Enio Carvalho em 16/07/2008


    Muito bacana seu artigo...
    Acho que o problema hoje, principalmente para os profissionais de TI é a falta de foco. Pois há oportunidades em todas as áreas, porém quando está na faculdade geralmente o pessoal quer abraçar o mundo. Acho que o ideal é durante a graduação você ver aquilo que mais lhe agrada na area de TI e focar no assunto, mais é claro, sempre atento ao que está ao redor....
    Cito a área de TI por está nela, mas acho que isso serve pra tudo...
    Abração .. inté a proxima.

    Enviado por Edimar Ramos em 16/07/2008


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    Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

    Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

    Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
    e os anjos ficaram alegres.

    Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

    Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
    True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

    Hoje sou
    palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

    Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
    Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

    Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
    "Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

    Com tanta
    gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

    "Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
    Isabel Allende



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