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"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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20/04/2008 Eu matei Tiradentes
por Mario Persona

Eu matei Tiradentes. Mas não leve isso como uma confissão tardia, por medo ou covardia. Não fui eu quem o prendeu, condenou ou colocou o laço em seu pescoço. Eu apenas fabriquei a corda, por sinal, de primeiríssima qualidade.

Não há como se eximir. O dinheiro que corre pelas veias do progresso é o mesmo que passa pelos intestinos do mundo. Ele chega ao seu bolso como algo que você pensa ter conseguido honestamente, com o suor do seu rosto. Não é só com suor que ele chega lá, mas com sangue também.

Estamos tão interligados a tudo e a todos, que precisa ser muito ingênuo para acreditar em um mundo cor-de-rosa, quando o assunto é dinheiro. No mundo dos negócios, a pimenta de um é o refresco do outro. Um advogado disse algo que nunca mais esqueci: "Se não aparecer um litígio eu não troco de carro".

A menos que você viva numa caverna no Himalaia, você também é responsável por manter a ciranda do comércio. Sabe aquele seu dinheirinho aplicado em um fundo de previdência? Parte de sua aposentadoria poderá vir da munição usada em alguma guerra. Armamento sempre foi um bom negócio, e os investidores sabem disso.

Até onde dá, a gente tenta evitar uma participação direta. Eu, por exemplo, não faço palestras para companhias de cigarro, mas com isso elimino apenas o elo da cadeia que está mais perto de minha consciência. Lá na frente eu atendo fabricantes de papel e máquinas de embalar, e quem você acha que compra deles após eu treinar seus vendedores?

Não adianta querer escapar. Você nem faz idéia por onde passa o vil metal de papel. De 135 cédulas coletadas ao acaso e analisadas em laboratório, apenas 4 não tinham traços de cocaína. Não sei com quem você está de mãos dadas, mas tenho certeza de que participa da ciranda. Ainda que pague com cartão.

Assim como todos os rios correm para o mar, todos acabamos navegando nas mesmas águas. Portanto, antes de achar que você não tem nada a ver com a morte de Tiradentes, observe o movimento de sua loja no Dia das Mães. Se na véspera o noticiário esquartejar Joaquim José da Silva Xavier, pode apostar na venda de mais geladeiras.

Por mais mórbido que possa soar, ainda vigora a velha máxima do jornalismo norte-americano: "If it bleeds, it leads", ou se sangrar, dá audiência.

Mais sangue, mais jornais vendidos, mais telejornais assistidos, mais anúncios e comerciais distribuídos. No final do mês o vendedor pode até achar que foi a palestra de vendas do Mario Persona que o ajudou a faturar mais, mas o crédito mesmo é de Tiradentes. Foi o seu sangue que atraiu os clientes à loja.

Quando não há sangue suficiente, dá-se um jeito. Quando em 1895 William Hearst, criador de um império jornalístico, enviou o artista Frederic Remington para fazer ilustrações de uma rebelião em Cuba, este telegrafou para Hearst: "TUDO CALMO. NÃO HAVERÁ GUERRA".

De Nova Iorque, Hearst respondeu: "FIQUE AÍ. VOCÊ CUIDA DE FAZER AS ILUSTRAÇÕES E EU CUIDO DE FAZER A GUERRA".

É difícil provar que tenha sido a imprensa que acendeu o fogo da guerra hispano-americana, mas as ilustrações de Remington publicadas no jornal de Hearst certamente serviram de lenha. Uma delas mostrava uma mulher nua, cercada pelos três soldados espanhóis que a despiram, sob a manchete:

"ESPANHÓIS REVISTAM MULHERES EM NAVIOS DOS ESTADOS UNIDOS".

É claro que algum jornalista recém-formado e idealista irá dizer que essas coisas não acontecem, e ainda aproveitar para me mandar plantar batatas. Posso até ir e fazer bons negócios vendendo para quem fornece marmitas para presidiários. Moral da história? Quanto mais bandidos, mais batatas eu vendo.

Não dá para escapar. Até o temido Aedes aegypti se transformou no mais recente promotor de vendas da indústria de inseticidas, que cresceu 170% em comparação ao mesmo período há um ano. Já viu algum usineiro preocupado com a crise do petróleo? E pode ter certeza de que você não irá encontrar um fabricante de retrovisores reclamando dos motoboys.

Sugestão de vídeo: Corra até a locadora e pegue "A Montanha dos Sete Abutres", de 1951, com Kirk Douglas. Se não encontrar é provável que encontre em algum curso de comunicação.

Se você acha que estou exagerando, veja o spam que recebi dois dias depois de publicar esta crônica:



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O Príncipe
NICOLAU MAQUIAVEL
O príncipe é um livro que não sai de moda. Mais do que um best-seller, ele é um clássico. Surgem novas edições e grandes estadistas encontram nesta obra suas virtudes literárias e estratégicas. Silvio Berlusconi, presidente do Conselho de Ministros da República italiana, apresentava assim esta obra, ao dá-la como presente de Natal para amigos e colaboradores em 1992: "O Príncipe é o primeiro clássico do pensamento político moderno, referência durante gerações para estadistas e diplomatas. A obra foi concebida como um conjunto de reflexões do autor sobre a arte de conquistar e conservar o poder em um principado."

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 3 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Mário, caro Mário
um dia faço como você,
tomo coragem e retiro o texto do armário.

muito bom. abraço.

Enviado por Marcelo T.A. em 28/04/2008


Mario, genial como sempre. Parabéns! Abraço.

Enviado por vinicius em 21/04/2008


Não havia me deparado ainda com este seu requintado instinto assassino. Cuidado com suas confissões, principalmente nestes dias de barbárie.
Mas quanto a podridão do vil metal e o "descaramento/sarcasmo" da imprensa sensacionalista, sempre vale o alerta.

Enviado por Mario Câmara em 20/04/2008


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"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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