Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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12/02/2008 A águia e a coruja
por Mario Persona

Meus filhos, quando pequenos, eram as crianças mais lindas do mundo. E agora, enquanto escrevo dos EUA aonde vim conhecer meu primeiro neto, descobri que a história se repete: meu neto é o mais lindo do mundo. Não concorda?!

Nem deveria. Se você for pai ou mãe irá querer para seus filhos o primeiro lugar no podium. Se for avô, irá rebaixar meu neto, porque você sempre escolherá o referencial que for melhor para você. Em negócios não é diferente, e é aí que mora o perigo.

Muita gente quebra a cara por achar que vai conseguir vender para os outros aquilo que venderia para si. Mergulhou de cabeça no mercado sem perceber a tendência que todo ser humano tem de se considerar o umbigo do Universo.

Aí decide fabricar aquilo que mais gosta, abrir uma loja no ponto mais perto de casa e só contratar quem torcer pelo mesmo time. Se tiver sorte, vai encontrar gente do mesmo gosto para comprar. Se não tiver, vai achar que é a crise, só para manter intacto o seu critério de auto-referência.

Se desejo atingir algum público, minhas preferências devem ficar guardadas para mim, caso não encontrem eco no mercado. No mais, eu devo mesmo é analisar as preferências do público que pretendo atingir e virar camaleão.

Não estou falando de abrir mão de suas convicções pessoais. Se fosse assim eu iria sugerir que você partisse para o tráfico, que dá mais dinheiro do que aquela lojinha de bijuterias que pretende abrir.

Suas convicções pessoais devem continuar norteando suas ações, mas pode ser que descubra ser bom negócio abrir uma butique de "Alta Costura de 1,99" perto da rodoviária. Aí, se você sentir náusea só de olhar para os modelitos, contrate uma gerente à altura e saia de perto.

Não basta conhecer seus clientes para atendê-los do jeito que eles gostam; é preciso ter pessoas adequadas a eles e motivá-las com estímulos igualmente adequados. Se no Brasil você motiva seus vendedores dando a eles um nadinha de fixo e uma comissão generosa, no Japão precisa fazer o inverso ou ninguém vende.

O brasileiro é mais individualista, seu desejo é de se sobressair. O japonês é mais coletivista, seu desejo é que a equipe se sobressaia. Ele não se sente bem se deixar seus colegas para trás. Talvez seja por isso que seus carros de Fórmula 1 sejam pilotados por estrangeiros.

Até na hora de promover seus produtos é preciso levar em conta o referencial dos clientes. Se os seus clientes forem borracharias no Afeganistão e você enviar folhinhas com mulheres com o rosto descoberto, podem acabar confiscadas pela censura local.

Mas, para uma clientela de indígenas sul-americanos, as mais desnudas modelos poderão parecer tão vestidas quanto uma freira se tiverem um cordãozinho de palha em torno da cintura. As referências mudam de acordo com os povos e as culturas, daí o perigo de você se nortear por seus próprios referenciais.

O clássico dos clássicos em termos do perigo da auto-referência é a fábula da águia e da coruja, de onde vem a expressão "mãe coruja". Dona Coruja, ao encontrar Dona Águia em plena temporada de caça, suplicou:

- Dona Águia, já que somos amigas, rogo-lhe que não coma meus filhotes.

- Certamente - respondeu a águia - nossa amizade me impede de fazê-lo. Mas como os reconhecerei se nem mesmo sei onde fica o seu ninho?

- Ora, Dona Águia, é fácil. Eles são os filhotes mais lindos da floresta!

Assim, para Dona Águia não correr riscos de arranhar sua amizade com Dona Coruja, procurou comer apenas os filhotes mais feios que encontrou: um par de criaturas horrorosas com grandes olhos arregalados enfiados numa toca em uma velha árvore.

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Governança Ambiental Global: Opções & Oportunidades
DANIEL C. ESTY e MARIA H. IVANOVA

Quem decide as questões que afetam o meio ambiente? Que critérios norteiam essas decisões? Como são representados os interesses das comunidades e dos ecossistemas envolvidos? Foram essas indagações que deram origem ao conceito de governança ambiental e a todo o debate atual sobre o uso e a gestão dos recurosos naturais.

Os ensaios desta coletânea reúnem importantes peças desse debate num só volume, abordando questões essenciais de maneira acessível e sugerindo caminhos viáveis para uma participação efetiva de governos, organizações não-governamentais, empresas e indivíduos. É mais uma iniciativa do Senac São Paulo em apoio às ações voltadas para o desenvolvimento sustentável e sustentado.


E a gorjeta, doutor?


Respostas: 4 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Sou apaixonada no assunto Arte de se comunicar bem;Arte de Falar bem.E foi procurando no yutube sobre essas palestras foi que lhe conheci,foi um presente que ganhei hoje .Adorei seu site e seu artigo sobre "A Águia e a coruja".Obrigada por compartilha esse seu momento tão sublime que é ser avó.Dizem que netos são filhos 2 vezes.Parabéns

Enviado por ANA LUCIA em 01/04/2008


Gostei do artigo, ja passei por experiencia propria em relação as mudanças de acordo com costumes e a cultura ( mudei do litoral para a serra), concordo com a ideia de ser flexivel moldar-se cfe. os costumes, mas não devemos omitir nossos costumes e valores, acredito ser essa a parte interessante de aprender com as diferenças do outro.
Um grande abraço,
Nelzi

Enviado por Nelzi Zavarize em 26/03/2008


Adorei seu artigo...obrigado por oferecer-nos ensinamentos tão importantes para nossa lida diária...

Enviado por Gilberto em 12/02/2008


Trabalho numa empresa pública. Fui transferida do sertão da Bahia para a sede da empresa em Brasília. Cheguei com a alegria peculiar dos baianos (inclusive os sertanejos) pensando que estava "abafando no pedaço". Tava era fazendo papel de "boba da corte". O senhor tem razão quando diz: As referências mudam de acordo com os povos e as culturas, daí o perigo de você se nortear por seus próprios referenciais.
Não precisamos sair do nosso país pra sentir isso. Dói, mas a gente acaba aprendendo.

Enviado por Liliani em 12/02/2008


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Livros de Mario Persona

"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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