Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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04/11/2007 Ingratidão
por Mario Persona

A cena ontem era de cortar o coração. Era meia-noite e chovia. Encolhida, dormindo no parapeito do terraço de meu apartamento, havia uma pombinha. A princípio fiquei preocupado. Teria sido o seu vôo também cancelado?

Mas logo pensei no pior e imediatamente rabisquei num quadro mental as probabilidades de contágio:

Gripe aviária, dermatite, criptococose, histoplasmose, ornitose, salmonelose... Estava a ponto de enxotá-la, mas, como não sou o Dr. House, apaguei o quadro mental e decidi deixá-la dormir em paz.

Receber guarida na noite fria e chuvosa do desemprego é uma experiência que ninguém esquece. Ou não deveria esquecer. Mas para alguns é fácil esquecer as portas em que bateu ou levou, as solas que gastou e os currículos que enviou. São pessoas que, uma vez abrigadas num novo emprego, se despem da gratidão e passam a cuspir no chão.

Uma coisa eu aprendi com minha mãe: nunca cuspa no prato em que você comeu, e muito menos naquele onde ainda está comendo. Ser grato pela empresa que lhe deu guarida é uma atitude extremamente louvável.

Ah, sim, você pode até argumentar que a empresa não lhe fez nenhum favor, que os empresários exploram os empregados, que o capitalismo é vil, e blá-blá-blá. Tudo bem, então deixe a barba crescer e vá morar em Cuba.

Ou vire empreendedor se quiser chegar a patrão. Hmmmm.... mas você já deve saber que reclamar de quem empreende é sempre mais fácil do que empreender, não é mesmo? Tive um chefe que sabiamente lembrava os descontentes da equipe que "a porta da rua é a serventia da casa".

Mas bem que naquela noite fria e chuvosa do desemprego você estava disposto a qualquer coisa para conseguir comprar o leite das crianças, não é mesmo?

Meu pai trabalhou a vida toda em um banco e minha mãe nos ensinava -- a mim e às minhas irmãs -- que devíamos ser gratos por isso. Tínhamos casa para morar, carro para viajar, empréstimos para saldar e muitos outros benefícios.

Depois de crescidos, todos nós abrimos conta no mesmo banco como forma de ajudar a empresa. Ok, pode rir à vontade, mas se minha mãe ainda estivesse aqui você ia escutar. Ah, e como!

Não gosto de gente que fala mal da empresa onde trabalha, dentro ou fora dela. Um dia um aluno perguntou se eu sabia de um emprego, pois disse que a empresa onde trabalhava estava uma droga. Respondi que não poderia indicá-lo, pois como eu iria saber se a empresa não tinha ficado uma droga depois de ele entrar lá? Ele captou a mensagem.

Já passei pela experiência de procurar emprego, de achar emprego e de perder emprego. Hoje já não preciso me preocupar em procurar ou perder, pois trabalho para mim mesmo. Mas -- que isto fique apenas entre eu e você -- já faltou isso aqui para eu colocar a mim mesmo no olho da rua. Sim, e não foi uma vez, foram várias! Não é fácil ter alguém como eu trabalhando para mim.

Mas, embora eu não precise de emprego, preciso de clientes, e é por isso que sou grato a Deus por cada um deles. Torço por sua prosperidade, aplaudo seus sucessos e até compro seus produtos. Há anos só compro café solúvel da empresa que um dia contratou meus serviços. Se o café é bom? Oras, é o melhor que existe! Foi minha mãe quem me ensinou a fazer assim.

Ela dizia para eu procurar deixar sempre boas lembranças por onde eu passasse. Descobri depois que isso fazia parte da sabedoria militar das antigas guerras: "Nunca destrua as pontes; você pode precisar voltar por elas".

Talvez seja por isso que também já senti o gostinho de ser chamado de volta a uma empresa da qual tinha pedido demissão, e não foi por eu ter me esquecido de dar a descarga. Sou grato a todas as empresas por onde passei e aos clientes que atendi e continuo atendendo, e você deve fazer o mesmo.

Evite a todo custo um sentimento de ingratidão. Criaturas ingratas deixam atrás de si um rastro de maus fluídos, e não estou falando no sentido esotérico da palavra. Estou simplesmente me referindo ao que encontrei hoje de manhã no parapeito de meu terraço. Pomba ingrata!

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Pergunte ao Max
MAX GEHRINGER


O livro Pergunte ao Max - Max Gehringer responde a 164 dúvidas sobre carreira, lançado pela Editora Globo, apresenta uma compilação dos melhores textos publicados pelo colunista - no mesmo formato de "pergunta-e-resposta" consagrado em Época e acompanhados de um tão divertido quanto oportuno Dicionário Atualizado de Carreira.

Com a objetividade de sempre, e o humor mais afiado do que nunca, Gehringer nos oferece sua visão de observador atento (e por vezes crítico inclemente) do dia-a-dia no lado de dentro dos portões das empresas. Conhecimento de causa não lhe falta: de office-boy a presidente, o autor passou por todos os degraus da escala hierárquica corporativa, vivência da qual freqüentemente extrai casos para ilustrar suas argumentações.

Comunicador nato, Gehringer produz textos em que o didatismo, a a graça e o uso de referências inusitadas se completam, ampliando a clareza e a eficiência da mensagem. Por exemplo, ao explicar as diferenças entre os termos coaching, counselling e mentoring (todos em voga no jargão das empresas), o consultor recorre à origem das palavras, cita Homero, Aristóteles, filmes de bangue-bangue e até O Poderoso Chefão - e cumpre sua tarefa com brilho. Impagável é a interpretação de Gehringer para o termo "noções de inglês", tão utilizado por candidatos a um emprego: "Para quem avalia um currículo, ´noções de inglês´ significa ´preciso aprender inglês´", dispara o consultor, na resposta a uma leitora insegura quanto a seus conhecimentos em língua estrangeira.

Além de escrever para a imprensa, Gehringer é comentarista da Rádio CBN e, desde abril, apresenta o quadro "Emprego de A a Z", a bordo do programa dominical Fantástico, por meio do qual tem disseminado a consultoria de carreira para todos os públicos, em todo o país. Autor de vários títulos (entre eles, O Melhor de Max Gehringer na CBN, também da Editora Globo), o consultor reúne em sua mais nova obra tudo o que você sempre quis saber sobre emprego e carreira, mas não tinha a quem perguntar.


E a gorjeta, doutor?


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Fantástico!!!!!! Afinal de contas a física sempre explica tudo! O eco sonoro é apenas uma repetição daquilo que emitimos. Se não há um patrão eu empresa que seja suficiente... está na hora de pensar se nós somos realmente aquilo que pensamos e se não estamos emitindo aquilo que recebemos de volta!
Adorei o blog!

Enviado por Daniele em 15/12/2008


COMO VC FOI INGRATO COM A POMBA, ELA TE TROXE BOAS LEMBRANÇAS,DOS ENSINAMENTOS DE SUA MÃE E COMO PAT ESCREVEU, TE DEIXOU UM POUCO DE ADUBO E DE BOA QUALIDADE. PARABÉNS VC É SHOW.

Enviado por SERGIO RONALDO em 22/01/2008


Tadinha da pombinha.
Pense bem, você podia ter aproveitado o "presente" para adubar alguma plantinha que você tenha num vaso.
hehehe

Enviado por pat em 26/11/2007


Isto se chama ética, devemos sempre respeitar e falar bem de quem nos deu emprego, as pessoas que falam mal de seus empregos, é porque na verdade, não querem trabalho, disciplina e pontualidade, querem somente receber seu salário. Aí não tem patrão bom mesmo! E a í que entra a Lei da Atração, nos recebemos de volta aquilo que oferemos. Vera

Enviado por Vera em 08/11/2007


Sou eternamente grata àqueles que me ajudaram em minha jornada pessoal ou profissional.
Mas não deixo de ser grata também àqueles que duvidaram e que, mesmo podendo, não me ajudaram. Por mais mesquinho que isso possa parecer, o sorriso e o olhar triunfante que damos a estes últimos quando conseguimos vencer, mesmo diante de tantos obstáculos, não tem preço!
Gratidão eterna, aos que ajudaram, aos que nada fizeram, e também aos que atrapalharam os meus planos. Deus sabe onde estaria hoje se aqueles planos tivessem dado certo!

Enviado por Jane Glauce em 07/11/2007


Honrar pessoas ou instituições que de alguma forma nos ajudaram seja com trabalho ou indicação, por aquele "quebra-galho" corriqueiro mas providencial, até mesmo por um "simples" telefonema ou email de apoio na hora em que a gente mais precisava, faz parte de uma atitude de quem não apenas vê a gratidão como uma fria manutenção de pontes potencialmente úteis, bajulação condicional que pretende mantê-lo ativo no seu business network ou como uma forma evitar o constrangimento de voltar a utilizar o prato cuspido.

Gratidão é acima de tudo um postura de humildade, um hábito que pode sim ser desenvolvido e fazer parte do perfil pessoal ou profissional de qualquer pessoa.
Oposto a hábitos negativos como orgulho e o de murmurar, a gratidão sincera é um sentimento agregador que não só fortalece laços, mas que liberta, que motiva, que sossega o espírito e gera de bem-estar. Gratidão é portanto uma poderosa terapia para a saúde física e emocional. É também um gatilho para o exercício diário de fé que reconhece o Criador como o provedor das pequenas e grandes coisas que nos cercam, que produz um coração agradecido por tudo que temos e somos, por nossos talentos e habilidades.

Existem muitas formas de exercer essa gratidão. Talvez a mais recompensadora delas seja aquela que transcende às palavras e requer um pouco mais de investimento pessoal na vida de quem está em desvantagem em relação à nós. E sempre haverá alguém a quem podemos abençoar.
Graças a Deus!

Enviado por Enio Souza em 07/11/2007


Ingratidão: belo artigo que nos apresenta a mãe sábia que incute na mente dos filhos, desde a mais tenra infancia, as boas atitudes perante a vida. O artigo lembrou-me uma das belas canções que aprendi no colégio: .." oh gratidão, florzinha graciosa, que nasce nos corações gentís..." o resto não me lembro, mas, como lição de vida bastou este pequeno estribilho..Grata pela atenção, Regina

Enviado por Regina Caldas em 06/11/2007


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"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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