Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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17/09/2007 As 110 lâmpadas
por Mario Persona

Não, não eram 102 dálmatas, muito embora aquele teto lembrasse a pele do cão. Eram cento e dez pontos negros no teto branco segurando cento e dez lâmpadas econômicas que não faziam economia alguma.

Eu estava na pequena agência dos correios da pequena estância hidromineral onde passava minhas férias quando pequeno. Fiz uma parada rápida ali a caminho de um cliente na cidade seguinte para matar a saudade e postar um sedex.

Aquele exagero de pontos de luz em um ambiente pouco maior que minha sala chamou minha atenção, provavelmente por ser arquiteto de formação e curioso por vocação.

O curso de arquitetura me ensinou a observar os detalhes e a pensar em 3D, coisas que me ajudam até hoje. Disso depende o pensamento estratégico em qualquer atividade que eu exerça e ainda posso ouvir meu professor dizendo:

"Prédios não têm fachada, não têm frente nem fundos, todos os lados precisam ser pensados".

Vale para qualquer negócio. A arquitetura me ensinou também a tomar o ser humano como ponto de partida e destino de todo projeto. Só faltou uma coisa no curso de arquitetura, algo que todos os cursos ficam devendo a seus alunos: ensinar a vender.

Por não ter aprendido marketing saí da faculdade com uma visão hermética, purista e elitista: só eu seria capaz de saber o que era melhor para meu cliente e pouco me importava se ele entendia ou não o valor e a razão da minha profissão. Caí no mercado com uma visão equivocada do que é ser arquiteto.

Mas se eu, que estava dentro, tinha uma visão equivocada, o que esperar de quem está fora? Pergunte a qualquer pessoa o que um arquiteto faz e, deixando de fora os que ficarão mudos, você terá um rosário de definições, algumas nem um pouco politicamente corretas.

A maioria vai concluir que arquiteto é um luxo desnecessário. Arquiteto? Pra que? Basta levar o esboço feito pela patroa em papel de pão e aquele despachante da esquina passa a limpo e ainda obtém a aprovação da planta. Nada que uma caixa de cerveja não resolva.

Mas, na real, o que é arquitetura e o que faz o arquiteto? Fiz uma busca no Google e fiquei petrificado como a definição de Goethe: "Arquitetura é música petrificada". Le Corbusier definiu a arquitetura como "o magistral, magnífico e correto jogo de volumes trazidos à luz". Lá atrás, há 2 mil anos, Marco Vitrúvio Polião, arquiteto romano, escreveu:

"A arquitetura é uma ciência, surgindo de muitas outras, e adornada com muitos e variados ensinamentos: pela ajuda dos quais um julgamento é formado daqueles trabalhos que são o resultado das outras artes."

Hã? Bem, com definições assim, o que você esperava que o leigo pensasse do arquiteto? O que pouca gente percebe é que há milhares de anos o arquiteto tem deixado sua marca na história humana. Oras, quem você acha que projetava as cidades, edifícios e ambientes dos épicos que você vê no cinema? Exceto pela parte em que o arquiteto era enterrado vivo com o faraó, a profissão era das melhores e mais respeitadas da antiguidade.

E hoje? Falta ao arquiteto saber vender seu peixe; conseguir traduzir para o cliente o valor intrínseco da profissão, descortinar o benefício, o que o cliente vai ganhar com isso. Sem isso não é possível evitar a idéia equivocada que muitos têm da profissão. O homem atrás de mim na fila da agência de correios era um deles.

Depois de contar as lâmpadas para matar o tempo, comentei com ele:

-- Será que aqui funcionava uma loja de lustres e aproveitaram os pontos de luz? Ou, talvez, o dono do imóvel seja um fabricante falido de bocais? Ou quem sabe um acionista da indústria de lâmpadas econômicas?

-- Nada disso -- redargüiu o homem na fila. -- Isso aí só pode ser coisa de arquiteto.


POSFÁCIO

Meu livro "Dia de Mudança" já está nas livrarias e minha irmã disse que foi o melhor que ela já leu. Mas se você quiser impressionar o chefe, apareça no trabalho com a edição em inglês, "Moving ON". Isso mesmo, já está pronta. Se não souber inglês, para não correr o risco de seu chefe perguntar do livro, compre também a edição em Português.

Minha agenda de 2007 lotou e começo a empurrar os compromissos para as páginas de 2008. Na busca por frestas no tempo, esta crônica acabou sendo escrita no intervalo entre duas palestras, com caneta e papel, para depois ser passada a limpo no digital. Já experimentou escrever como nossos avós faziam? O ruim é que caneta não tem tecla DEL; o bom é que papel você não precisa desligar quando termina.

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Lovemarks: o Futuro Além das Marcas
KEVIN ROBERTS


Para sobreviverem, as grandes marcas precisam criar nos consumidores uma "fidelidade além da razão". Esta é a única forma de se distinguirem dos milhões de marcas insossas. O segredo é usar Mistério, Sensualidade e Intimidade, paradigma que faz parte da construção de Lovemarks, conceito criado por Kevin Roberts, CEO mundial da Saatchi & Saatchi. Roberts prova, em Lovemarks: o Futuro Além das Marcas, ser possível construir um compromisso apaixonado entre cliente e marca, por meio daqueles três conceitos poderosos. Este livro proporciona a profissionais de marketing novas formas de pensar sobre como fixar a marca com base no mistério, sensualidade e intimidade. Roberts proporciona insights práticos sobre as formas de alavancar o poder da emoção, do respeito e do amor. Afinal, o que vem depois das marcas? Lovemarks.

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 8 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Legal, até lembrei daquelas historinhas da vaquinha verde. Quem diria hein, que sobraria pro arquiteto?! Pelo menos sabe-se que este não teve a mesma sorte e noção de vendas do nosso amigo Mario, né? Senão teria vendido pelo menos algumas de suas lampadas e não faria leigos apostarem em sua capacidade.

Enviado por Marllon Angy em 30/09/2007


Olá Mário !!

Quero parabeniza-lo novamente (após ser ovacionado por + D 3.000 pessoas no Congresso Internacional de Administração semana passada , aqui em Ponta Grossa-Pr).
Show sua performance, domínio de conteúdo e explanação...

Movimento Nacional "Vamos clonar o Mário !!" rsrs

Um grande abraço campeão!!

Enviado por Marcos Bandeira em 24/09/2007


Olá Mario, parabéns por tudo que escreves e falas...tornei-me neste exato momento sua fã!
Obrigada
Clarice

Enviado por clarice em 24/09/2007


Mário... Seus textos são fantásticos. Poucas pessoas possuem esse mix de falar de coisas sérias com um tom que entra em nossas mentes com algo do dia a dia, sempre deixando uma lição importante. Que Deus continue te iluminando e sendo esse grande homem.

Enviado por Cleiton Basso em 22/09/2007


José Luis, possivelmente não acendiam todas. Coisa de arquiteto. Heheheh Brincadeira Mario.

Enviado por Eder Tuler em 21/09/2007


Mário,

Eu só li dois textos seus e já fiquei encantada. Depois, lerei todos. No momento, não posso me desviar do meu objetivo, que aliás foi o que me levou ao seu site. Eu estava pesquisando sobre Dulcinéia e vi seu primoroso texto sobre o tema. Estou compondo o samba enredo da minha Escola (G.R.E.S. SKINDÔ) para o carnaval de 2008, cujo tema é "Beleza". Anotei seu site na minha agenda e, em breve, voltarei a comentar.
Tânia Said

Enviado por Tânia Said em 21/09/2007


[As 110 lâmpadas] - Imaginemos então sobre o que se fala sobre engenheiros ....

Belo trabalho...
Abraços,

Marco Antonio

Enviado por Marco Antonio Butrico em 21/09/2007


Gosto muito de seus textos e quase todos são fáceis de entender. Mas esse me deixou com uma curiosidade: afinal, por que havia 110 lâmpadas? ;)

Enviado por José Luís em 17/09/2007


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"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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