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"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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30/08/2007 Banana, menina, tem vitamina...
por Mario Persona

Qual a diferença entre a grande mídia e a mídia nanica? Bem, uma é isenta, a outra tendenciosa. Uma é original, a outra copiadora. Uma se alimenta de fatos, a outra de bananas. Mas qual é qual, afinal?

Decida você. Não há dúvida de que uma é 'mais grande' e desculpe pelo 'mais grande'. Já que escrevo num blog, não posso ser 100% correto ou confiável. Questão de coerência.

Continuando, nem sempre o 'mais grande' é o mais inteligente. O "Asno de Buridan", por exemplo, morreu de fome. A mídia 'mais grande' ficou assim por vender melhor.

Um dentista contou que, na última aula da faculdade, o mais arcano dos mestres revelou a fórmula do sucesso:

-- O dentista mais bem sucedido financeiramente não será o que tirou as melhores notas. Será o melhor vendedor.

Vender sempre foi a alma do negócio, e às vezes as almas são o negócio. Há quem compare grandes e pequenas mídias em termos de credibilidade, qualidade e compromisso. Eu comparo em termos de vitamina.

Na pequena -- blogs, youtubes, podcasts -- a vitamina que faz a menina crescer não é a banana, é o ego. Por falar nisso, já contei que meus vídeos da TV Barbante ultrapassaram os 250 mil acessos? Pois é...

Na grande? A vitamina é o capital. E seu produto? Quem aí acha que é informação levante a mão. Errou. O produto da grande mídia são as almas leitoras, ouvintes ou telespectadoras vendidas aos anunciantes. Tem nanica, prata, ouro...

Já foi mais fácil. Hoje a bananada está debandando para a banca da Internet. Então, na falta de prata e ouro, é preciso adaptar o nível da grande mídia à nanica, que cresce nas bananeiras mais baixas.

-- Peraí, e eu, qual é o meu papel? -- pergunta indignado meu leitor jornalista.

Criar textos e pretextos para atrair e manter as pencas numa mesma banca. Ou quem você acha que paga seu salário. Quem consome informação? Tá brincando! Cole o ouvido na porta do comercial e ouça você mesmo:

"Olha o leitor de informática, quem vai querer?" "Executivos a caminho do trabalho, compre aqui na minha rádio!" "Donas de casa desesperadas? É neste canal!" E por aí vai.

-- A pequena pode ser pessoal, mas a grande é imparcial. -- esclarece meu leitor publicitário defendendo seu cliente.

Imparcial? Negócios nem sempre podem se dar ao luxo de serem imparciais na hora de decidir para qual brasa puxar a banana, digo, a sardinha. A pauta mantida ou caída, por exemplo, já é uma tomada de posição. Quando o negócio é vender, vale até a não-notícia:

"ESTARIA CHAVES PLANEJANDO INVADIR A AMAZÔNIA?"

Nunca viu manchete assim, perguntando? Diz o que ninguém disse para criar fuzuê e aumentar a tiragem. Ah, tem a tiragem. Sabe pra que servem aquelas campanhas do tipo "receba grátis por três meses"? Lembre-se, é de almas que o negócio vive, pagantes ou não. Quanto maior a penca, mais brilham os olhos do freguês.

Há outros truques. Exemplo? Opiniões que ajudam a atrair concessões pós-eleições. Mais? Apostas em clientes grávidos de futuros patrocínios. É aí que entra a arte de transformar empresas em notícias:

"MARIO PERSONA PLANEJA FATURAR 1 MILHÃO PLANTANDO BANANEIRAS"

Vai dizer que nunca viu uma notícia assim? Não é notícia, mas sai como se fosse, desde que a empresa que 'planeja' tenha cacife para realizar o que foi conversado atrás das bananeiras: comprar tempo e espaço de veiculação.

Nem sempre funciona. Na época da bolha pontocom vi muita promessa que embrulhava leitores acabar embrulhando carne em açougue. Isso quando o feitiço não virava contra o feiticeiro, como aconteceu com um empresário que conheci.

Na ânsia de fazer sua empresa crescer e aparecer, contratou uma assessoria de imprensa e conseguiu. Não crescer, só aparecer. Sua empresa não saiu do chão, mas o 'case' fabricado foi parar numa revista de projeção, com uma astronômica previsão de faturamento. A empresa faliu, mas a revista continuou nos salões dos cabeleireiros, até sua ex-esposa ler o tanto de vitamina que tinha em sua previsão. Não deu outra: pediu a revisão da pensão.


POSFÁCIO

A crônica de hoje é notícia velha. Há um bom tempo não compro jornal de papel e nem assisto TV aberta, por isso não sabia que, por ser blogueiro, virei membro da família adotiva do Tarzan. Pelo menos foi o que saiu no jornal e na TV dias atrás e só agora eu fui saber por um blog. Não sei se foi no blog do macaco Bruno, do Moacir, aquele cara vestido de super-herói... sei lá. Mas até o segundo blog do mundo em audiência, o BoingBoing, noticiou.

De qualquer modo, o mercado está complicado para tudo o que vem impresso. A revista Business 2.0, uma das grandes revistas dos tempos PontoCom, acaba de jogar a toalha. Segundo a Wired, "assim como muitos outros periódicos impressos, a Business 2.0 sofreu o impacto da mudança da propaganda para a Internet, já que os consumidores passam mais tempo surfando na Web e menos tempo lendo revistas e jornais".

E a Forbes acrescenta: "Enquanto isso, os ágeis e baratos blogs estão invadindo o território antes dominado por revistas como Industry Standard e Upside, e estão drenando boa parte dos dólares de propaganda que restaram."

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Buzz: a Era do Marketing Viral
MARIAN SALZMAN, IRA MATATHIA, ANN OREILLY


Eis o modo mais barato e eficiente de colocar o nome da sua marca na boca de todos e transformar consumidores potenciais em compradores reais. O buzz, porém, não surge espontaneamente: você tem de fazê-lo acontecer. Como disseminar o buzz? Como fomentá-lo? Em Buzz, três dos mais bem-sucedidos especialistas mundiais do ramo revelam as fórmulas altamente eficazes que empregaram para provocar alarido em torno de grandes marcas como American Online, Esprit e Nintendo. Marian Salzman, Ira Matathia e Ann O´Reilly não discorrem apenas sobre teoria: mostram como o buzz marketing funciona. Conduzem o leitor, passo a passo, ao longo do processo de identificação dos Alfas e dos Abelhas, pessoas influentes que garantem a transmissão de mensagens ao público-alvo.

Os autores apresentam também técnicas que comprovadamente criam a ilusão da espontaneidade, valendo-se das redes sociais existentes para levar a sua mensagem aonde você quer que ela chegue e induzindo os consumidores a trabalhar para você. Examinando estudos de caso colhidos em campanhas de marketing bem-sucedidas para Kate Spade, Bulgari, Ford, Nokia e Apple, este guia prático conta a história oculta de como o boca-a-boca realmente funciona. Você também descobrirá quão eficazes são os anúncios de impacto, o modo como aproveitar o ímpeto de uma marca e quais os produtos ou serviços que mais se beneficiam de uma campanha de buzz. Você descobrirá diferentes tipos de buzz (inclusive o marketing viral pela internet) e aprenderá a escolher o que funcionará melhor para determinada marca ou campanha. Além disso, ao longo do livro, tomará conhecimento de técnicas inovadoras de construção de buzz para ir além do simples comentário e gerar lealdade duradoura à marca.


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"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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