Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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10/06/2007 O saco grande
por Mario Persona

Dois sacos, é o que você encontra em algumas companhias aéreas. Um pequeno, para grandes indisposições, e um grande para pequenas disposições. Neste somos convidados a dispor do lixo, quando as comissárias o arrastam pelo corredor, anunciando: "Vamos recolher copos, papéis e jornais, para que os passageiros que aqui embarcarem encontrem a cabine limpa e arrumada".

Acho ótimo, pois também não gosto de encontrar lixo dos outros. Exemplos? Surpresa no vaso sanitário, cabelo no pente e elevador fedido, denunciando que alguém passou por ali sem respeitar quem vinha depois. Casos mais graves incluem a descoberta tardia de um porta-papel só com o osso do papel higiênico, aquele tubinho extremamente desconfortável e pouco absorvente.

Pensei nisso ao ser convidado para uma série de palestras sobre aquecimento global, um assunto que não parecia tão escabroso em meus tempos de bicho-grilo. Acho que só faltou você para eu contar que fui ativista ecológico nos tempos de faculdade. Tão radical, que saí de lá direto para morar três anos no mato em busca de uma forma de salvar o planeta. Já deve ter reparado que não encontrei.

Meu trabalho de conclusão do curso de arquitetura e urbanismo foi o projeto de uma comunidade agrícola usando tecnologias alternativas e recursos renováveis. Na época a colocação daquelas idéias em prática esbarrava em 4,5 bilhões de problemas, número que hoje atinge os 6,5 bilhões.

Não há nada de errado com o planeta. O problema está com as pessoas que moram nele. Estou cada vez mais convencido de que preciso ajudar as comissárias a passarem o saco grande e deixar a cabine limpa para os passageiros que embarcarem depois que eu embarcar. Estou aqui apenas pensando em voz alta o que já faço e ainda preciso fazer.

Já reduzi o consumo de carne vermelha há algum tempo e meu próximo carro será movido a álcool. Combustíveis fósseis e pum de ruminantes são dois grandes responsáveis pelo aquecimento global, o segundo respondendo por 25% do problema. Além disso, a produção de um quilo de carne exige 15 mil litros de água. Quando alguém disser que a vaca foi pro brejo pode acreditar que o brejo vai secar.

Também venho usando o mínimo de toalhas de papel em banheiros públicos e já caminho até o varejão perto de casa munido de duas velhas sacolas de ráfia, para evitar colocar em sacolinhas as frutas e verduras já ensacadas. Além disso, dou preferência a produtos orgânicos, embalagens recicláveis e equipamentos com selo "energy saver".

Mesmo assim vou continuar com a consciência pesada pelas constantes viagens de avião, o Cascão dos ares. Tomara que as empresas parem de fazer eventos longe da sede, assim menos gente precisa viajar e eu não preciso cruzar o país para falar a pessoas que moram do outro lado de minha rua.

Sei que minha ajuda é uma gota no oceano, mas o oceano não é feito de gotas? Em "O homem que plantava árvores" Jean Giono conta a história de Elzéard Bouffier, um pastor de ovelhas que transforma um desolado vale em exuberante floresta enfiando sementinhas no solo com seu cajado enquanto pastoreia. No processo ele muda de profissão para evitar que as ovelhas prejudiquem as árvores novas. Vira criador de abelhas.

Embora seja uma obra de ficção, a vida imita a arte pelas mãos de pessoas como Abdul Karim, que criou uma floresta na Índia usando o método de Bouffier, e Wangari Maathai, Prêmio Nobel de 2004 e fundadora do Greenbelt Movement, que plantou 30 milhões de árvores para recuperar o meio-ambiente do Quênia.

Se você acha que coisas pequenas são insignificantes, pense nos emergentes da China que resolveram substituir os velhos pauzinhos laváveis pelos modernos hashis descartáveis. No ano passado 450 bilhões deles foram produzidos às custas de 25 milhões de árvores. Será que alguém podia ir até lá avisar que já inventaram o garfo?

Pode parecer bobagem me preocupar com isso, já que com a minha idade não falta muito para atingir a marca da longevidade do brasileiro. Embora sinta pena de meus amigos de infância -- você não imagina o quanto eles envelheceram! -- sinto-me jovem o suficiente para ajudar a passar o saco grande e deixar a cabine limpa para meus filhos e netos.

Mas não são todos que me vêem jovem assim, como realmente sou. Na sala de embarque do aeroporto de Porto Seguro, uma menininha começou a brincar com a alça de minha mala, até ser interrompida pela bronca da mãe, que também acertou em mim:

-- Não mexa aí que o vovô não gosta.



POSFÁCIO

Há cinco anos juntei minha verve literária ao conhecimento técnico da administradora hospitalar Fernanda Do Coutto Riberti e de minha enfermeira filha Lia Persona Hadley para criar um curso multimídia de atendimento em consultórios médicos.

Antes que o curso fosse produzido em larga escala, a empresa que contratou meus serviços entrou em óbito. No acordo fiquei com o material como prêmio de consolação, algo como vender carne e receber o pagamento em bifes. Como meu software contábil não previa o campo "Perdas e Danos", lancei tudo como "Experiência" e digitei "Inestimável" no campo "Valor".

O curso com 40 lições e respectivos testes trazia ainda 8 vídeos motivacionais e 40 episódios em áudio da rádio-novela que criei. No último feriado prolongado decidi brincar com o áudio (um dos bifes que recebi) para produzir uma telenovela. Como o orçamento não deu para contratar artistas globais, usei uma foto minha e o programa Gizmoz.com para digitalizar os três personagens da trama. O vídeo motivacional de abertura e os primeiros episódios você assiste na http://www.tvbarbante.blogspot.com



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Viva Bem na Cidade: Semana a Semana
ALLEN ELKIN

Este livro traz 52 formas de driblar o estresse para aqueles que moram na metrópole. Analisando cada aspecto da rotina urbana - a vida social, a alimentação, o pouco contato com a natureza, e ensina a diminuir o estresse a partir dos próprios pensamentos cotidianos, estimulando a reflexão.

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 1 Pessoa comentou. E você, qual é sua opinião?

Esse texto me lembra os encinamentos de Putman (Comunidade cívica), enquanto não tivermos compromissos cívicos mais apurados com nossa realidade, seremos meros espectadores das reuniões do G8, ou seja, o que são Estados a não ser Leviatãns institucionais que nos representam e nos coagem a agir de acordo com seus ditames-- que democraticamente são escolhidos por nós mesmos-- então chegamos a conclusão óbivia que igualmente aos encinamentos de cristo que diz: para chegar ao pai não precisamos de interseção; também não precisamos de instituições que nos representem para solucionar o "Aquecimento Global", pois quem polui são os homens e não o Estado, que é meramente uma figura idealizada.

Desculpa se não me fiz entender, mas é mais ou menos assim o que eu queria passar.

Enviado por Michel Julierme Inácio Almeida em 13/06/2007


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Livros de Mario Persona

"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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