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"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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16/05/2007 O bêbado e a equilibrista
por Mario Persona

Quando eu e outros participantes de um evento em Brasília fomos deixados no hotel, o check-in se deu em duas etapas. Primeiro o gerente distribuiu a tradicional ficha para preencher e depois um menu, enquanto anotava a escolha de cada um. Ingênuo, fiquei surpreso ao não encontrar peixes, massas, ou saladas naquele menu. Só carne.

Quando optei pelo jejum, tomei uma gelada do gerente e dos outros. Naquela época, turismo sexual era prática rotineira em grandes hotéis. Na recepção do hotel onde agora escrevo esta crônica há um aviso informando que a empresa é solidária com as medidas do governo de combate ao turismo sexual e à pedofilia. As coisas estão mudando. Sim, só na casquinha, mas estão.

Quando adolescente, fumar era, para os meninos, uma forma de afirmar a masculinidade. Para as meninas, o delicado bastonete equilibrado entre os dedos de uma mão levantada, o cotovelo apoiado no pulso da outra, e as argolas de fumaça fugindo de lábios de batom, formavam uma sensual imagem da sofisticação.

As páginas da “Seleções do Reader’s Digest” mostravam casais em trajes de gala fumando ao lado de uma limusine. Eram assim as propagandas e era perfeitamente natural uma revista dirigida à família promover o fumo.

Aí o cowboy teve câncer e o governo transformou a propaganda do tabaco em fumaça. No início as agências protestaram, os publicitários protestaram, os artistas protestaram. Com razão, pois o dinheiro iria secar e cada um queria defender o seu.

As agências tentaram ainda associar o risco de fumar ao risco gostoso dos esportes radicais, mas não durou. “Veja!”, diziam os anúncios para o subconsciente, “Eu também corro risco de morrer e estou ótimo!”. Hoje equilibristas e artistas olham em redor antes de acender. Vai que tem um papparazzi... Na defesa da imagem, vale até se abster.

Bebida e artista sempre andaram de mãos dadas, só que isso também parece que pode acabar. Com as estatísticas galopantes de crianças e adolescentes alcoólatras, no futuro é improvável que uma famosa rebole de copo na mão, se quiser evitar tomar uma gelada do público. Falsa moral? Não, olho no capital.

Por que você acha que grandes empresas investem em educação, saúde e empreendedorismo? Porque gente burra, doente e pobre não compra. Os jovens empreendedores serão os endinheirados de amanhã, com saúde para viver e comprar por cem anos e educação para querer produtos mais sofisticados. E caros.

Quando o governo decide banir o fumo ou mandar os artistas do bar de volta para a novela, está pensando em economizar com doenças respiratórias, cirroses e acidentes de trânsito. Quando dá as boas vindas à proliferação da religião e redução da promiscuidade, está de olho na conta do coquetel anti-HIV.

Se você acha que já viu tudo, aguarde para ver a gelada que vão tomar os atores de filmes explosivos de ação. Se não digitalizarem logo o fogo e a fumaça, Tom Cruise vai ter uma missão impossível para preservar sua imagem. É que hoje, na Califórnia, Hollywood já aparece em segundo lugar entre as indústrias que mais contribuem para o aquecimento global. Só perde para as refinarias de petróleo.

Antigamente algumas empreiteiras, nas obras que exigiam acampamentos de trabalhadores, mantinham um cafetão na folha de pagamento. Obviamente o cara tinha outro nome e função, algo como “responsável pela aquisição de válvulas de escape para peões”. Era também quem comprava e instalava lâmpadas vermelhas.

Para os peões de luxo -- executivos e clientes em grandes feiras e convenções -- a coisa não era diferente. A programação incluía casas noturnas e aqueles menus que não têm peixes, massas ou saladas. Isso está mudando.

Os stakeholders -- literalmente aqueles que seguram as estacas para manter a barraca em pé -- não querem ver sua marca no jornal de amanhã. Seria o maior barraco seu patrocinado morrer do coração debaixo de uma garota de programa ou ser preso com uma adolescente.

Imagem é dinheiro, e o mundo continuará assim: moralista quando interessar, e investindo em mísseis quando for para lucrar. Enquanto isso, equilibristas inteligentes deixarão de lado as garrafas e ficarão longe do bêbado, antes que seus stakeholders chutem o pau de sua barraca.

E não só eles, mas qualquer profissional que estiver preocupado com sua imagem evitará até mesmo aquela clássica limpeza de nariz no elevador. Lá dentro tem uma câmera e aqui fora tem um YouTube.




Eu bem que avisei...


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Os Meios Justificam os Fins: Gestão Baseada em Valores...
RICARDO VARGAS

A missão, a visão e os valores, em muitas empresas, são definidos e expostos na parede, mas não são usados na gestão de pessoas. Existem programas de responsabilidade social e códigos de ética que são confundidos com filantropia e adotados apenas como fonte de marketing. O essencial da ética empresarial tem passado ao largo das abordagens tradicionais.

Ricardo Vargas redefine a ética empresarial, propondo um modelo para sua gestão. Cada pessoa tem uma ética, uma maneira de tomar decisões e agir em consonância com seus valores, e as empresas também procuram estabelecer uma ética, agregando colaboradores em torno de uma missão e de valores definidos, para realizar uma visão e concretizar objetivos de negócios. Muitas vezes, porém, a ética desejada da empresa e a de seus colaboradores não coincidem. Quando isso acontece, há um enorme desperdício de recursos, gastos em atividades não produtivas.

Combinando experiência no desenho de processos de mudança organizacional e de gestão da ética com conhecimentos científicos sobre o comportamento humano, este livro é uma ferramenta indispensável em programas de desenvolvimento de líderes; interessa a todos que querem melhorar suas competências de administração de empresas utilizando a ética como ferramenta de liderança.


E a gorjeta, doutor?


Respostas: 3 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Não adianta avisar, Silvio Berlusconi é "hors-concours"...

abraço,
liz

Enviado por liz bittar em 17/05/2007


Como sempre, mais um artigo de extremo bom gosto...Suas palavras refletem a realidade do mundo em que vivemos...Parabéns pela ousadia de nos mostrar a vida como ela é.

Enviado por Gilberto em 17/05/2007


Mário nesse mundo de aparências, é eu que me engano, tu que se engana, ele enganado, quem não se engana?

Enviado por Michel Julierme Inácio Almeida em 17/05/2007


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Livros de Mario Persona

"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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