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"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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15/03/2007 Ele é o cara!
por Mario Persona

Hoje quero falar de alguém que eu e você conhecemos bem. O SimMas. Hein? Não conhece o SimMas? Ora, é claro que conhece! Ele é famoso, ele é o cara. Quer uma ajuda para se lembrar? É fácil descobrir se a pessoa com quem você conversa é o SimMas. Pergunte algo para ver como reage.

-- Ei, você não acha que esse seu jeito de agir é incorreto?

-- Sim, mas...

Aha! Achou. Taí o DNA do legítimo SimMas. Ele sempre começa concordando com você, mas vai logo se defendendo. "Sim, mas..." Pode esperar por longas delongas porque ele vai tentar explicar o inexplicável. O SimMas sempre tenta sair da mira, é um defensor do fraco e oprimido, assim mesmo, no singular. Defensor de si próprio.

O cara nunca assume nada, é um verdadeiro Teflon. Repele qualquer responsabilidade e se justifica de tudo, enquanto joga a culpa em todos. O pior é que ele acredita mesmo no que diz e se enche de razões.

-- Você não acha que é errado estacionar aí? A vaga é para deficientes...

-- Sim, mas, se eu não estacionar, outro estaciona. Além disso, faltam vagas neste estacionamento. E se chegarem agora uns dois ou três veículos com deficientes? Vai faltar vaga. É uma pouca vergonha um shopping como este reservar apenas uma vaga para deficientes! Falta uma política adequada neste país para os menos favorecidos. Deviam formar uma comissão...

O SimMas adora comissões, porque aí pode culpar a todos de uma "culpada" só. No fim você começa a achar que ele está com a razão, e se sente até constrangido de ter importunado alguém tão altruísta com uma bobagem assim.

Se você for chefe do SimMas, pode preparar o estômago, porque o cara dá azia em Somrisal. Ele jamais irá acatar uma ordem ou sugestão. Vai fazer do jeito dele. Vai explicar um montão, mas vai fazer do jeito que faria, com chefe ou não. Se der errado?

-- Veja só, SimMas, eu disse para você não fazer assim. Viu como deu errado?

-- Sim, mas, com a falta de apoio, queria que desse certo? E não é só você que não me apóia. Trabalho aqui sozinho, com a empresa inteira remando contra. Está faltando aqui é uma integração maior entre os departamentos. Você devia convocar uma reunião...

Quando encontro o SimMas, tremo na base. Eu sei -- tenho certeza -- de que, no final, vou sair achando que o culpado sou eu. Às vezes ele não precisa nem falar, basta ele dar aquela respirada prolongada, com som de impaciência e compaixão por minha ignorância, e está dito.

Como só existe ele e o resto das pessoas que orbitam ao seu redor, o SimMasse acha dono do Universo. Ele não é dos que pedem carona. Você tem a obrigação de dá-la. Um dia ele me intimou a levá-lo. Como a viagem seria longa, avisei do horário, porque não queria chegar atrasado ao meu destino. Passei em sua casa na hora combinada, mas ele não estava.

A família, que sabia da minha pressa, entrou em polvorosa. A mulher colocou a molecada para correr à procura do SimMas. Um dos meninos o encontrou num bar, jogando sinuca e bebendo cerveja com os amigos.

Quando, finalmente, chegou da rua, o cara deu o maior esculacho na mulher e nos filhos por não terem percebido que estava na hora da viagem e avisado antes. Nenhum deles iria viajar, mas ele culpou a todos. Prepotente que só! Ainda precisei esperar o SimMastomar banho e se aprontar.

O SimMastem parente por todo o planeta. Nos Estados Unidos tem um primo, o YesBut, que é idêntico. Outro, o SiPero, mora na Argentina e não nega a linhagem. A raça é antiga e já conseguiram traçar sua árvore genealógica até o patriarca da família. O nome dele era Adão SimMas.

Há registros que indicam que ele morava em um lugar literalmente paradisíaco, quando era recém casado. Apesar de ter sido claramente instruído pelo dono do lugar, aquele SimMas desobedeceu as ordens que recebeu. A coisa foi séria e a reprimenda certeira. Pensa que ele ouviu calado? Com a maior cara de pau, se defendeu.

-- Sim, mas, a mulher, que o senhor me deu, foi quem me convenceu a desobedecer...

Naquele dia SimMas começou colocando a culpa em Deus, e na mulher que Ele deu. E nunca mais parou de fazer isso.




Muito lento? Tente no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=h1wmNsb8_A0
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A Jornada do Escritor
CHRISTOPHER VOGLER

A Jornada do Escritor, de Christopher Vogler, busca enumerar ao leitor todas as etapas de construção de personagens e situações necessários para se escrever uma boa história. Para isso, o autor usa estruturas míticas bastante conhecidas como base para o seu roteiro de escrita. O livro é dividido em três seções. A primeira descreve cada uma das personagens que são essenciais para qualquer tipo de história. A segunda propõe estágios ou situações primárias para que a narrativa tenha boa fluência até o final. Por fim, o epílogo faz um resumo da viagem e os apêndices usam a Jornada do Escritor para analisar roteiros de filmes de sucesso como Titanic, Guerra nas estrelas e Pulp Fiction ? Tempo de violência.

Por mais que pareça um guia de roteiros, este livro não é como outros que se propõe a ser manuais. Porque Christopher Vogler não impõe um modelo engessado, mas propõe ao leitor que crie novos caminhos para a sua própria Jornada de Escritor. Com este objetivo, ao fim de cada capítulo há uma seção com perguntas para o pleno entendimento e aplicação dos conceitos utilizados por Vogler, a fim de que o escritor seja bem-sucedido em sua viagem que é escrever.


E a gorjeta, doutor?


Respostas: 4 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Adorei e não foi só dei nomes para vários simMas, amanhã levarei para alguns amigos um pouco do que li certamente irão gostar também.

Enviado por Cardiana Pinheiro em 24/03/2008


Mario,amei esse artigo....Tá cheio de pessoas assim....Hoje comentei com meus adolescentes e eles concordaram q também percebem muito disso em suas vidas e na vida de todos....Parabéns!!!!
Grande abraço!!! Deus abençoe!!!!

Enviado por Ana Elisa em 25/04/2007


Sim, mas... rs... creio que todo SimMas é mitomaníaco, não acham? Eu conheço muitos desses...

Enviado por Coutinho em 10/04/2007


É verdade... todos nós temos um pouquinho do SimMas, mas tem gente que abusa, não admite um erro ou não aceita uma opinião de jeito nenhum.

Eu gostaria de dar os parabéns pela excelência em seus artigos.

Eu o conheci em um workshop feito pela locaweb no ano de 2006 no rio de janeiro, e desde lá eu leio todos os seus artigos porque acredito que para minha formação e para formação de qualquer pessoa como ser humano seja de extrema importância. Eu me vejo em alguns dos seus artigos e algumas situações e me esforço ao máximo para tentar mudar certas atitudes.

Eu sei que toda leitura deve ser crítica, não deve ser tomada como verdade absoluta, mas a maioria dos seus artigos eu concordo e assino embaixo!

Parabéns novamente!

Enviado por Marcio Fernandes em 27/03/2007


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Livros de Mario Persona

"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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