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Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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10/10/2006 Vôo 1907 - Desastre na selva da informação
por Mario Persona

A tragédia do Vôo 1907 abalou o país, mas o desastre de informação que se seguiu à queda do avião continuará causando danos muito tempo depois que a selva sepultar o que restar dos escombros. Há lições a serem aprendidas também em momentos assim -- eu diria até principalmente em momentos assim.

E a principal lição é que, na era da abundância da informação, não podemos mais acreditar em tudo o que lemos, vemos ou ouvimos. Dar forma ao dado é o que chamamos de informação. A partir daí já não é o dado, mas quem deu forma a ele, que vale. Aceitar ou não isso é o papel e a responsabilidade de qualquer pessoa mergulhada nessa era da informação, cujo poder está cada vez mais na capacidade de leitura e discernimento daquilo que cai em nossos olhos e ouvidos.

Como nunca antes dependemos mais do tato, do olfato e do paladar, do que da visão e audição, para assimilarmos o que vemos e ouvimos. Fique agora com a crônica Vôo 1907 - Desastre na selva da informação

Mario Persona


Vôo 1907 - Desastre na selva da informação

Sempre fui um apaixonado por aviação. Aeromodelista na adolescência, dono de uma coleção de plastimodelos de aviões famosos (inteiros até nascer o primeiro sobrinho) e piloto de Paulistinha aos dezessete anos, voar sempre foi uma paixão.

Hoje vôo com freqüência, mas em aviões de carreira e por exigência da profissão. Por causa desse convívio com vôos, tripulantes e passageiros, sempre que um avião cai eu também sou atingido. Mesmo porque já perdi um amigo muito querido em um acidente aéreo.

Por isso gelei quando uma emissora de TV noticiou que um avião tinha desaparecido na selva. Aquele era o fato. As especulações vieram depois no futuro do pretérito para a emissora se livrar de ações. Primeiro, todos passageiros "teriam" morrido no acidente. Depois, alguns "teriam" sobrevivido e "teriam" sido resgatados por índios, que "estariam" sendo encaminhados para um hospital, que o jato executivo que "teria" causado o acidente "poderia" estar a serviço do narcotráfico em vôo que "seria" clandestino.

Sem saber em quem acreditar, decidi partir para o Orkut e acompanhar o noticiário numa comunidade que alguém criou sobre o tema. Ali um mundaréu de gente -- enquanto escrevo, já somam mais de 220 mil -- trabalhava para descobrir links, discutir, sugerir e boatar. Sim, boatar, porque quando a informação perde a graça, a boataria é que grassa.

Uma das primeiras observações era de um contestador. Dizia ser um absurdo tanto barulho por causa de alguns passageiros das classes privilegiadas em um país com tanta desigualdade social e milhares morrendo de fome e blá-blá-blá. Lembrei-me dos discursos cheirando a ranço das viúvas do muro de Berlim que ainda podem ser vistas por aí.

Então vieram as teorias conspiratórias. Alguém sugeriu que o vôo 1907 tinha algo a ver com o vôo 7091 do seriado Lost, já que os números eram os mesmos. Outro afirmava que o avião tinha sido levado por um disco voador. Quando encontraram o avião, mas não os passageiros, ele mudou o discurso: era um caso de abdução. Segundo outro, a FAB estaria testando mísseis ar-ar com aviões baseados na Serra do Cachimbo. Não que ele quisesse insinuar algo...

Enquanto isso alguns associavam os nomes da lista de passageiros a nomes de usuários do Orkut e vários homônimos tiveram um trabalhão para limpar sua área de recados de mensagens do tipo "Descanse em paz". O dia ainda não tinha terminado e a Wikipedia já trazia um verbete de Peixoto de Azevedo comentando que o município era conhecido por causa do acidente.

Enquanto isso, a companhia aérea descobria que qualquer plano de gerenciamento de crises, por mais bem elaborado que seja, fica com cara de simulador de vôo quando comparado a um desastre real. Companhia, governo, aeronáutica e agências envolvidas descobriram também que a comunicação com a mídia e com os parentes das vítimas deve ser feita por profissionais de tato, não por ocupantes de cargos ou assessores bons de papo. O desencontro das informações era tamanho que os envolvidos pareciam só concordar numa coisa: existia um avião envolvido no acidente.

Enquanto a mídia convencional e milhões de palpiteiros achavam ter algo a dizer em português, um sobrevivente do outro avião distribuía alfinetadas na mídia norte-americana usando técnicas de parcialidade que todo jornalista experiente sabe usar quando convém. Em meio ao fogo cruzado da desinformação, os familiares tristes e perplexos já não sabiam mais em quem confiar. Como alguém com o coração em pedaços iria filtrar os fatos dos boatos?

O próximo capítulo certamente incluirá TVs, rádios, jornais e revistas saindo à caça de viajantes que não viajaram, videntes que dirão ter sonhado com o acidente, místicos garantindo ter recebido mensagens dos passageiros no além e advogados de porta de velório assediando os familiares e prometendo processar até a floresta amazônica se isso render algum.

Lição a ser aprendida? A informação está cada vez mais abundante, mas a desinformação vem a reboque. Um dia alguém disse que "informação é poder". Agora alguém precisa avisar que "saber discernir informação é sobreviver", pois tão abundante quanto a informação será o volume de ruído que cada vez mais assolará nosso ouvido.

Em quem acreditar? Em nada e em ninguém. A mídia convencional sabe que se não sangrar não dá audiência. A mídia informal não tem qualquer compromisso com a realidade dos fatos e tem endereço incerto ou não sabido. De agora em diante a ordem é desconfiar e desenvolver a capacidade de filtrar. E quando os jornais falarem em caixa-preta fique ciente de que ela é cor-de-laranja.

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Ansiedade de Informação 2
RICHARD SAUL WURMAN

As informações produzidas e veiculadas na quantidade que recebemos hoje podem estar mais atrapalhando do que sendo úteis às pessoas, já que há uma preocupação muito maior com o estilo e a estética do que em tornar as informações realmente compreensíveis.

Autor de uma centena de livros, Wurman tornou-se best-seller nos EUA com suas obras que popularizaram a expressão "arquitetura da informação", expressão de um novo campo de trabalho lançado por ele ao organizar a Conferência Nacional do American Institute of Architects de 1976.

Partindo da premissa de que é preciso aprender a diferença entre informação como produto e informação como significado, o autor defende que, uma vez dominadas as regras para dar e receber informação, é possível aplicá-las competentemente em qualquer contexto. Dessa maneira, poderemos nos tornar produtores mais competentes da informação e, conseqüentemente, gerar mais eficiência na compreensão.

Escrito de maneira objetiva e irreverente, procura estimular a curiosidade do leitor e oferece um panorama geral da influência e importância das instruções e informações na nossa vida, além de mostrar aplicações práticas dos conceitos que defende para a vida cotidiana. O texto permite que a leitura seja feita de acordo com as duas leis máximas do autor: interesse é o melhor acesso a informação (as pessoas só aprendem aquilo que lhe interessam) e ser subversivo (quanto mais questionar, mais aprenderá).

Sobre o autor: Richard Saul Wurman formou-se arquiteto em 1959 e é mestre em arquitetura pela Universidade de Pensilvânia, além de membro do American Institute of Architets (ALA). Já em 1962, ao lançar seu primeiro livro, assumia a grande paixão de sua vida: tornar a informação compreensível. Isso implicou em uma carreira docente em várias universidades norte-americanas.

Premiado diversas vezes pelo National Endowment for the Arts e recebeu o Prêmio Kevin Lynch do MIT pela criação dos guias de viagem ACCESS e teve sua obra reunida em exposição retrospectiva na Galeria AXIS de Design em Tóquio, no Japão. Além disso, foi incluído em 1997 e 1999 pela revista Upside na "Elite-100" - a seleção anual das 100 personalidades mais influentes dos Estados Unidos entre líderes das áreas de tcnologia, finanças, comunicações e governo.

Tornou-se best seller com as obras Ansiedade de Informação(1989) e Ansiedade de Informação 2 (2001) que popularizaram a expressão arquitetura da informação. Nos últimos anos, vem publicando guias sobre saúde e finanças por sua própria editora, a TOP Books. Além disso, continua a atuar como consultor para governos e grandes corporações em matérias de design e compreensão da informação.


E a gorjeta, doutor?


Respostas: 17 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Marcio,
Antes que surja aí mais uma teoria conspiratória, saiba que é perfeitamente normal você encontrar em um vôo um grupo de cientistas, jogadores de futebol, músicos, funcionários de uma mesma empresa e até moradores de uma mesma cidade. Nada de estranho. Isso acontece quando as pessoas vêm ou vão a algum evento, jogo, festival, convenção ou excursão.

Enviado por Mario Persona em 27/09/2008


Mario...conversando com um rapaz uma vez sobre o vôo 1907 fui informado de que haveria um grupo de cientistas brasileiros a bordo....naum foge a lógica um Legacy colidir com um Boeing e justamente o Boeing cair??? sei que naum tem a ver com a sua materia mas como um grande escritor e muito conceituado poderia talvez me tirar essa duvida..abraços

Enviado por Marcio Mello em 27/09/2008


Caro,
Mário Persona.
Há tempos não recebo mais, suas matérias publicadas?Excluiu meu nome da lista de assinantes?
Att.
Melck Rabelo
Ilhéus-BA
15/07/2008

Enviado por Melchisedech Rabelo da Silva em 15/07/2008


O homem é ,por definição ,dispensável ,transitório ,efêmero ,passageio -e isto é bastante real.Em todas as relações que temos hoje ,somos substituíveis .O mundo sempre existiu sem nós ,está existindo conosco e continuará a existir quando não estivermos mais .Somos necessários aqui e agora ,mas seremos dispensáveis além e depois .O medo de ser dispensável a alguém é o mesmo medo da morte ,que também é real.

Enviado por Rafaela De Aguiar Bustamante em 05/12/2007


Caro Mário, trabalho no ECAD e já assisti algumas palestras suas. Por sinal, muito boas!

Bem, sobre o assunto, senti na pele o despreparo das pessoas em relação a comunicação. Perdi minha mãe no acidente e, emocionalmente falando, nada do que foi dito me interessa pois não trará ela de volta. Mas são aprendizados da vida; sendo assim, vamos lá.

Foi realmente duro conviver com a falta e a má utilização de informações. Pelo visto, algo que acontece até o momento presente. É inaceitável que pessoas utilizem simples palavras para "montarem" informações e especulações a seu bel prazer. O que mais queríamos na hora eram informações exatas, que nos relatassem com a maior realidade possível o que estava acontecendo. E infelizmente não tivemos isso. Vale ressaltar que durante todo o tempo, inclusive agora, a GOL tem nos prestado um atendimento exemplar, digno de uma empresa que valoriza o ser humano. E se ela, em algum momento, não nos passou informações, foi porque não as tinha.

O bate-cabeça político entre ANAC e FAB mostra um claro e nítido despreparo das pessoas que hoje ocupam "cargos altos". Altos na hierarquia, baixos no quesito HUMANO. Acho que já basta de suposições, certo? Não importa QUEM é o culpado, porque não teremos as pessoas de volta, mas sim que essa sucessão de erros seja reparada e que mais vidas não sejam penalizadas devido a incompetência e ao despreparo.

Muita luz, paz e sucesso!

Enviado por Marcos Eboli em 28/11/2006


XENOFOBIA.

Xenofobia burra. Um pleonasmo?
Se a aversão aos estrangeiros serve para acobertar e disfarçar deficiências dos governantes. Sim.

No acidente do avião da Gol, antes mesmo de qualquer análise mais concreta e de melhores informações sobre as causas do acidente, algumas autoridades e parte da imprensa, passaram a anunciar a culpa dos pilotos do avião fabricado pela Embraer (orgulhosamente brasileira), o Legacy, pelo simples fato de serem cidadãos norte-americanos. Na precipitação, estão as autoridades e seus colaboradores a cometer o mesmo do que acusam os pilotos estrangeiros: A condução da investigação é irresponsável e imoral, uma vez que tentam se aproveitar das vitimas para apologia ideológica.

Por outro lado, numa comparação com as nossas estradas rodoviárias, as ferroviárias os portos, os hospitais, as escolas todos abandonados ao ponto da inutilidade funcional, quem garante que os equipamentos do sistema de controle de vôo não se encontram em estado precário? Afinal a denuncia das péssimas condições de trabalho dos controladores de vôo, não foi feita pelos solertes agentes da CIA, não foi do xerife de Brazil, (do condado de Indiana USA), não foi dos hedonistas, dos materialistas, egoístas e torpes trezentos milhões de cidadãos norte-americanos.
Foram os próprios controladores brasileiros os autores da denuncia.

Responsabilizar os outros, se estrangeiros melhor é a maneira que a ideologia socialista encontra para camuflar as tragédias provocadas pela sua incapacidade de governar. Milhares de mortos anualmente, nas estradas, nos hospitais, etc. Ninguém acusa ninguém. A solução que encontram é:
– Não sei de nada.
– Não vi nada.
E junto a tantas mentiras, o pior: a população acabou por perder a noção, e como zumbi, passou a acreditar em qualquer embuste.
Como o avestruz, prefere enfiar a cabeça na lama da xenofobia.

Enviado por Luiz Alberto Mezzomo em 19/10/2006


ao Prezado ,
Leitor Flávio.
Resp: Vôo 1907:
O Legacy que colidiu com o boeng da Gol é de fabricação brasileira, fabricado pela (EMBRAER), mas pertence a uma emprêsa aérea dos EUA, por isso é que os Americanos estão presionando as autoridades brasileiras, a liberação dos pilotos americanos a a aeronave, para evitar futuras indenizações aos parentes das vitimas do trágico acidente.
abraços,
melchisedech Rabelo

Enviado por Melchisedech Rabelo da Silva em 15/10/2006


É duro de admitir: a noticia é uma mercadoria, um produto, que tem um preço no mercado. Um acontecimente-
cimento, feliz,infeliz,que mobilize à curiosidade popular e que a leve a consumir toneladas de papel, hectólitros de tinta, enfim, matéria prima em quantidades industriais, utilizados para veicular informações, os aspectos éticos perdem espaço para a velocidade e o volume do fluxo de noticias.
É um quadro caótico, em que a imprensa alimenta um mercado sedento de noticias chocantes. E ai podemos concluir, como na história do ovo e da galinha, Quem nasceu primeiro: o jornalista "amarelo" ou a avidez do individuo por tragédias?

Enviado por Aldo Horacio Bustamante em 15/10/2006


Vôo 1907!
Caros leitores,
Vamos aguardar de 60 a 90 dd o pronunciamento da Infraero FAB e Cindacta, responsavés pelo controle aéreo do espaço nacional.Mais uma coisa me intriga afinal o Sivan não está instalado na Amazônia, será que houve falha dos controladores do tráfego aéreo, ou foi falha humana, só vamos saber daqui à alguns meses, até lá tudo que ouvirmos falar são meras especulações das grandes mídias, vamos saber exatamente o que aconteceu quando a caixa (preta)for aberta que por sinal a caixa preta não é preta é cor de rosa.
abraços,
melchisedech Rabelo

Enviado por Melchisedech Rabelo da Silva em 15/10/2006


Prezado Mario, preciso saber se o Legacy quer colidiu com o boeing é brasileiro???
Muito grato,
Flávio.

Enviado por Flávio em 15/10/2006


>>> Olá, Kecia. Acho que ninguém sabe ao certo o que aconteceu. Não houve explosão porque não teve fogo. Mas o avião pode ter caído se desmanchando aos poucos. Se ele despressurizou no momento da batida (se algum pedaço furou a fuselagem e o ar escapou), as pessoas desmaiaram antes de chegarem ao chão. A queda de um avião voando a 10 mil metros de altura a 800 km por hora ocorre em 45 segundos.

Enviado por MARIO PERSONA em 13/10/2006


boa noite, venho por meio desta para informaçoes em relaçao ao acidente do voo 1907, gostaria de saber s o aviao explodiu antes de cair, ou qndo ele caiu q explodiu, q ser os passegeiros sofreram sabendo que ia morrer??

grata, kecia

Enviado por kecia pessanha cabral em 12/10/2006


A ansiedade de informação desvirtua cada dia mais a fé do bom leitor.

Enviado por Eduardo Tetera em 12/10/2006


Prezado Mário,

Fantástico seu texto sobre o terrível acidente com o avião da Gol. É impressionante como pessoas sem caráter e principalmente coração fazem brincadeiras e tentam se aproveitar de um assunto tão sério e doloroso para todos nós brasileiros. Infelizmente é a "lei de Gerson".

Uma pequena correção: como assíduo telespectador de LOST, o vôo do seriado era de número 815 e não 7091 como vc afirmou.

Abs

Arthur

Enviado por Arthur em 11/10/2006


Neste grave incidente podemos ter a noção exata da diferença entre dados e informações. Na verdade o a situação se apresentou como um amontoado de dados - nem sempre reais - espalhados por todas as mídias possíveis no intuito de ganhar audiência e dinheiro (é claro!). Será que alguém se preocupou MESMO com os familiares das vítimas? Importante mesmo é ter a tal da INFORMAÇÃO - trabalhada, útil, consistente e confiável, coisa que nem de longe aconteceu.

Enviado por Rachel de Camargo em 11/10/2006


Depois de toda tragédia, o duro é engolir e aceitar a pressão dos gringos norte-americanos, com sindicatos e até autoridades mundialmente conhecidas, para que os pilotos do jato sejam liberados, antes mesmo da perícia e apuração dos fatos. Como, infelizmente, nosso governo vive tirando o chapéu prá todo mundo, está com cara que vai acabar em pizza.

Enviado por Jesiel Bautista Campoy em 10/10/2006


Concordar ou discordar não vai adiantar, nesse comentário do Mario Persona foi uma proeza de pensamento ,sua colocação sobre refletirmos entre receber informação ou discernir informação eis o X da questão , algo totalmente abstrato,pois hoje o que recebemos como notícias não podemos beber como simples cafezinho de recepção.

Enviado por Monique de Souza Joner em 10/10/2006


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Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

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