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do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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05/07/2006 Plano "B"
por Mario Persona

Se você tiver calo no calcanhar da garganta vai precisar de calçadeira engolir o que vou dizer. Tenho um palpite de que as grandes nações de antigamente estão se recompondo aos poucos. Verdade. Estamos cada vez mais saudosos de nossa cidadania. Não? Então responda rápido: Em final de Copa do Mundo, qual é seu "Plano B" para torcer?

Se você for torcedor enrustido como os aristocratas do passado, que torciam seus lenços nas arquibancadas dos jogos para descarregar a tensão e não demonstrar emoção igual à plebe -- daí a expressão "torcedor" -- vai negar que o "Plano B" é torcer por Portugal.

A tecnologia está ajudando a acelerar esse processo de todo mundo querer voltar à nação de origem, ainda que virtualmente. Quer um exemplo? Se for descendente de alguma mamma ou nonna você com certeza já cogitou obter cidadania italiana. Virou moda no Brasil. Até a família presidencial tem. Conheço um cara que montou um negócio de Sherlock: vai à Itália pesquisar paróquias e cartórios em busca de parentes de clientes.

Quando alguém ouve meu sobrenome, logo pergunta: "Já tirou o passaporte italiano?" Não tirei, mas se achar conveniente ou facilitar viajar, vou correr atrás da documentação de meu avô e volto à terra mãe, pelo menos no documento. Não é um sentimento antipatriótico, mas apenas um saudosismo de conveniência.

Afinal, qual foi o descendente de italiano que não se emocionou quando viu a torcida italiana brasileira na TV chorando lágrimas de vinho na pizzaria? Aliás, acho que a Globo mantém um grupo de atores prontos para a Copa. No intervalo de cada jogo o diretor gritava:

"Vamos lá, pessoal! Bota a roupa da Croácia e comecem a dançar tipo quadrilha!"
"Agora peruca loira para todo mundo, vocês são Alemanha!"
"Comecem já a falar com biquinho que no próximo intervalo aqui vai ser tudo francês".

E por aí vai. Na véspera do jogo Portugal X França vi uma foto de pessoas vendendo bandeiras de Portugal em semáforos no Brasil. Brasileiros torcendo para Portugal, pode? Pode. Não só pode como deve. É o "Plano B" e todo mundo deve ter um.

Quando assistimos o Brasil jogando, o que fizemos assim que passou o sono? Corremos para o Plano B: torcer para Portugal. A gente diz que é por causa do Felipão, mas não é não. Se fosse, a gente torceria para a Itália. Gostamos mesmo é de Portugal, do vinho do Porto, da bacalhoada com azeite e da pêra no vinho. Toda casa brasileira é portuguesa com certeza.

Afinal, graças a Portugal temos essa cultura light, de ficar de bem com tudo e com todos. Você acha que o Brasil seria o que é se tivéssemos sido colonizados por ingleses? Sem o patriota do Mel Gibson e seu coração valente, quem iria se revoltar contra os colonizadores? E se fosse Holanda? Quanto tempo iríamos esperar até nascer um Mandela para tirar da opressão metade da população?

Felizmente foram os portugueses, mais tolerantes, humanos e hospitaleiros, que nos colonizaram. E a sorte não parou aí. Caímos nas graças de ganhar de presente um príncipe que era herdeiro dos dois lados do Atlântico e abriu mão do lado de lá para ficar provisoriamente com o lado de cá! Quem não quer um príncipe assim?

Se você já visitou Portugal sabe que é bem diferente do resto da Europa. Apesar de escreverem nosso idioma e falarem outra língua, é o povo mais brasileiro dentre os europeus. São os mais amáveis e hospitaleiros de todos os que conheci no Velho Mundo quando eu ainda era jovem.

Mas a saudade da pátria de origem não é privilégio nosso. Outros países também são saudosos de seus colonizadores. Até hoje os países do antigo império britânico mantêm a mesma reverência pela ex-rainha que já nem manda nada neles. Ela aparece nos selos, cédulas e moedas do Canadá, Nova Zelândia, Austrália e já nem me lembro mais onde. Há uma década até os habitantes de Hong Kong ficaram na dúvida se deviam continuar ingleses antes de se lembrarem de que eram chineses e voltarem à pátria-mãe. Estava na cara que deviam voltar.

E no oriente médio então? Todo mundo quer voltar à terra de origem que parece ser a terra de origem de todo mundo. Como ainda não constróem países como fazemos edifícios de apartamentos, o pessoal fica brigando pelo terreno que já não é grande.

Há nações que são até maiores no exterior do que na própria terra. Li em algum lugar que os turcos seriam mais numerosos fora da Turquia do que no próprio país. Não sei se quem contou estava ciente de que nem todo mundo que fala "Primo" com "B" é turco.

Mas, voltando ao Brasil, a dúvida que fica é: será que D. Pedro I fez um bom negócio lá no bairro do Ipiranga, em frente ao museu, quando os Bonifácios mandaram ele fazer aquilo? Isso mesmo, quando ele posou para aquele quadro cheio de cavalos pintado por Pedro Américo que, por ainda não ter nascido e D. Pedro não estar disposto a esperar, acabou plagiando o quadro "A Batalha de Friedland", do pintor francês Georges Meissonier.

Não teria sido melhor D. Pedro deixar como estava para ver como é que ficava? Pelo menos hoje nós estaríamos entre os finalistas da Copa do Mundo e, ao invés de sermos membros do Mercosul, seríamos membros da União Européia. Ganhando salários em Euro ao invés de Real. E se todas as colônias voltassem às suas nacionalidades de origem, não teríamos mais argentinos como vizinhos. Eles seriam espanhóis. Ah, agora seu patriotismo balançou, hein?

O único problema é que acabaríamos sendo os protagonistas das piadas de português. Mas, não existindo brasileiros, quem iria contá-las?



Os quadros de Pedro Américo e Georges Meissonier. Ou seria o inverso?!




Você pensou que não sabia francês? Estava enganado. Veja como consegue ler este texto que encontrei no fotolog de Haroldo Mourão:

Messiê Parreirá,

Je suis desolé aussi pour la derrote de votre selección. Mais, comparrê com le reste, vous até qui si sairrôm bien. Non culpê les jogadeurs di la pessime actuacion onc lá partide. Nous tous sabemous qui la culpe est de lá imprensá. Continua aqui...

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Pelé: Autobiografia
PELE

O Atleta do Século XX entra pelo século XXI ainda capaz de surpreender. Agora, a caminho de completar 70 anos, a surpresa já não é dos zagueiros adversários diante de seus dribles, mas do leitor diante da honestidade total com que ele conta sua história. Suas muitas histórias, na verdade. De alegrias, dores, vitórias e derrotas, mas todas se entrosando, como um time bem treinado, para formar uma só: a história de um dos maiores mitos da cultura mundial.

Pelé é o brasileiro mais conhecido do planeta, sem dúvida, mas quem conhece de verdade o Pelé? Neste livro, o maior jogador de futebol da história conta com sua própria voz, de forma simples como num bate-papo, um inacreditável conto de sucesso e transformação: de criança pobre a adulto milionário, das peladas com bola de meia nas ruas de Bauru às partidas épicas nos estádios mais glamourosos do mundo, de ladrão de amendoim a Cavaleiro condecorado pela Rainha, de "pestinha" ajoelhado no milho a ministro de Estado – de homem a lenda. E tudo tão rápido...

Mas nem só de triunfos é feita essa história. O leitor vai se surpreender ao descobrir que nenhum assunto é tabu para Pelé. O grande ídolo expõe abertamente suas angústias, inseguranças e erros, as brigas com João Havelange e o centroavante Ronaldo, a fama de chorão, o desencanto com a elite política brasileira, a religiosidade, o apego à família. Não deixa de comentar os casos extraconjugais que lhe deram filhos só reconhecidos mais tarde, nem foge da maior dor que já sentiu na vida: a prisão de seu filho Edinho por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas.


E a gorjeta, doutor?

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"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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