Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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12/06/2006 Quer fazer um MCA?
por Mario Persona

Todo mundo tem um MBA (leia "em-bi-ei"). Ou quer ter. Pra obter status, emprego ou conhecimento, nesta ordem. Mas já existe algo mais avançado. Se quiser que sua empresa dispare na frente, mire no que há de mais avançado em termos de gestão: o MCA (leia "em-ci-ei"). Com um MCA você terá munição para vencer qualquer parada no mercado. (aqui em Espanhol.)

Depois do 11 de setembro, o exército americano passou a considerar a adoção de táticas terroristas. Na invasão ao Afeganistão foi criada uma força especial com uns 500 soldados montados em cavalos -- do jeito que os terroristas faziam -- para identificar alvos e acionar ataques de aviões teleguiados. Deu melhores resultados do que as bombas guiadas por satélites espiões.

No passado os exércitos convencionais já viram a necessidade de deixar de lado suas emplumadas fardinhas coloridas e as batalhas frente a frente para adotarem táticas camufladas de rebeldes como Benjamin Martin, protagonizado por Mel Gibson no filme "O Patriota".

A idéia de aplicar as táticas da marginalidade na administração da empresa e no marketing também não é nova. Em 1982 Jay Conrad Levinson cunhou o termo "Guerrilla Marketing" ou "Marketing de Guerrilha" para ensinar formas não convencionais de se atuar no mercado.

É por isso que sugiro que você faça um MCA - Master in Crime Administration. Bibliografia? Não se preocupe. Já-já vai ter algum Su Tzu brasileiro lançando seu "A Arte da Guerra - Versão Urbana". Se as coisas continuarem como estão você poderá fazer um download do livro diretamente dos servidores instalados na cela do autor.

Enquanto isso não acontece, vou adiantar algumas características do crime organizado para você aproveitar na gestão empresarial:

Comando. Esqueça a idéia de democracia na empresa. Nas empresas, ainda que possam ser ouvidos, não são os funcionários que escolhem o presidente. O comando vem de cima, de quem tem a visão do todo e detém o poder. Uma empresa sem um comando bem definido acaba perdendo o rumo.

Flexibilidade. Embora exista um comando forte, os comandados têm liberdade e flexibilidade para criar soluções. Recebem ordens sobre "o que fazer", mas é deles a iniciativa do "como fazer". Com mobilidade e poder de fogo, ninguém vai segurar sua equipe.

Poder. O crime organizado usa todas as formas de poder, da menos nobre à mais nobre: Poder de Coerção (Se não fizer, tá morto!), Legitimidade (Quem manda aqui sou eu!), Recompensa (Se fizer o que mando sai ganhando!), Expertise (O chefe sabe o que faz!) e Referência (Quero ser igual ao chefe!). A meta de quem lidera deve ser exercer as últimas três formas de poder.

Garantia de emprego. Não existe. Isso é coisa do passado ou de presente de deputado. Nem as empresas têm certeza se existirão no dia seguinte. No crime o emprego nunca é vitalício. Aliás, nem a vida é.

Remuneração por resultado. Não deu resultado, está fora. No crime, o "You are fired" é literal. Se você for um gerente cansado de engolir aquele inútil parente do dono, ou aquele traste intocável se for empresa pública, já entendeu do que estou falando.

Senso de dívida. Embora no crime a dívida seja real e cobrada na forma de ordens para ações perigosas, existe uma forma de fazer o mesmo na empresa sem ser enquadrada em prática de escravidão: investimentos em saúde, alimentação, educação, instalações, lazer, carreira e outros benefícios. As pessoas se empenham mais quando têm um forte senso de dívida para com seus empregadores.

Tecnologia da informação. Essencial para o funcionamento da empresa, permite que o comando continue atuando remotamente e garante a automatização da produção e da força de venda. No crime, celulares e armas automáticas fazem isso.

Pesquisa de mercado. Se o crime consultar o mercado, a maioria -- os assaltados -- vai dizer que não quer seus serviços. Só a minoria -- os corruptos, consumidores de drogas, pirataria e contrabando -- vai apoiar. Grandes inovações foram criadas à revelia das pesquisas de mercado. Se perguntar quem quer pagar por seus produtos, que resultado acha que sua pesquisa vai dar? Ousar é ir além da expectativa do mercado.

Poder de boca-a-boca. Não há necessidade de gastar milhões com propaganda. Quando a empresa tem uma marca forte, basta emitir uma mensagem qualquer e o próprio mercado se incumbirá de espalhar, fazendo a concorrência fechar as portas. Literalmente, no caso do crime.

Caixa Dois. Não existe no crime organizado, só no crime desorganizado, político ou empresarial. Sem toneladas de papel ou processos burocráticos, ainda que lançados em cadernos, papel de pão ou bilhetinhos, os registros têm a credibilidade do jogo-do-bicho e o arquivamento é bem feito. No crime os arquivos são queimados quando perdem a razão de existir.

Ficam aí alguns tópicos para o conteúdo programático de um MCA, caso alguma universidade decida criar o curso. Há outros, mas acredito que estes sejam suficientes para ficarmos espertos na hora de administrar. E o esperto aqui não é no sentido malandro, como entendeu um candidato durante uma entrevista de emprego numa empresa onde trabalhei.

Após ser informado que, por envolver grandes negociações, aquela área era muito visada com ofertas de propinas, o entrevistador avisou que a empresa procurava por pessoas espertas. O rapaz não se fez de rogado:

-- Esperto eu sou. Afinal, quem você acha que organizou a caixinha no departamento de trânsito de minha cidade?

Não foi contratado. Era esperto demais.

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Marketing de Guerrilha com Armas Online
CHARLES RUBIN e JAY CONRAD LEVINSON

MARKETING DE GUERRILHA COM ARMAS ONLINE, lançamento da Editora Record, apresenta uma centena de estratégias de alto impacto para aumentar a lucratividade na era da Internet. Ao usar as dicas deste livro, fica fácil aproveitar as vantagens do grande potencial de marketing da maior rede de comunicação do planeta. Este manual franco e prático, do guru do Marketing de guerrilha Jay Conrad Levinson e do gênio dos computadores Charles Rubin, mostra como as empresas devem agir para definir, aperfeiçoar e colocar com mais facilidade suas mensagens na grande rede.

O livro apresenta recursos que tornarão mais interessante e eficiente a presença online, endereço e assinatura de e-mail, logotipo da empresa, embalagens e auxílios audiovisuais. São armas que garantem o conforto do cliente, facilitam os pedidos, aumentam a rapidez das entregas, facilitam o pagamento, a formação de preços, os mecanismos de feedback e muito mais. Sem falar na publicidade em quadros de avisos eletrônicos, links de servidores, catálogos eletrônicos e no melhor relacionamento com canais de divulgação. MARKETING DE GUERRILHA COM ARMAS ONLINE permite que você entre bem preparado e municiado na guerra da informática travada diariamente no mundo dos negócios.

Jay Conrad Levinson, presidente da Guerrilla Marketing International, ministra conferências em todo o mundo sobre as técnicas empresariais de guerrilha para grandes empresas, organizações profissionais e universidades. É autor de mais de dez livros da série Marketing de guerrilha. Charles Rubin é especialista em explicar os mistérios da tecnologia para o grande público, autor de mais de 20 livros sobre hardware, tanto Macintosh quanto PC.


E a gorjeta, doutor?


Respostas: 6 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Caro Mário,

Gostei da forma como colocaste a atual situação da gestão empresarial, muito embora acredite que em quase nada exista uma regra geral, principalmente em gestão, mas todos esses princípios como foram colocados, expressam bem as características de organizações bem sucedidas na atualidade.

P.S. Se possível gostaria que me enviasse um modelo de TCC em gestão de marketing voltado para a área de moda.

Grato,

Carlos Antonio

Enviado por CARLOS ANTONIO em 02/07/2006


***********************
MARIO PERSONA RESPONDE A VÂNIA DIAS: Você levantou um detalhe interessante e acredito que possa acontecer isso sim. Em minha crônica coloquei, como coisas que podem criar um sentimento de dívida, "investimentos em saúde, alimentação, educação, instalações, lazer, carreira e outros benefícios". Acho que para evitar que ocorra o que você disse é preciso que a empresa seja criativa ao proporcionar esses benefícios. Tudo o que é usual realmente vira commodity na cabeça do colaborador.

O que fazer? Entregar, por exemplo, benefícios de saúde e alimentação em possibilidade de medicina e alimentação alternativa, ajudar em cursos e treinamentos de assuntos que não tenham relação direta com as atividades da empresa, criar ambientes dos quais os colaboradores tenham prazer de falar para seus amigos etc. Soube de uma empresa que custeia cursos de pintura, dança ou outros hobbies para seus funcionários por entender que isso aumenta sua criatividade e reduz a rotatividade. Talvez seja por aí.

Isso funciona mais ou menos com brindes distribuídos por empresas. Se você der uma caneta com a logomarca da empresa a impressão será uma. Se você comprar uma caneta especialmente para a pessoa que vai presentear, ainda que não tenha uma logomarca impressa, a probabilidade de ela se lembrar de do presente, de você e da empresa é muito maior.

Enviado por MARIO PERSONA em 19/06/2006


Olá Mário.

Leio, sempre que recebo, suas crônicas, acho-as super interessantes e bem boladas.
Entendi sua colocação nesta aqui, e é claro que sei que você não está de forma alguma querendo fazer valer as regras do crime organizado nas empresas. Acredito que os criminosos é que estão fazendo a lição de casa (visto que não saem dela!!!). Eles estão aprendendo como usar técnicas de administração e marketing, como você mesmo conseguiu demonstrar, ao contrário!!!

Minha única ressalva é no item do Senso de dívida, onde você coloca que para as empresas terem os funcionários mais comprometidos elas devem dar-lhes assistência médica, vale alimentação, e muitos e muitos benefícios.
Discordo em parte disso, inclusive lí um livro nesta semana que falava exatamente a este respeito. Lá dizia que a empresa paternalista não está mais tendo o retorno do começo, quando da implantação desses benefícios. Os funcionários já estão tão acostumados, já absorveram os benefícios como sendo obrigação da empresa. É mais ou menos, como dizem alguns filhos aos pais: "Você me pôs no mundo, agora se vire para me sustentar, e eu não pedi para nascer".
A nova economia não está mais tão paternalista, e eu acredito que os Governos tanbém deviam deixar de sê-lo.
Como diz o ditado: "Dê a vara, e ensine a pescar e, nunca dê o peixe na boca".

O quê você pensa sobre isso?

Um abraço.

Vânia Dias

Enviado por Vânia Dias em 17/06/2006


***MARIO PERSONA RESPONDE PARA CLEVERSON SILVERIO: Olá, Cleverson. Usei a analogia do crime como um recurso literário para agregar humor e um tom contemporâneo ao texto. Mesmo assim, os conceitos de liderança, exercício de poder, recompensa etc. são conceitos clássicos da administração. Ghandi não era um líder qualquer, mas um homem preparado. Achar que qualquer pessoa é capaz de liderar ou tem o direito de fazer valer sua opinião é uma idéia equivocada. Todos devem ser ouvidos, mas alguém precisa decidir o que será colocado em prática ou não. Pondere no que escreveu o Rei Salomão há 3 mil anos:

"Há outro mal que vi debaixo do sol, um erro cometido pelos que governam: tolos são postos em cargos elevados, enquanto ricos [príncipes] ocupam cargos inferiores. Tenho visto servos andando a cavalo, e príncipes andando a pé como servos". (Ec 10:5-7)

Enviado por Mario Persona em 17/06/2006


todas pessoas temen o crime logo as empresas que adotaren marketing deste tipo estara adotondo metodos primitivos o crime e primitivo crece pelo medo e tomada de territorio tudo se transforma mas a essencia e a mesma tras uma mensagem negativa presidir e conduzir e melhor que dominar gandi liderou de baixo para cima

Enviado por cleverson silverio em 16/06/2006


Concordo plenamentem hoje em dia tem quadrilhas criminosas,com intregrantes das mesmas que não tem nenhum estudo,mas que dá um show em administração, pois consegue cordenar a sua equipe e obter altos lucros que muitos gerentes de empresas, não consegue. Isto é incrível !

Enviado por Alessandra em 14/06/2006


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"Ser alguém é ter uma história para contar."
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Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
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Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
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