Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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24/05/2006 O preço da fama
por Mario Persona

Em pé no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, eu aguardava o momento de embarcar no vôo que me levaria a Curitiba. Mentalmente ia construindo o que pretendia falar na palestra que faria naquela tarde, quando algo chamou minha atenção.

Do outro lado da sala de embarque três pessoas olhavam em minha direção. E conversavam entre si apontando para mim. Conhecidos? Não, as fisionomias do rapaz e das duas mulheres eram completamente estranhas.

Instintivamente olhei para baixo e conferi se estava tudo fechado. Tinha acabado de sair do banheiro. Continuavam olhando. Então uma voz ecoou em minha mente:

-- É com você, Mario. Eles querem um autógrafo. -- Era meu ego sussurrando.

-- Será? Por que alguém iria querer um autógrafo meu? -- perguntei, enquanto verificava se minha caneta estava no bolso do paletó, para o caso de meu ego estar com a razão.

-- Ora, Mario, você escreve livros, dá palestras em todo o país e tem até mil amigos no Orkut! Uma hora acabaria ficando famoso. Pois essa hora chegou!

É verdade, cedo ou tarde a gente acaba ficando famoso, ainda que seja dentro do perímetro de nossa mesa ou na reunião de condomínio. Ouvi dizer que um ser humano exerce, em média, influência sobre dez mil pessoas no decorrer de sua vida. Exercia. Hoje, com toda a tecnologia essa influência é ainda maior. Seja ela boa ou ruim.

É preciso saber administrar isso. Se eu sei que posso influenciar outros, como devo ser? E se qualquer cidadão anônimo é hoje filmado, fotografado e rastreado, será que a fama não está logo ali? Está. Basta um escorregão e seu rosto vira manchete. Boa ou ruim.

De vez em quando chega um e-mail de algum aluno que foi influenciado por mim há anos. Percebo que a influência foi mais pelo que ele viu em mim do que pelo que eu disse a ele. O fato de o aluno se lembrar de mim também é fama. Boa ou má fama, mas é fama.

Durante o almoço em um evento onde fiz uma palestra de vendas, sentei-me com dois diretores da empresa e de frente para uma profissional de vendas. Quando eu disse que era formado em arquitetura, ela disse que também era. Quando citei a escola, era a mesma. A época? Nossas turmas conviveram por pelo menos três anos.

Uma coincidência assim poderia se transformar em um grande embaraço, dependendo da fama que deixei lá trás. Será que hoje eu posso contar comigo como era, ou amanhã vou precisar me esconder do que hoje sou? Fama é assim.

Mas nada disso me preocupava naquele momento no aeroporto, enquanto era apontado de longe por aquelas três pessoas que, segundo meu ego, estavam morrendo de vontade de pedir um autógrafo. Como a distância era grande, pensei até em disfarçar uns passinhos e ir me aproximando, mas achei que poderia pegar mal.

Então percebi que não precisaria caminhar até lá. A poucos passos de mim outro grupo olhava em minha direção. Marido, mulher e filha adolescente, cochichavam para eu não escutar o que já estava escutando.

-- É ele sim. Tenho certeza. Pode ir lá pedir. -- dizia a mãe.

-- Tenho vergonha, só se você for comigo. -- cochichava a filha.

-- Então vamos! -- decidiu a mãe, tirando da bolsa uma câmera.

Desta vez fui mais rápido que meu ego e já ajeitava o nó da gravata quando elas caminharam em minha direção disparando o pedido:

-- Podemos tirar uma foto? -- perguntaram em uníssono.

-- É claro! Será um prazer. -- respondeu uma voz vinda de trás, tirando as palavras de minha boca.

Logo mãe e filha se fotografavam, sorridentes, abraçadas ao cantor sertanejo que eu não vira atrás de mim. Tentei fazer cara de paisagem, mas minha cara de idiota devia ser notória. Por onde andaria meu ego naquela hora?

Assista a versão em vídeo desta crônica na TV Barbante

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O Elefante que Queria Tudo: um Conto Sobre Egoísmo
ROBERTO BELLI

Cativante história infantil, permeada de ensinamentos que levam a criança a refletir sobre a importância de se cultivar bons sentimentos.
Os diálogos, de grande vivacidade e emoção, retratam as ações equivocadas de um elefante poderoso, egoísta e arrogante, que acaba aprendendo, na solidão, a reconhecer os verdadeiros valores da vida, fundamentados nos sentimentos de compreensão, fraternidade, solidariedade.

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 8 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Na verdade, nao somos todos assim? Vaidade ou nao, sempre almejamos um reconhecimento alheio, famosos ou nao, sempre buscamos um sinal de que a nossa busca de crescimento foi atingida. E do ser humano querer ser super-humano! Abracos...

Enviado por Cristiane em 12/06/2006


**MARIO PERSONA responde para Lucinda: Obrigado por sua preocupação, mas se ler novamente a crônica verá que ela tem um tom sarcástico e zombador. Ela aponta a bobagem que é a busca pela fama e como somos traídos por nosso ego que, por natureza, gosta dessas coisas e acaba correndo atrás daquilo que é fútil e efêmero.

Nós, que cremos, somos uma casa com dois inquilinos: o velho homem, com suas vontades e manias, e o novo homem, que é segundo Deus. O primeiro jamais será melhorado porque é uma ruína, e o segundo é impossível de ser melhorado também, pois é uma nova natureza recebida de Deus através do novo nascimento.

O cristão tem um privilégio muito grande quando entende isso, pois pode identificar claramente qual a natureza que está botando as asinhas pra fora em momentos como o que descrevi no aeroporto. Somos assim mesmo e, como é sua preocupação, precisamos da graça de Deus em cada passo de nosso caminho.

Você encontrará nas Escrituras muitos casos de orgulho e busca por fama, como Nabudonosor e outros. Mas também encontrará casos de orgulho espiritual, como Paulo (que precisou ganhar um espinho na carne por conta disso), Pedro, que se achava invencível, Salomão, Davi etc. Praticamente todos os servos de Deus do passado tiveram seus momentos em que Deus nos revela o que havia por debaixo de seus mantos.

Isso é visto figuradamente quando Deus manda Moisés enfiar a mão por debaixo de seu manto, antes de ir se encontrar com Faraó. A mão sai leprosa (figura do pecado) para mostrar a ele que não devia se gloriar de tudo o que iria fazer, pois sua natureza (internamente) continuaria tão corrompida quanto a lepra.

Enviado por Mario Persona em 06/06/2006


Mário, espero que tenha entendido meu comentário. De maneira alguma quis deixá-lo embaraçado. Pelo contrário, somente lembrá-lo que somos limitados e que toda nossa sabedoria vem dEle. "Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras" Lucas 24:45. Paz e Graça do Senhor Jesus para você e sua família. Amém.

Enviado por lucinda em 04/06/2006


Mario, a fama é algo perigoso! Quem é verdadeiramente filho de Deus entrega toda a glória a Ele. "Humilhai-vos pois debaixo da potente mão de Deus, para que em seu tempo vos exalte. IPedro 5:6.
Não deixe de orar por si mesmo. Eu estarei sempre lembrando de você nas minhas orações.
Lembre-se que o próprio Cristo orou por si mesmo. Mesmo sendo Ele o próprio Deus, em sublime humildade. Só Ele mesmo... E toda honra, toda glória a Ele: O Poderoso Deus!!!

Enviado por lucinda em 04/06/2006


Mario Persona responde p/ José Carlos Ortiz Nunes: Valeu, José Carlos. Fico contente que tenha gostado da palestra e de nosso bate-papo. Nem sempre consigo conversar como gostaria com todas as pessoas que me procuram após as palestras (ontem no Rio, por exemplo, estava meio apressado por causa do vôo de volta). Mas sempre que tenho tempo é algo que gosto muito. Como vou saber o que as pessoas precisam escutar em minhas palestras se não conversar com elas?

Enviado por Mario Persona em 26/05/2006


Olá!
Fama é um assunto complicado, mas acredito que todos sonham em tê-la um dia. Este caso que acontecera contigo, foi um acaso. Mas certamente, se eu me deparasse na mesma situação dessa familia, optaria, novamente, em conversar contigo durante alguns instantes, pois já tive a oportunidade em um evento da Locaweb que ocorreu aqui em Porto Alegre e fostes super atencioso.

Bom texto, parabéns!
Abraços!

Enviado por José Carlos Ortiz Nunes em 25/05/2006


Caro Mário,

Ser famoso é uma questão de ponto de vista, acredito eu.
Embora eu nunca tenha me preparado para dar autógrafos, em meados de 97, sob o custo de assessoria de imprensa, coisa e tal, nossa pequena empresa em início de atividades, ainda sob duras penas, conseguiu plantar uma nota sob o sucesso de nosso trabalho, numa publicação local (Ribeirão Preto-SP), inclusive com uma estimativa de faturamento substancial.
No ano seguinte estávamos quebrados!
No entanto, a revista, de muito boa qualidade, continuou em recepções de consultórios durante muito tempo, até que um dia, tempos depois, minha ex-esposa que nem era muito chegada a leitura, deu de cara comigo em uma dessas recepções.
Eu todo bonito e sorridente... na revista antiga!

Ela me acionou pra corrigir a pensão com base na matéria!

É duro ser famoso!

Enviado por Gilberto Rodrigues em 24/05/2006


Esse negócio de ponte aérea... não sei se um dia vai ser familiar, mas só sei que dia 2 de junho pego meu primeiro vôo para a minha primeira ida a São Paulo. Não sei se o frio na barriga e as borboletas no estômago são pelo primeiro vôo ou a primeira ida a São Paulo, mas que sinto, ah sim, sinto!

E o dia que eu te ver, não serei tímida, até porque a palavra tímida nem sei se combina comigo. Muitas vezes eu tenho é que me segurar, porque eu não gosto de silêncio entre duas pessoas que não se conhecem o suficiente para que o silêncio se torne agradável; e é aí que eu começo a tagarelar sem parar.

Só espero receber muitas visitas no pequenino espaço que a minha cidade - São Bento do Sul - terá no espação da SANTUR no Salão do Turismo, de 2 a 6 de junho.

Aliás, 6 de junho é quando eu pego meu segundo vôo. O da volta. Vou lembrar de ti no aeroporto, tá?

Enviado por Pâmela Machado em 24/05/2006


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"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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