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Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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28/02/2006 Discriminação profissional
por Mario Persona

Discriminação sempre irá existir. Social, racial, profissional e até dental. Faça você parte deste ou daquele grupo, tenha esta ou aquela cor de pele, exerça esta ou aquela profissão, tenha dentes ou não, e você será discriminado por alguém que anda na contra-mão.

Senti-me discriminado pelo tom de dois e-mails que recebi. Um revelava discriminação dental, ao indagar: "Será que você não está tentando ser um guru da vida, com esses dentes branquinhos, sorriso bonito e Web site pessoal?". Fui obrigado a revelar meu segredo: como fazem nove entre dez estrelas do cinema, escovo meus dentes com Creme Dental PhotoShop.

O segundo e-mail, aparentemente de um professor de marketing atuando em três faculdades, poderia tanto ser de dúvida sincera como de discriminação profissional:

"Você considera ético ter formação em uma área (arquitetura) e atuar profissionalmente em outra (comunicação e marketing), mesmo sem a necessária formação acadêmica para tal atividade e justificar como uma 'paixão'?"

Já tive uma dúvida assim quando comecei a escrever para jornais, revistas e sites. Em 2001 consultei uma advogada do sindicato dos jornalistas, que respondeu:

"Você só poderia estar 'legalmente' escrevendo sobre arquitetura e/ou assuntos relacionados à sua área de conhecimento e somente com um registro no DRT como colaborador. Portanto, não poderia estar escrevendo em nenhum veículo de comunicação, mesmo na Internet. Assim, recomenda-se o curso de Jornalismo, ou seja, a graduação em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, para futuramente requerer o seu registro no MTB."

Ou seja, a menos que eu escreva sobre arquitetura, área na qual não atuo desde meu último cliente, Quéops, no Egito, a letra da lei diz que sou um contraventor das letras. Mas até onde é sensata essa discriminação contra quem não está preto-no-branco na qualificação? Cláudio de Moura Castro, que é economista, abre assim o seu artigo "Tapetão Medieval" na Veja sobre as normas para o ensino da administração no país:

"Imaginemos um bilionário tupiniquim cismando de fundar uma fantástica escola de administração. Para isso, lista os professores mais distinguidos do globo: Amitai Etzioni, Fritjof Capra, Humberto Maturana, Henry Mintzberg, Herbert Simon, Joseph Juran, Michael Porter, Peter Drucker, Peter Senge e Tom Peters. Contudo, nenhum deles poderia ser contratado, pois não têm diploma de administração de empresas, exigido pelo Conselho Federal de Administração."

Foi nele que me inspirei quando escrevi "Conversa de telefone". O fato de ter sido publicado na edição 1900 da revista é só coincidência, não uma alusão ao século 19. Mas serve para lembrar que numa época de mudanças rápidas você sempre encontra profissionais que correm por fora para obter a chamada notória especialização por desempenho, estudos e publicações. Conhece algum adolescente que dá banho de informática em professor? É disso que estou falando. Ele é formado na escola da paixão.

Foi o que respondi ao professor que me escreveu, dando ênfase à sua responsabilidade em abrir a mente de seus alunos para saberem administrar suas carreiras:

"Se eu fosse você, ao invés de me preocupar com questões assim ajudaria seus alunos a enxergar que precisam estar prontos para assumir uma carreira que pode não ser aquela na qual empenharam cinco anos de faculdade, ou porque ainda não tinham descoberto sua vocação real ou por terem encontrado um mercado completamente diferente do existente em seu primeiro ano de estudos. Cada vez mais profissões terão uma vida útil menor que a vida útil dos profissionais que nelas atuam".

Sugeri ainda que conhecesse a história de Vivien Theodore Thomas. Ele tinha dezenove anos quando, em 1930, foi contratado pelo Dr. Alfred Blalock como faxineiro de laboratório. Quando Blalock se tornou cirurgião-chefe do Johns Hopkins Hospital, levou consigo Vivien por causa de sua paixão por medicina e habilidade na criação de instrumentos cirúrgicos. Na América racista de sua época, Vivien, que era negro, causava chiliques nos médicos do lugar ao circular de jaleco branco. Afinal ele não passava de um faxineiro.

Faxineiro? Vivien Thomas aprendeu cirurgia na raça e foi capaz de criar um desvio numa artéria para reproduzir a doença azul em um cão. Depois operou o coração do animal e solucionou o problema, a despeito das lendas médicas de sua época considerarem o coração um órgão inoperável. Depois o Dr. Blalock viria a repetir a operação em um paciente humano, com Vivien Thomas de pé num banquinho atrás de si, vendo tudo por sobre seu ombro e dizendo-lhe o que fazer.

Obviamente o crédito pela descoberta ficou com o Dr. Blalock e Vivien Thomas continuou, sem diploma, nos bastidores da medicina e da história. Mas só até 1976, quando a Johns Hopkins University lhe concedeu um título honorário de "Doutor em Direito". Discriminação? Claro que não. Deve ter sido por causa do ventrículo do coração responsável por sua notória especialização. Se fosse o outro, ele seria "Doutor em Esquerdo".

Quase Deuses (Something the Lord made)
Mos Def e Alan Rickman

Quase Deuses conta a história verdadeira e emocionante de dois homens que desafiaram as regras em sua época para iniciar uma revolução médica. Na Baltimore dos anos 40, o Dr. Alfred Blalock (Alan Rickman, de Harry Potter e o Cálice de Fogo) e o técnico de laboratório Vivien Thomas (Mos Def, de Uma Saída de Mestre) realizam cirurgias cardíacas usando uma técnica sem precedentes, atuando como equipe de uma maneira impressionante. Mas ao mesmo tempo em que travam uma corrida contra o tempo para salvarem a vida de um bebê, ambos ocupam diferentes condições sociais na cidade. Blalock é o saudável homem branco que comanda o Departamento Cirúrgico do Hospital Johns Hopkins; Thomas é negro e pobre, um habilidoso carpinteiro. Quando Blalock e Thomas desbravam um novo campo na medicina, salvando milhares de vidas graças ao processo, as pressões sociais ameaçam minar sua parceria e por um fim à amizade que nasceu entre eles.

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 20 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Caro Mário, deixei minha faculdade de arquitetura no quarto ano, por necessidade pessoal. Não me intimidei ao ver meu trabalho sendo buscado por empresas de construção civil, pois desenvolvi um conceito de projeto para o mercado, junto a engenheiros destas, que não me deixam partir... A estética, a plástica não podem ser colocadas somente de forma acadêmica, pois quem pensa, pode criar. O desenvolvimento real de projetos, baseados no mercado, de cada dia, ainda não pode ser encontrado como matéria a se cursar. Estou satisfeito com meu tarbalho, e gostaria de saber, caso tenha alguma citação, sobre outros profissionais que estão aí, mandando bem e fazendo excelentes trabalhos. Só posso dizer que este ano tive a satisfação de fechar com um cliente na Espanha, que viu meu trabalho e me convidou. Fui, claro. Abraço, Marcelo.

Enviado por Marcelo Silva em 07/03/2010


DESREGULAMENTAÇÃO DE PROFISSÕES

Por: José Walter Toledo Silva

Está de parabéns o Ministro Gilmar Mendes por abordar o tema DESREGULAMENTAÇÃO DE PROFISSÕES incentivando assim o debate sobre esse assunto de enorme interesse para toda a sociedade.

Merece aplausos a decisão da Suprema Corte de recusar a obrigatoriedade de diploma para jornalistas.

Não sou contra universidades nem diplomas que desempenham importante papel, contribuindo para o desenvolvimento de conhecimentos e de profissionais.

Sou, sim, contra a obrigatoriedade do diploma, quando este não é necessário.

Acho que há um exagero por parte de empregadores em exigir diploma como uma condição indispensável para atuação em diversas áreas e não apenas em jornalismo.

Sem diploma, Bill Gates da Microsoft e Steve Jobs, da Apple têm prestado contribuição de inestimável valor à informática, incluindo o desenvolvimento de recursos que transformaram o modo como se faz jornalismo e a maneira como se trabalha em quase todos os setores.

Sem ou com diploma, milhões de pessoas, em todo o mundo, de todas as classes sócio-econômica e de todas as idades, se utilizam hoje das mesmas ferramentas básicas para usar o computador e a internet.

Em reconhecimento ao valor de Steve Jobs, uma turma de formandos da famosa universidade de Stanford, nos EUA, convidou-o para ser o paraninfo. Ele foi ouvindo com enorme respeito e admiração durante o discurso que proferiu, contando como aprendeu e realizou tanto, sem ter cursado uma universidade.

Se para publicar o que ele escreveu, Machado de Assis necessitasse de diploma, a humanidade teria se privado de um dos maiores gênios mundiais da literatura.

Há vários requisitos e modos para se aprender e desenvolver competência profissional, sendo o estudo universitário, geralmente, apenas um fator contributivo, mas não indispensável.

Por isso, a sociedade tem-se beneficiado, em todos os tempos, de excelente desempenho de pessoas sem diploma para exercer diversas atividades e profissões, em diversos campos de conhecimento, arte, literatura.

Na política, na religião, na empresa, devemos a inúmeros não diplomados destacadas contribuições de enorme valor social, devido à liderança, empreendedorismo, criatividade, persistência, estilo diferenciado de aprendizado, e outros atributos da rica personalidade de cada ser humano.

Se para a seleção de recursos humanos, os empregadores exigem desnecessariamente o diploma, como ocorre em muitos casos, podem estar privando as empresas, instituições e a sociedade em geral, da contribuição de pessoas de enorme potencial para se destacarem pelo ótimo desempenho.

José Walter Toledo Silva

Enviado por José Walter Toledo Silva em 09/09/2009


concordo com o q o filme retrata mas considero nescessario a classificacaum profissional.
a qual busco intensamente e acho q aquela epoca as condicoens de estudo para vivien eraum desfavoraveis!!!
gostaria de ouvir mas sobre esse tema!!!

Enviado por Allan correa almeida em 03/09/2006


Esta questão de diploma se fosse válida, deveria ser exigida de nossos politicos.Para se administrar um país, deveria se ter no minimo PHD de Administração e Economia, ser deputado pelo menos terceiro grau, no entanto isso não é exigido , porque impedir pessoas de talento se não impedem quem não tem?
Há tantos talentos disperdiçados por esse mundo afora só porque não tem diploma, quantos mestres de obra superam engenheiros e arquitetos, são reconhecidos ?? NÂO.
Outro dia fiquei feliz de saber que o David The Camelô foi premiado em NY por ser um empreendedor nato, mas claro quem reconheceu o talento dele? Os gringos, pois se dependesse de estimulo daqui ele continuaria sendo um simples camelô.
A questão é que talento provoca inveja e com ela os instintos destrutivos crescem como fermento.
Felizmente quem é criativo e inteligente, luta e abre seu espaço, assim podemos ver, ler e conhecer pessoas maravilhosas. Diploma não garante nada, nadinha.

Enviado por Eliza Salles em 30/07/2006


Esta questão de diploma se fosse válida, deveria ser exigida de nossos politicos.Para se administrar um país, deveria se ter no minimo PHD de Administração e Economia, ser deputado pelo menos terceiro grau, no entanto isso não é exigido , porque impedir pessoas de talento se não impedem quem não tem?
Há tantos talentos disperdiçados por esse mundo afora só porque não tem diploma, quantos mestres de obra superam engenheiros e arquitetos, são reconhecidos ?? NÂO.
Outro dia fiquei feliz de saber que o David The Camelô foi premiado em NY por ser um empreendedor nato, mas claro quem reconheceu o talento dele? Os gringos, pois se dependesse de estimulo daqui ele continuaria sendo um simples camelô.
A questão é que talento provoca inveja e com ela os instintos destrutivos crescem como fermento.
Felizmente quem é criativo e inteligente, luta e abre seu espaço, assim podemos ver, ler e conhecer pessoas maravilhosas. Diploma não garante nada, nadinha.

Enviado por Eliza Salles em 30/07/2006


Esta questão de diploma se fosse séria deveria ser exigida de nossos politicos, para administrar um pais deveria se ter no minimo, PHD de Administração e Economia, ser deputado pelo menos terceiro grau, no entanto isso não é exigido , porque impedir pessoas de talento se não impedem quem não tem?
Ha tantos talentos disperdiçados por esse mundo afora exatamente por causa disso, quantos mestres de obra superam engenheiros e arquitetos, são reconhecidos ?? NÂO.
Outro dia fiquei feliz de saber que o David The Camelo foi premiado em NY por ser um empreendedor nato, mas claro quem reconheceu o talento dele? Os gringos, pois se dependesse de estimulo daqui ele continuaria sendo um simples camelo.
A questão é que talento provoca inveja e com ela os instintos destrutivos crescem como fermento.
felizmente quem é criativo e inteligente, luta e abre seu espaço, assim podemos ver, ler conhecer pessoas maravilhosas. Diploma não garante nada, nadinha.

Enviado por Eliza Salles em 30/07/2006


O mais interessante eh ver uma solicitaca de vaga com a descricao de que aceitam candidatos 'com qualquer curso superior', isto inclusive em concursos...ora, sendo "tao importante" o curso superior, alguem formado em Medicina pode ser um Procurador ? De novo, pecamos pela importancia ao envelope...

Enviado por Jarlei em 10/07/2006


Mario,
um companheiro de estudos (pertencemos uma ONG que semanalmente se reune, aos sábados - reunião aberta a todos - para estudar os textos do francês Edgar Morin - "o pensador deste século", na nossa opinião. Ele trouxe para consideração do grupo, o seu artigo 'Discriminação Profissional'.
Eu, em especial, gostou do texto, porque aborda uma questão que me envolve diretamente: atuo como jornalista há mais de 20 anos. Tenho centenas de matérias publicadas com meu nome ou referindo-se a mim como jornalista, que de fato sou. Fui fundador e editor de vários jornais. Crei, editei e apresentei programas jornalisticos de rádio. Produzo e apresento um programa de TV, na minha cidade, há três anos. MAS NAÕ SOU RECONHECIDO COMO JORNALISTA PELO MINISTÉRIO DO TRABALHO, PORQUE NÃO TENHO DIPLOMA!!!!
Pode?
Acho que o Sindicato dos Jornalistas defende a causa errada ao exigir o diploma. Essa foi uma 'invenção' da ditadura militar para faciiitar o trabalho dos censores: naquela época haviam poucos jornalistas diplomados e então o 'universo' a ser controlado era menor. Alguns sindicalistas, por corporativismo, a endossaram. Equivocadamente, penso eu, porque na prática, essa tese limita a liberdade de expressão garantida pela Constituição Federal. E mais: não funciona, porque (felizmente) milhões de brasileiros continuam atuando como jornalistas, basta conferir nos milhares de jornais e rádios pelo interior afora. Ou seja,a medida não beneficia a classe e sim, apenas, os donos das faculdades de jornalismo.

Abçs.
Helio Rubens - Itapetininga/SP

Enviado por Helio Rubens em 22/03/2006


É, isso aí é tudo muito complicado. Sou formada em inglês apenas por cursos e não pela faculdade. Já dei aulas em cursos, mas adoraria poder dar aula para adolescentes da rede pública de ensino, já que os professores de inglês de minha cidade realmente não saibam se comunicar na língua. Fui tentar me inscrever e mesmo tendo uma das melhores médias de inglês da cidade, não consegui a vaga de ACT na Prefeitura Municipal porque "meus cursinhos não valem nada". Faço faculdade de Turismo e quero fazer pós em Publicidade & Propaganda, já que amo Turismo e as várias formas de propaganda, principalmente a Fotografia.

Um amigo meu me mandou uma frase que não sei de onde ele tirou:

"Não sei se esse país é engraçado ou desgraçado quando se pede 2º grau completo para ser gari e o presidente não possui estudos"...

Tendo estudos ou não, as pessoas estão aí e precisam de um emprego. Elas podem saber muito mais com a escola da paixão e da vida, como tu mesmo disse, do que da escola que estão nos bairros por aí.

Mas o que infelizmente tem mais valor é o canudo, é o diploma.

Enviado por Pâmela Machado em 07/03/2006


Um retirante pernambucano na mais completa miséria, veio para São Paulo escapar da fome e da seca,
formou-se torneiro mecânico no Senai; depois, torna-se líder sindical; em 1980 funda um partido operário e 20 anos depois, torna-se presidente do Brasil. Um caso fantástico de mudança e transformação pessoal para os críticos de plantão.
Ele não teve formação formal completa, mas quanta coisa aprendeu e ao longo de sua vida atribulada! Primeiro aprendeu a liderar metalúrgicos, aprendeu a parar fábricas, a sentar em mesas de negociações com equipes abarrotadas de títulos e doutores;
depois teve que aprender na marra novas ESTRATÉGIAS para ser deputado, disputar a presidência, lidar com a imprensa, e principalmente, enfrentar
derrotas. Um imenso aprendizado cognitivo, emocional,
inter-relacional.Tem até hoje a língua presa, mas aprendeu a falar a língua do sindicato, do povão na ruas, do Congresso, a língua da TV e a linguagem internacional. Tudo isso sem um único diplominha formal...

Enviado por Gilberto Calazans em 06/03/2006


Parabéns Mário... Seus artigos são mto bons.... realmente talento nato, conheço vários homens sem a tal "formação acadêmica", mas com talentos natos; eu poderia citar vários exemplos, mas citar apenas um e na minha vida o mais importante: Meu pai, veio de uma família pobre, não terminou o segundo grau, mas com mto esforço e uma grande vocação para os negócios, conseguiu em cerca de 25 anos se tornar um empresário bem sucedido... e hoje, ainda continua fazendo tarefas simples, como varrer o chão da empresa em dia de faxina... Todos me perguntariam, como ele conseguiu estruturar sua empresa sem um diploma de administrador? E eu respondo... o diploma dele está no sangue!!! Abraços

Ps.: Li hoje o blog do Pedro... e amei, um exemplo de vida a mtos pais e filhos!

Enviado por Bia Fonseca em 06/03/2006


Caro Mário,

Sou Administrador de formação e sempre me incomoda essa história de "reserva de mercado" para essa ou aquela profissão. Isso é ranço da incompetência de quem precisa de uma ajudinha para se impor ao mercado (não custa nada lembrar o que essa tal de "reserva" fez com a economia brasileira, ao "proteger" a inepta indústria tupiniquim).

Até penso que para medicar, construir um prédio, advogar e outras atividades claramente técnicas, exige-se do indivíduo um preparo mais acurado. As raríssimas exceções, como a de Vivien Thomas, citado em seu texto, não podem servir de regra, pois trata-se de pessoas excepcionais. Mas jornalismo, administração, comunicação social, ah!, tenha paciência...

Tive um professor na faculdade (e lá se vão os anos) que dizia que Administração é, antes de mais nada, bom senso. Nunca esqueci essa afirmação e hoje, com cerca de três décadas exercendo a profissão (como Gerente, Empresário e Professor), isso é mais evidente do que nunca para mim.

Na minha experiência conheci muitos empresários que nunca tinham sentado num banco de faculdade e que dão um show na administração de seus negócios - e não são exceções. E conheci muito Administrador, de canudo, pompa e circunstância, que quebraria qualquer negócio em questão de meses (embora tendo tudo "controladinho", previsto e provisionado em suas planilhas e modelitos de gestão).

Sinceramente, acho que essas "prima-donas" ofendidas com a "intromissão" de seus camarins por pessoas "sem a devida qualificação" certificada por algum famigerado "conselho regional" deviam cuidar primeiro de seus medos, dúvidas existenciais e, aposto!, inveja."

Que nos venham os Peter Druckers da vida, e que Deus nos livre dos burocratas da profissão (de qualquer profissão).

Parabéns pela crônica!

Enviado por José Lourenço em 06/03/2006


Bom Dia!
O resultado, bem sucedido é mais interessante do que a formação de uma pessoa. Machado de Assis, tinha epilepsia e era filho de uma lavadeira, mas isso não foi restrição p/ ele ser um dos melhores escritores brasileiros, representante máximo de nosso Realismo. Machado era autodidata e obteve sucesso, por causa da qualidade existente, assim como você está fazendo no seu trabalho.
Alguém, por outro lado, pode ter mais de uma paixão. Da Vinci, por exemplo, exerceu mais de vinte profissões.
Adorei o artigo!

Enviado por Charlene em 06/03/2006


Sorry ...o post abaixo seguiu sem minha identificação

Enviado por Cristina em 05/03/2006


Querido Mario, recebi seu artigo em primeirissima mão por uma divulgação em grupo de discussão. Ao grupo fiz umaresposta que deixo postada aqui tb. Com muita honra!
"Beleza de artigo e muito bem desenvolvido pelo Doutor Honoris Causi Mario Persona.
Formado na escola da vida, que lhe concede o charme e a paixão para desenvolver tão preconceituosa questão. E aqui ninguém está fazendo apologia à nenhuma prática ilegal de profissão, mas, ao meu ver , fazendo as pessoas atentarem ao fato, de que, paralela à nossa formação acadêmica, desenvolvem-se, paralelizam-se habilidades periféricas, que podemos por e com paixão deixá-las vir à tona!"
E agora em especial pra vc: a poesia e a arte são de domínio público, escrever, sonhar também... aprofundar conhecimento por áreas de interesse é um direito de cada um que se atrever a isso. Que não nos roubem talentos. Quem garante que o melhor aluno da faculdade de jornalismo sabe com paixão escrever como vc?
Aliás...esse é pra mim um de teus papéis como missionário da palavra...Nosso PAI tá te dando o respaldo! Em frente! E sempre PARABENS!

Enviado por Crsitina em 05/03/2006


Excelente! Gostaria também de lembrar que Peter Drucker era jornalista, graduado em Direito e com doutorado em Direito Internacional e o primeiro trabalho no munda das Organizações (na GE, em 1946) rendeu-lhe fama de esquerdista por defender o fim da linha de produção. Mais? Um dos principais palestrantes (segundo a Exame) da empresas no Brasil, atualmente, é Mário Sérgio Cortella, que é filósofo e foi um dos principais colaboradores do pedagogo Paulo Freire à frente da Secretaria de Educação na gestão da então petista Luiz Erundina à frente da prefeitura paulistana. Luiz Gonzaga Belluzo é formado em Direito e, reconhecidamente, um dos mais brilhantes economistas do Brasil.

Enviado por Marcelo Cunha em 05/03/2006


Boa noite Mario,por favor não perca tempo c/esses comentarios,continuem escrevendo,se não faz bem a essas pessoas lerem o que você escreve,que vão,ler gibi(nada contra o gibi),agora imagine só,eu então não poderia ser um vendedor,por ser gago,ou por ter minha formação de colegial como tècnico em mecânica,tudo bem que depois fiz fac.de adm.
Enfim contineu escrevendo.
um abraço
Marcelo Hartman

Enviado por marcelo hartman em 01/03/2006


Mário

A intervenção dessa pessoa tentando nos proibir de ter acesso aos seus escritos só tem paralelo no século V, início do obscurantismo, com a destruição da Biblioteca de Alexandria. Eu fazia idéia de que essa fase da história só durara dez séculos. Perplexo, constato que dura até hoje.
No Joá, Rio de Janeiro, cercanias da Barra da Tijuca, há uma colina conhecida como Colina dos Milionários. São dezenas de casas de altíssimo padrão, boa parte delas projetadas por Zanine Caldas, um arquiteto sem diploma em arquitetura. Se as leis dos homens houvessem impedido que ele exercesse esse dom de projetar belas casa e fazer escola construindo com madeira, a nossa arquitetura teria perdido muito. E por falar em madeira, qual era a profissão daquele homem que soube tão bem educar o filho de Deus? Ele tinha diploma de pedagogo?

Enviado por Lúcio Wandeck em 01/03/2006


Continue escrevendo , pois gosto de seus textos...
Não apenas gosto como estou divulgando!!!!
E bem, Parabéns pela coragem de mudar de área!!

Enviado por Amanda Nogueira em 28/02/2006


"Você considera ético ter formação em uma área (arquitetura) e atuar profissionalmente em outra (comunicação e marketing), mesmo sem a necessária formação acadêmica para tal atividade e justificar como uma 'paixão'?" ...

Ahahahahah!!! Sabe, este cara deve é estar morrendo de inveja de sua notória capacidade, coitado...Deve estar com dificuldade de entender o porque que ele, com seus diplomas, não consegue se estabelecer no mercado. Com certeza ele também não deve ter popularidade entre seus alunos... Se estivesse tão bem não estaria se incomodando tanto com quem está no pódio, e é claro, se está no pódio é porque fez por merecer.. PARABÉNS DR. MÁRIO, continue seguindo em frente. Nossos abraços.

Enviado por do FAN CLUBE em 28/02/2006


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Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
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Hoje sou
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Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
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