Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

Mario Persona CAFE

Últimas - Mario Persona CAFE Arquivos - Mario Persona CAFE Receba - Mario Persona CAFE Envie - Mario Persona CAFE Contato - Mario Persona CAFE

Quer publicar estas crônicas em seu site?

[Anterior: "Diversidade à flor da pele"] [Página Inicial] [Próximo: "Bono de Vox"]

17/02/2006 Só dói quando não rio
por Mario Persona

Era só o que faltava. Um artista decidiu lançar um concurso de cartoons anti-semitas. É sua resposta ao jornal iraniano que promoveu um concurso igual em represália à publicação de charges ofensivas ao mundo islâmico. Detalhe: o artista é judeu.

Segundo o moço, ridicularizar seu próprio povo é a melhor forma de protestar contra os protestos dos muçulmanos. Uma espécie de autoflagelo artístico-político-religioso-cultural. Mas existe uma estratégia aí. Quando judeus decidem ridicularizar judeus, quem tentar fazer o mesmo só estará ajudando a causa. Deixa de ser oponente, vira aliado.

A idéia não é nova. O princípio é o mesmo do homem-bomba que se explode levando consigo dezenas de inocentes. Quem seria capaz de aplicar a pena máxima por homicídio em quem já tomou essa providência? A auto-imolação, o auto-flagelo, a auto-ridicularização — cada uma delas é uma ação que desmonta qualquer reação.

Isto se aplica a diversas situações da vida. Pessoas que se ridicularizam não são ridicularizadas. Lembro-me de um colega de escola que vivia fazendo gozação de si mesmo. Era um verdadeiro palhaço. O resultado? Qualquer pessoa que aparecesse na aula despenteado, fora de moda ou com um ridículo pelinho candidato a barba no queixo era imediatamente ridicularizado. Ele não. Ridículo já era sua condição default.

O auto-ridicularizado não sofre. Quando percebe que vai sobrar pra ele, vai logo dizendo:

— Chefe, sou uma anta! Uma mula! Não mereço viver! Como fui fazer uma besteira dessas? Pode bater, chefe, bate com força que eu mereço.

Quem vai bater num cara assim? Ninguém. Se o chefe for coração mole é capaz até de ficar ali consolando o rapaz:

— Deixa disso, coisas assim acontecem, você até que tem talento, é só prestar mais atenção...

É bom rir de si mesmo. Não dói. Eu faço isso com freqüência e, confesso, motivo é que não falta. Até nas minhas palestras eu começo falando de alguma situação constrangedora e faço pouco de mim antes que a platéia o faça. Sigo tranqüilo, na certeza de que ninguém vai me achar pior do que eu já me achei.

Faça o mesmo. Da próxima vez que der com a testa em um poste, caia na gargalhada. Se olhar ao redor, verá que não está sozinho. Quem não se ridiculariza sofre. Pessoas com medo do ridículo geralmente são inseguras, precisam provar algo para si mesmas e mascarar seus grilos. É provável que sejam do tipo que vive distribuindo pancada, se defendendo ou procurando alguém para culpar.

Você deve conhecer alguém assim. Nunca admite a culpa, nunca se curva diante da crítica, é prepotente e faz uso da força bruta, do cargo ou do berro para intimidar e prevalecer. Gente que compra anti-ácido por assinatura, discute com mendigo e buzina em congestionamento. Vira os olhos, bufa, sapateia e precisa sempre ter alguém por perto para culpar.

Vi um cara assim. Ele tinha estacionado seu Fuscão reluzente em local proibido, numa praça no centro de Santos, perto do cais. O carro ficou com a frente para a praça e a traseira para um big poste assentado em uma ilhota de calçada. Quando passei, ele discutia com o guarda que o multava.

— O senhor sabe com quem está falando? Isso não vai ficar assim! Sou amigo de fulano!

O guarda não estava nem aí. Fazia-se de surdo e mandava ver na caneta. Distraído pelo orgulho ferido, o homem entrou no Fuscão, deu partida, engatou ré e acelerou.

O poste nem balançou quando a traseira o abraçou e o motor do Fuscão decidiu ir sentar no banco de trás. Diante do estrago, e sem poder descarregar sua ira na autoridade que rolava de rir, o jeito foi chutar o poste e a xingar sua progenitora. Se é que poste tem mãe. [>> >>> Envie a um amigo >>]

Use o formulário abaixo para comentar.

resenha resenhas resumo resumos livro livros crítica críticas opinião opiniões literatura literaturas comentário comentários

O Humor Abre Corações ... e Bolsos
ALFREDO FEDRIZZI

O humor é uma válvula de escape para as angústias cotidianas e nos coloca criticamente frente à realidade, preservando o aspecto lúdico. Como diz o publicitário Washington Olivetto, “em tempos difíceis, o humor cresce e se torna quase que um serviço de utilidade pública”.

Foi a partir de um grupo de estudos conduzido por um amigo, o psicanalista Abrão Slavutzky, que Alfredo Fedrizzi teve a idéia de organizar um livro que falasse de propaganda de humor. Ao constatar que o uso do humor na propaganda cresce de maneira impressionante e que as pessoas preferem relacionar-se de forma bem humorada com a vida, ele percebeu que tinha espaço para um livro assim.

O livro procura mostrar, através de entrevistas, artigos, crônicas e pesquisas acadêmicas, o significado do humor para a propaganda hoje e, conseqüentemente, para a vida de cada um de nós, com a leveza que o tema sugere.

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 6 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Recentemente, o Reverendo da igreja que sou membro escreveu um artigo no jornal cujo título e comentário complementam esse artigo:Herdeiros do vitimismo - "o outro é sempre responsável pelo que me afeta e não eu mesmo".
O vitimismo começou com Adão, quando culpou sua mulher e a mulher culpou a serpente.E quem a serpente culpou??
A vida é o resultado daquilo que somos e fazemos. Sem vitimismo, sem projeção, sem racionalização, sem negação, assuma!

Enviado por Camila em 24/02/2006


A pessoa agressiva está sofrendo e procura a culpa nos outros para aliviar sua dor. É importante ouví-los com compaixão e tratar a raiva como um bebê que chora pela mãe no meio da noite querendo apenas "colinho".

Enviado por Deise Capece em 21/02/2006


Muito bom o texto.

Enviado por Daniel em 18/02/2006


O que faz o veneno é a dose.
"até mesmo a bondade se em demasia morre do próprio excesso" (Shaskepeare)
Ridicularizar-se por demais torna uma pessoa um tanto insuportável... Chata
Tanto quanto quem nunca admite a culpa...
Os dois extremos, são insuportáveis
(goste da crônica) ;)

Enviado por Amanda Nogueira em 17/02/2006


Engraçado, fazendo isto que estou fazendo eu reforço sua teoria e minha condição, se esta cronica me chegasse ontem talvez eu não a entendesse na sua essencia, mas hoje sinto-a minha realidade e creio que a partir dai com a ajuda de Deus possa mudar e viver uma vida verdadeira

Enviado por Ana em 17/02/2006


pessoas assim, que adoram colocar a culpa nos outros, trabalham comigo. continuo utilizando meu cinismo ou o quê? sei que é complicadíssimo!

Enviado por Pam em 17/02/2006


Publique aqui seu Comentário. Ele ficará visível nesta página. Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do autor deste blog.

Quer falar em particular? Envie um e-mail para
contato@mariopersona.com.br

*Nome (obrigatório):

E-Mail (opcional):

Site (opcional):

Comentário

Código de segurança anti-spam:
Digite aqui em letras maiúsculas)


Leia outros textos nos
arquivos.

Gostou do CAFÉ?
Anote no guardanapo e convide alguém!

De: ....
Para:
Comentário:


*Preencha todos os campos.

Mario Persona CAFE


Subscribe Free
Add to my Page

Cardápio Profissional:

Palestra Palestra com Manteiga
Planejamento Planejamento Light
Comunicação Comunicação Quente
Redação Redação com Ovomaltine
Tradução Tradução Inglesa
Experiência Experiência ao Ponto
Imprensa Imprensa na Chapa
Contato Fale com o Garçom

After Hours: Quero Contar, True Stories, Chapter-A-Day, O Pintor em Minha Janela

Copie o endereço RSS para seu leitor de feed O que é RSS?

Livros de Mario Persona

"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



Vida, Carreira & Negócios - PodcastOneVida, Carreira & Negócios - PodcastOne


Powered By Greymatter

Copie o endereço RSS para seu leitor de feed O que é RSS?

 

 

Home | Planejamento | Comunicação | Redação | Tradução | Palestras | Coaching | Crônicas | Experiência | Imprensa | Contato

© Mario Persona Consultoria Ltda. contato@mariopersona.com.br Tel (19) 3038-4283 / Cel (19) 9789-7939 - Limeira - SP - Brasil

moving on, marketing de gente, gestão de mudanças em tempos de oportunidades, receitas de grandes negócios, crônicas de uma internet de verão


© Mario Persona

BlogBlogs.Com.Br Who links to my website?