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"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
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Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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09/02/2006 O case do blog corporativo
por Mario Persona

Eu não disse que não voltaria a falar em blog, disse? Pois então voltei. É que em "Cenas de Nudez" comentei o poder terapêutico dos blogs para quem quer despir sua personalidade oficial e expor as oficiosas. Ou simplesmente exercitar músculos do cérebro e do coração.

Faltou falar do blog corporativo, a coqueluche do momento. Pelo menos para quem tem um blog pessoal que não tem nada a ver com uma corporação e acha que todas deviam ter um também. A verdade é que nem toda empresa está preparada para ter um blog. Por que? O problema é cultural.

Primeiro porque é muito mais difícil criar um blog corporativo do que um site institucional, principalmente para empresas e agências que acham que tudo deve ter cara da propaganda. O blog é humano, tem personalidade. Pensa como gente, fala como gente e tem cara de gente, não logomarca.

Veja o case Microsoft. (Se eu não escrevesse "case" o pessoal corporativo nem iria ler). Partiram para um novo paradigma. ("Paradigma" também). A empresa não criou o "Blog da Microsoft", mas é Robert Scoble, blogueiro da Microsoft, quem bloga no "Scobleizer", que nem fica no domínio da empresa. Assim criam empatia (olha "empatia" aí) com seu público para um desenvolvimento sustentável do diálogo. (Bingo! Com "desenvolvimento sustentável" eu fecho o parágrafo dedicado aos amantes da linguagem corporativa... oops! Faltou "sinergia"!).

Quem escreve o blog da empresa é uma espécie de ombudsman, um representante do cliente na empresa. Para isso a pessoa — ou mesmo o ghost-writer, a agência ou equipe por detrás da pessoa — precisa ter muito tato, saber acatar críticas e transformá-las em diálogos construtivos para todos. Não, isso não é fácil.

O blog deve ser também uma caixa de sugestões e reclamações — e pode esperar mais reclamações do que sugestões — uma espécie de pára-raios. Por isso blogar é uma ciência — veja só, já virou verbo e ciência! — que se aprende fazendo. Mas tem ainda um outro papel importantíssimo do blog corporativo. Publicidade.

Ninguém é bobo de achar que a empresa está investindo aquela grana toda só para entreter os leitores. O blog existe como canal de comunicação com o público, mas também para promover a empresa, seus produtos e seus serviços. Ponto, mas não final. Tem mais uma coisinha.

Se você pretende criar um blog em sua empresa, não faça dele saquinho de padaria. Daqueles cheios de jargões do tipo "vendemos bem para vender sempre", "nossos produtos são feitos com matéria-prima ótima qualidade" e coisas assim. Ninguém na blogsfera acredita num papo assim.

Imagine que você é dono de uma empresa fictícia, a "PãoSoftware", blogando para dizer que seus clientes reduziram custos de mão-de-obra depois de adotarem seu sistema "Heads Off 2.0". Aí você contrata uma agência qualquer para criar seu blog, o "Saquinho On-Line", e publicar:

"O 'Heads-Off 2.0' proporciona uma economia de até 30% nos custos de mão-de-obra, sendo o melhor em sua categoria e... blá, blá, blá..." Você voltaria amanhã para ler um blog escrito por um gerador de lero-lero publicitário? Nem eu. Já viu algum assim? Eu também.

Ponha um ser humano para falar língua de gente e a coisa muda. Como? Contrate o Zé para criar o "Blog do Zé", que todo mundo sabe que trabalha para a "PãoSoftware" e vai puxar a sardinha para a brasa da empresa. Só que ele é o Zé e sabe puxar a sardinha com jeito. Bloga aí, Zé!

"Nossa! Deve ter gente por aí querendo me ver pelas costas. É que circulou um e-mail por aqui contando de uma empresa que cortou 30% de mão-de-obra depois que o 'Heads-Off 2.0' foi instalado. Pior que eu conheço uma garota que vai dançar..."

Tudo bem, não precisa ser tão cruel, mas seja humano. Tem assunto que não dá? Depois que meu filho criou seu blog www.LucasPersona.com.br para publicar crônicas humanizando assuntos como Proxy, Object-Oriented Programming e Aspect-Oriented Programming eu não duvido de mais nada.

O importante é que, além de ser humano, ter cara e falar como a gente fala, o blog corporativo precisa acatar a opinião do cliente e evitar cenas como a que observei em um hotel:

— O colchão é péssimo, tenho problemas de coluna e não consegui dormir; estou morrendo de dores nas costas! — queixou-se a cliente, pleiteando a troca do colchão.

A gerente não titubeou, escoiceou logo seu script de vendas:

— Então por que a senhora não aproveita para conhecer nossos serviços de massagem?


Após a publicação desta crônica comecei a receber links de blogs corporativos.


  • Blog Bombeamento - Se você achava que o assunto "bombeamento" não dava blog, veja este aqui da Hidrovector, uma empresa de soluções para bombeamento.

  • Blog Oficial da Locaweb - A Locaweb é onde me hospedo no mundo virtual. É excelente e sempre sai na frente, com soluções como o Podcast.


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Todo Marqueteiro é Mentiroso!
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Todo profissional de marketing conta uma história. E se eles fazem isso direito, nós acreditamos neles. Nós acreditamos, por exemplo, que vinho é mais gostoso numa taça de $20 do que numa taça de $1, e acreditando, isso se torna verdade. Profissionais de marketing bem sucedidos não falam sobre vantagens, nem mesmo sobre benefícios. Em vez disso, eles contam uma história. A história na qual as pessoas querem acreditar. O livro mostra que toda organização deve entender que as regras mudaram. Todas as empresas precisam fazer marketing para se manterem competitivas, e fazer marketing é, essencialmente, inventar histórias.

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 3 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Mário, muito bom mesmo esse texto!
Estou pensando em fazer um blog, meio que corporativo,e ter essa leitura me "abriu" a mente.
Quando eu entrar a blogosfera(além de verbo é um mundo!rs), espero poder publicar algumas crônicas suas e que você visite e me dê sugestões!

Um abraço!

Enviado por Mayara Sampaio em 26/02/2009


Gostei do texto Mário. O espírito da coisa está aí mesmo. Uma abraço do Beto.

Enviado por Roberto Machado em 29/08/2007


teste

Enviado por Mario Persona em 02/03/2006


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"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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