Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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27/01/2006 Profissão palestrante
por Mario Persona

:( Outro dia, durante uma apresentação, um palestrante disse: "Se você sacudir aquela árvore do outro lado da rua, cairão uns dez palestrantes". Verdade? Pode ser. O aumento do número de profissionais de palestras, workshops, cursos e treinamentos é reflexo da sofisticação de uma sociedade. É sobre isso que falo na entrevista que dei para o Clube do Palestrante e que você pode ler também aqui.

Clube do Palestrante: O senhor considera ser palestrante uma carreira?

Mario Persona: Acho que ser palestrante acaba sendo uma conseqüência de uma carreira. Quando você tem alguma atividade, acaba extravasando o conhecimento que tem dela e isso se torna então uma nova carreira. Porém, sempre como conseqüência de uma carreira que você já trilhou antes.

Acredito que em todas as profissões, carreiras, formas de trabalho, enfim, em qualquer atividade humana, você tem características que são inatas, em que as pessoas têm uma determinada facilidade de lidar com uma característica em particular e assim acabam por se sobressair.

Para um palestrante é importante ter uma experiência passada, porque ele nada mais é do que um futuro. Ele ensina e motiva as pessoas, baseado em experiências que já viveu ou conheceu. Na minha opinião, para isso é preciso um preparo anterior, mas o talento e a habilidade naturais pesam muito.

Clube do Palestrante: Existe uma certa idade para ser palestrante?

Mario Persona: Depende da área em que ele vai atuar. Se vai atuar numa área de aconselhamento empresarial, assessoria empresarial, na parte de estratégias ou coisas assim, não que seja essencial, mas é necessário ter uma certa experiência.

Isso que estou falando pode ser o contrário no caso de grandes empresas ou grandes idéias que surgiram justamente da cabeça de jovens sem experiência nenhuma. Mas é claro que em algum momento eles precisaram de alguém com experiência para fazer a empresa funcionar.

Em algumas áreas, como a de esportes, por exemplo, os esportistas geralmente são pessoas jovens, eles estão na ativa, estão com o sangue fluindo livre pelas veias. E é claro que eles têm uma capacidade muito maior para falar de esportes do que alguém como eu que está com pouca atividade física ou coisas deste tipo. (risos)

Há outros exemplos como pessoas que começaram desde muito cedo na carreira de músico ou especialistas da área de informática, que é uma área nova em que os jovens têm feito coisas extraordinárias. Enfim, tudo vai depender de qual será o tema e qual será o público para o qual ele vai falar.

Clube do Palestrante: Porque o senhor acha que existem mais palestrantes homens do que mulheres?

Mario Persona: Os homens, até por uma questão cultural da nossa sociedade, estão mais atuantes na sociedade, no mercado de trabalho. Não que eles sejam melhores, mas têm uma atuação mais antiga no mercado de trabalho. Grande parte das empresas é dirigida por homens, mas isso está mudando. O homem tende então, a tomar esta posição de primeiro palestrante, os números mais significativos de palestrantes são formados por homens. Mas tem surgido uma leva de excelentes palestrantes mulheres, com um recado para dar, que nós homens não conseguimos.

Como eu falei da diferença de idade, existem também diferentes naturezas de palestras. Cada um, homem ou mulher, terá que fazer sua parte dentro da sua área de atuação. Nós somos bem diferentes, sabemos disso desde crianças, então, existem habilidades e capacidades diferentes.

Eu acredito que logo o mercado começará a perceber que as mulheres têm algumas habilidades a mais que os homens na comunicação, por exemplo. Elas têm um poder de comunicação muito grande, têm uma intuição muito apurada. Elas conseguem perceber as nuances de comportamento de uma platéia. E por isso elas são muito hábeis no tratamento com o público.

Eu acredito que é só uma questão de tempo, até nós termos mais mulheres atuando. É claro que elas não estarão atuando como homens, assim como os homens não atuarão como mulheres. Elas vão atuar dentro das características que têm e que são próprias. Nós não vamos ter uma substituição do mercado masculino, nós vamos ter uma complementação. No Brasil nós temos muitas mulheres complementando aquilo que os homens não sabem fazer, ou tentam fazer e fazem mal feito.

Clube do Palestrante: O senhor acha que no Brasil temos bons palestrantes ou está faltando qualificação?

Mario Persona: Eu acredito que tem muita gente boa no Brasil já dando palestras. Temos excelentes palestrantes, excelentes profissionais, acredito ainda, que talvez o público ainda esteja amadurecendo, porque estamos caminhando para uma sociedade cada vez mais voltada para os serviços, como acontece no países mais desenvolvidos. Isso vai acontecer, pouco a pouco, naturalmente, no Brasil.

Quando você vai refinando a sociedade, tendo uma sociedade mais voltada para o conhecimento, obviamente, você vai refinando também o público, as pessoas têm um maior grau de instrução, vão adquirindo mais cultura e elas começam a ser mais exigentes e seletivas na contratação de palestrantes.

Então, neste momento, haverá uma filtragem, os palestrantes terão que ser pessoas muito mais profissionais, muito mais preparadas nas atividades que exercem, porque o público vai estar mais exigente e também vai existir uma compartimentação maior de atividades, de disciplinas, de palestras, onde o publico saberá escolher o palestrante com determinada qualificação.

Eu me lembro que no ano passado, um empresa me consultou querendo todo um trabalho na área de logística da informação. É um assunto que domino então pesquisei no site dessa empresa, para desenvolver uma proposta voltada para as necessidades que ela me colocou.

Apresentei a proposta, passou um tempo e eu não recebia resposta alguma. Entramos em contato e descobrimos que eles tinham contratado um mágico. Então, o que tinha acontecido ali? A pessoa que fui incumbida pela contratação, não sabia o que a empresa queria ou de quê precisava no momento. Eles estavam precisando muito mais de um trabalho motivacional, o evento era mais festivo, do que de um profissional para preparar algo sobre o mercado, ensinar algumas novas competências.

Numa outra empresa, por exemplo, onde eu desenvolvi um trabalho de gestão e mudanças, eles planejaram maravilhosamente bem. Era uma semana da qualidade, fiz a palestra de abertura, criando então o caminho para todos os outros que viriam naquela semana, como consultores contratados, internos, etc. E, no último dia, fecharam aquela semana com um churrasco para todos os colaboradores e um circo empresarial.

Foi algo maravilhoso, porque eles souberam colocar cada atividade, cada tema, cada perfil, no momento certo. Começou preparando o caminho e fechou com um momento grandioso e festivo, alegre e divertido. Aquilo marcou muito, tanto que eu voltei outras vezes e os outros profissionais também, porque eles souberam aplicar o projeto, souberam como investir.

É muito importante que a empresa que contrata saiba o que quer para ter os resultados que ela busca. Porque em alguns momentos ela vai precisar de alguém que chegue lá na frente, não conte nenhuma piada e ensine várias coisas e o pessoal saia com algo novo. Em outros momentos, vai precisar que eles aprendam, mas aprendam com bom humor, etc.

É importante que a empresa aprenda a conviver com os palestrantes ou escolher estes profissionais e se aperfeiçoem em relação à cultura e à aquisição de serviços de palestrantes.

Clube do Palestrante: O palestrante é individualista ou está faltando um espaço em comum?

Mario Persona: Alguns palestrantes têm uma certa característica em que evitam compartilhar experiências ou até buscar um contato maior com os outros palestrantes.

Quando você tenta reunir estes profissionais, alguns estão com o foco voltado para a atividade de palestrante, outros têm atividade de palestrante concomitante com outra.

Eu sou professor e consultor, em uma atividade eu aprendo para outra. Quando estou dando uma palestra, estou aprendendo coisas na empresa. Quando dou consultoria aproveito coisas para usar nas palestras e nas aulas.

Então, eu não tenho a profissão palestrante como a minha profissão. Eu sou consultor, professor, palestrante, sou ator. Você vai encontrar, por outro lado, palestrantes que são extremamente profissionalizados para atuar como palestrantes, então nem sempre você vai conseguir amalgamar estas pessoas, porque alguns terão uma porcentagem de seu interesse voltado apenas para o que concerne a ser e atuar como palestrante.

Clube do Palestrante: É fundamental o palestrante ter uma infra-estrutura como livros, sites, colunas?

Mario Persona: Eu acho que é até porque hoje eu tenho uma técnica muito apurada na área de Internet, com a qual trabalho desde 1995. Meu site recebe cerca de 40 mil pessoas por mês, fiz algumas experiências aqui, buscando pela palavra palestrante e encontrei mais de 360 mil, e de repente meu site aparece em 2º ou 3º lugar, algo assim.

Isso é muito importante para mim, acredito que 99% dos meus clientes chegam através do site de busca. Uma grande parte vem também dos meus artigos e crônicas já publicados por cerca de 370 veículos. Esta uma estratégia minha de comunicação.

Por isso eu acho importante! O palestrante é um comunicador, ele é um profissional da área de comunicação, ele tem que saber não só falar em público, mas saber se comunicar usando todos os meios possíveis de comunicação. Ele tem que saber como atuar hoje dentro do mercado como um todo, atingindo seu público, utilizando diferentes formas de comunicação.

Ele tem que ter, de preferência, a habilidade de escritor. Se vou a um lugar e falo para a pessoa que sou empresário, consultor, ou qualquer palavra assim, existe todo um respeito. Existe ainda mais se se fala que é autor e escreveu tantos livros. Porque o livro, por menos que o autor brasileiro ganhe, é o que mais status concede a um palestrante.

Clube do Palestrante: Então, em sua opinião todo palestrante deve escrever um livro?

Mario Persona: Se tiver é melhor, se ele puder escrever um livro é excelente. Porque confere uma credibilidade muito grande. O importante é que o palestrante tenha um livro e uma editora, daí terá uma boa distribuição também, fundamental no processo de edição. Isso vai mudar com o tempo, cada vez mais você terá o poder de comunicar e de vender via Internet, como acontece com a música hoje. Alguns cantores começam a vender eles mesmos, e num processo lento, acontecerá com o autor. Agora é importante o palestrante ser autor, ele tem hoje a chance de escrever para sites ou jornais e revistas. Isso realmente abre portas e é importante para a carreira e para a imagem dele.

Clube do Palestrante: Resuma a sua história. Como foi o seu início com as palestras?

Mario Persona: A minha história como palestrante começou quando eu morava no meio do mato, criava cabras e me congregrava numa pequena congregação de cristãos. Numa certa noite, me convidaram para falar. Eu não sabia como falar em público, então, eu fui me preparar para falar e como na congregação seria difícil me preparar, eu fui treinar com as cabras, numa casinha de palha que tinha em meu sítio.

Meu primeiro público foram as cabras! (risos) Eu até me orgulho disso, nenhuma delas me vaiou naquele dia! Ao logo do tempo fui adquirindo experiência para falar em público, era convidado várias vezes para falar e nunca era remunerado, por mais de 20 anos eu falei em público.

Trabalhei também no Banco Itaú, mas não como palestrante, trabalhei na área de negócios, assim como na Themag e na Companhia do Metrô. Dirigi uma editora durante dez anos, fui diretor de comunicação e hoje desenvolvo palestras, consultoria e estratégias e redação para Internet. Tenho cinco livros, um curso de multimídia para consultórios médicos, e mais um livro deve sair até o ano que vem.

Clube do Palestrante: Nesta experiência como palestrante, qual foi sua saia mais justa?

Mario Persona: Saia justa eu tive uma vez, na faculdade. Eu era mágico num grupo de teatro para entidades assistenciais e abri aquela caixinha, da qual tiramos lenços. Então perguntei para a platéia: “O que tem aqui dentro?” E o pessoal respondeu: “Um espelho!” Eles viram o truque da mágica!

Como profissional eu me lembro de uma palestra que dei para funcionários do Banco do Brasil, de várias agências, que foram reunidos para um evento de três dias de treinamento. Fechei o evento e até brinquei que eu acabei com o evento deles! (risos)

Porque no encerramento contei que meu pai foi funcionário do banco até se aposentar, depois faleceu e eu fui criado na família Banco do Brasil e era sempre aconselhado pela minha mãe a seguir carreira lá porque existia a possibilidade de se ter uma vida muito boa.

Aquilo tinha um lugar muito forte no meu coração. Dei a palestra com o coração na mão, porque eu estava falando para as pessoas que eram amigas, que eu nunca conheci, mas que viviam no mesmo ambiente em que eu vivi. E no final da palestra eu quis brincar com a idéia, que minha mãe sempre falava: “Filho vá trabalhar no Banco do Brasil!”.

Eu contei essa história para eles e tentei brincar com isso no final, dizendo: “Gente, vou sair daqui agora e vou ligar para minha mãe, e vou dizer para ela que agora eu trabalho no Banco do Brasil!”.

Mas quando eu fui falar isso, me deu um nó na garganta, vieram à tona todos os sentimentos que tinha de infância e eu comecei a chorar na frente da platéia. Logo, não falei mais nada, o que eu fiz foi baixar a cabeça e sair. Uma pessoa que estava me acompanhando percebeu e correu lá para encerrar.

Eu pensei que seria expulso do recinto, mas pelo contrário, as pessoas vieram me abraçar, muitas delas chorando, emocionadas, porque realmente foi um discurso de coração para coração.

É um privilégio que você tem nesta área, quando você pode falar assim com as pessoas.

Clube do Palestrante: Qual é a delícia de ser palestrante?

Mario Persona: Nunca existe uma segurança de que as coisas vão sair bem. Então você entra no palco, sempre sabendo que algo poderá dar errado e que os olhares poderão ser contrários.

E tem o humor da platéia. Você pode pegar a platéia num mal dia! Ela é um organismo, às vezes acorda bem, às vezes acorda mal, está de bom ou mau humor. Tem também a influência do horário e o tempo que você tem para falar. Então, o palco é um lugar perigoso, quando você entra tem alguns minutos para descobrir em que ambiente está andando para depois começar a desenvolver.

Creio que todo palestrante sente isso, mas há alguns receios. Eu tive cãimbra no meio de uma palestra. Meu pé sofreu cãimbras terríveis e eu não podia fazer nada, eu tinha simplesmente que continuar, me posicionar da melhor maneira que eu pudesse!

Existem essas coisas, mas existe também a gratificação de terminar uma palestra e a pessoa dizer: “Mário, eu precisava ouvir isso!” Ou algo deste tipo. Já recebi e-mails que me deixaram emocionado. Depois de uma palestra que eu achei que não foi legal, em que eu senti que não estava nos meus melhores dias, recebi e-mails de pessoas dizendo que era exatamente aquilo que elas precisavam escutar, que aquilo ajudou muito na carreira.

Fora outras pessoas que escrevem depois de meses após algum evento e dizem que hoje estão em uma determinada posição, ou trabalhando em um determinado lugar e agradecem os conselhos e conceitos que compartilhei. Isso é muito importante e gratificante para qualquer pessoa que trabalhe na área de palestras, como para professores também, que têm muito em comum com o palestrante neste sentido.

Clube do Palestrante: Quais os conselhos que o senhor daria para quem quer seguir esta carreira?

Mario Persona: Primeiro, seja humilde! Ninguém gosta de pessoas orgulhosas, pessoas soberbas, para ensinar alguma coisa, se posicionando como o maioral, o que sabe tudo. Eu acredito que se você quer ser um palestrante, tem que ser um aprendiz!

E só quando estiver na posição de aprendiz é que poderá ensinar. Porque no momento em que se colocar só a ensinar, você deixará de aprender e se deixa de aprender você não tem nada de novo para passar.

Comece com humildade e aprendizado contínuos. Leia sempre, assista à palestras de outras pessoas, a gente aprende uns com os outros nesta área, ninguém sabe tudo, nenhum é o melhor, todos são bons naquilo que fazem, alguns são melhores em alguns momentos e péssimos em outros. Há de se ter esta humildade e este posicionamento de um contínuo aprendiz. Isso é o essencial, porque o conhecimento que irá passar são das coisas que aprende.

Já tive um caso de fazer uma declaração, numa palestra em Fortaleza, e um senhor de certa idade me dizer que era professor da universidade local e que eu estava enganado, que o que eu falei não era bem daquele jeito. Então, eu falei que estava ali para ensinar e que acabei por aprender e agradeci a oportunidade que ele me deu.

Outro ponto importante é estar sempre preparado para pedir desculpas, reconhecer eventuais erros e se de repente você não está preparado ou não sabe responder a uma determinada resposta, falar a verdade, dizer que não sabe, que vai pesquisar, mas que depois responderá. Ninguém vai à palestra para ouvir Deus, eles vão ouvir seres humanos. Então, a humildade, acima de tudo, é essencial!

Também é importante para o novo palestrante falar, trabalhar com entidades, escolas e universidades para saber se comportar diante de um platéia e estar melhor preparado. >>>> [>> Envie a um amigo >>]

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Como Falar em Público e Influenciar Pessoas no Mundo dos Negócios
DALE CARNEGIE

Este livro eu não li, mas é do mesmo autor de Como fazer amigos e influenciar pessoas", um clássico do relacionamento comercial que eu um dia comprei relutante, achando que o título tinha algo a ver com "como enganar pessoas". Fiquei surpreso com a candura do autor ensinando que para influenciar pessoas é preciso ser simpático, gentil, ajudá-las e coisas assim. Aquilo que aprendemos de nossa mãe. Por isso fico à vontade para indicar "Como falar em público".
Este livro tem por objetivo revelar princípios básicos do autor - saber o que dizer, e dizê-lo com sentimento, vivacidade e clareza - aplicados nas relações comerciais e empresariais. Negócios, vida social e satisfações pessoais dependem, grandemente, da capacidade de uma pessoa comunicar aos semelhantes aquilo que ela é, o que sente e em que acredita.
Por isso o livro tem grande utilidade tanto para aqueles que desejam apenas agir com maior facilidade e autoconfiança para finalidades práticas como para os que buscam expressar-se mais completamente como indivíduos que procuram uma realização pessoal mais profunda.

E a gorjeta, doutor?


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OLÁ ...
MEU NOME É FABIO E ME INTERESSO
EM TRABALHOS DE PALESTRAS...
GOSTO DE PUBLICIDADE E GOSTARIA DE SABER SE HÁ POSSIBILIDADES DE QUE EU PARTICIPE DE SEU GRUPO...
SEREI GRATO EM RECEBER ESTAS INFORMAÇÕES ME DISPONHO A TRABALHO.

Enviado por FÁBIO em 18/10/2006


Agradeço muito o texto exposto, em muito me ajudou. Tenho comigo uma convicção de que quero ser palestrante. Tenho realizado apresentações em empresas clientes, treinamentos em empresas que atuei, em faculdades (FATEC/ FAAP), entidades de classe como ABRACI. Atualmente como distribuidor independente, ministro algumas palestras para novos colaboradores do ramo, enfim sou amante do conhecimento, aprendizado contínuo e principalmente do ser humano. A interação dos seres é a grande escola e o texto publicado em muito me ajudou a desejar ainda mais me tornar um palestrante.

Mais uma vez muito obrigado.
Marcos Pedrão

Enviado por Marcos Pedrão em 06/03/2006


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"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
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Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
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