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"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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23/01/2006 Sem legenda
por Mario Persona

Sem legenda

;) Conhece alguém com pós-graduação e sem um segundo idioma? Conheço muitos assim, gente que só entende inglês com legenda. Erraram na prioridade. Antes até da pós-graduação, saber outro idioma é condição para se obter uma boa colocação.

Quem vai contratar alguém com MBA que não sabe traduzir "Master in Business Administration"? Isso só para falar do inglês que é para o mundo ver. Tem ainda o espanhol dos hermanos ao lado e o mandarim que chinês falava para vender pastel e hoje fala para vender até quibe para libanês.

Na Inglaterra já tem até escola fazendo do mandarim matéria obrigatória, enquanto a China caminha para se transformar na maior população falando inglês fora do império onde o sol nunca se põe. Shakespeare podia até aceitar que Julieta fosse interpretada por um homem no teatro da época, mas dificilmente engoliria isso.

Em 1972 comecei — e nunca mais parei — a aprender inglês graças a um programa que enviava jovens para estudar nos EUA e trazer calças Lee para parentes e amigos. Fui, mesmo sendo zero à esquerda em inglês. O programa era assim, você pagava, fazia um exame rigoroso para provar que sabia inglês e, se o cheque não voltasse, estava aprovado.

Quando cheguei lá procurei a legenda nos pés dos americanos e não encontrei. Como o espanhol ainda não era o idioma predominante lá, entrei em pânico. Passei a responder "Yes" ou "No" aleatoriamente para tudo que fosse parecido com pergunta e, dependendo da cara que a pessoa fazia, eu trocava "Yes" por "No" e vice-versa. E fui levando.

Meu maior vexame pedir para ir ao banheiro durante a aula. Achava que era só levantar a mão e dizer "WC", que era o que aparecia escrito nas portas daqui. Já tentou pronunciar "W" em inglês? A aula parou e passei uma eternidade tentando explicar para a professora o que eu queria fazer sem apelar para a linguagem corporal. Enquanto a classe ria a bexiga sofria.

Como detestava gramática decidi aprender inglês imitando. Até ganhei um concurso com uma poesia publicada no "1972 Anthology of Selected High School Essays". Voltei fluente no idioma e virei intérprete e tradutor. Em 1978 traduzi o primeiro livro, de graça, quando ainda era universitário.

O livro era sobre parto natural, publicado por uma comunidade hippie em Nashville. Felizmente a editora preferiu publicar a tradução de outro voluntário que era médico e conhecia melhor o vocabulário. Com minha pouca experiência existia o risco de alguma leitora-mãe jogar fora o bebê e criar a placenta.

Desde então traduzi vários artigos e livros, mas continuo aprendendo, porque no aprendizado não existe ponto final. "Desconfio do tradutor que se gaba de transportar qualquer texto de uma língua para outra à primeira vista, com facilidade igual, sem jamais recorrer aos dicionários. O máximo que ele deve aspirar não é saber de cor uma língua estrangeira (pois nunca se chega a conhecer a fundo nem sequer a materna) e sim a adquirir um sexto sentido, uma espécie de faro, que o advirta de estar na presença de uma acepção desconhecida de uma palavra, ou então de uma locução de elementos inseparáveis intraduzível ao pé da letra, idiomatismos que fazem parte do lastro de ouro de uma língua estrangeira", escreveu Paulo Rónai no livro "A Tradução Vivida".

A segunda coisa que aprendi nos EUA e me ajuda até hoje é digitação. Na época o nome era datilografia, praticada em um aparelho chamado "máquina de escrever", uma espécie de processador de textos com monitor de papel. Os mais velhos conhecem.

Como aconteceu com o inglês, saí de lá sem ter aprendido tudo de datilografia. Teclas de acentos, porque lá não existiam, e números, porque faltei à aula. Por isso até hoje olho para o teclado na hora de digitá-los. Mas pelo menos sei o que quer dizer MBA e não preciso olhar nos pés de quem fala inglês para procurar pela legenda.



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E a gorjeta, doutor?


Respostas: 7 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

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Enviado por qvyu1b4@yahoo.com em 20/04/2006


Falar outras línguas torna-se essencial para se comunicar no mercado globalizado. No caso brasilero, entretanto, com uma educação pública precária, isso ocorre com dificuldades (execeto se a criança for um gênio autodita), pois o aluno realmente aprende outros idiomas na faculdade ou em cursinhos (quando pode paga-los), enquanto em outros países há o ensinho de várias línguas desde os primeiros anos na escola pública. Isso deve ser superado e seu excelente artigo contribuiu muito!

Enviado por Charlene em 11/02/2006


Bem, eu estou terminando minha faculdade e ainda nao falo outro idoma... Tenho vontade de fazer intercambio na Argentina ou em outro país do mercosul. Alem do Espanhol qual idioma devo aprender, o ingles ou o chines?

Enviado por Willian Gans em 24/01/2006


Lembra quando se aprendia francês na escola (às vezes, no lugar do inglês), e o alemão em vez do espanhol?
O inglês foi tomando cada vez mais espaço, especialmente com a internet. Mas o Mario tem razão, dizem que a próxima onda será o mandarim.
Para as crianças, diz-se que o estudo do mandarim (ideogramas) juntamente com a lingua materna ou mesmo o inglês, ajuda a desenvolver os dois lados do cérebro.
Uma escola muito conceituada em SP já adotou esta metodologia, e é muito engraçado assistir as apresentações onde crianças ainda muito pequenas, loirinhas, ruivinhas e moreninhas cantam como verdadeiros chinesinhos...
Mas o ponto crucial é que, hoje em dia - e daqui pra frente, cada vez mais - é inconcebível um profissional sem, pelo menos, o inglês.
Meu filho tem 8 anos, e quando navega pela internet, já sente falta de ler o inglês (muito embora ele fale e compreenda o idioma - modéstia a parte).
Bom, falei demais... Talvez porque concorde plenamente com vc, Mario.

Um abraço,
liz

Enviado por liz bittar em 24/01/2006


Nossa Mário! Em outros tempos poderia dizer q fui salva pelo gongo. Mas, hoje fui salva por seus ensinamentos.
Valeu!!

Enviado por karla em 24/01/2006


Morei alguns meses na Espanha,em Leon, e quando sai daqui era confiança pura a respeito do idioma. "Espanhol é parecido com Português" vai ser facil. Fui visitar parentes e logo no aeroporto em Madri, me senti na lua ou marte e sem legendas. Senti na pele o quanto é importante um segundo idioma, desde então batalho para me aperfeiçoar sempre.

Enviado por Patricio Gomes em 24/01/2006


Imagine... passei por essa mesma situacao quando viajei pela primeira vez para o exterior. Pensei exatamente isso (cade a legenda?)
Hoje morando ha 8 anos no exterior em uma cidade internacinal muitas vezes me deparo com indianos, chineses, russos falando ingles e me vem a mente a mesma pergunta cade a legenda!
Adorei o artigo muito bom

Enviado por Rosinha Honfi em 23/01/2006


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"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
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"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
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