Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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12/10/2005 Campanha do desamamento
por Mario Persona

Campanha do desamamento

:D Agora desamou geral. Não que o pessoal se amasse tanto assim, mas não esperava tamanho desamamento como o que essa campanha gerou. Parece que conseguiram dividir o país no meio. Agora temos prós e contras, e nem somos Nicarágua. Aos com terra e sem terra, com casa e sem casa, juntaram-se os com arma e os sem arma. Pelo menos na discussão, quem está armada é a confusão.

No botequim, no fórum na Internet, na propaganda da TV, já está parecendo que os do SIM querem matar os do NÃO, e estes querem fuzilar os do SIM e as razões vão desde o "porque sim" ao "porque não". Parece a conversa de telefone que ouvi certa vez, de um sujeito brigando com alguém:

— Hein?! Você vai me matar? Pois fique sabendo que se você me matar eu também mato você!

Pode? Só se for de susto, na base da alma penada. Enquanto isso os caipiras aqui do interior já decidiram: vão continuar rezando para as "armas".

E se disso tudo eclode uma revolução? Já pensou? Aí a TV iria chamar de "Campanha Morte pela Vida". Ou "Vida pela hora da morte", se fosse passar na hora do noticiário econômico. Será que os que votam contra as armas pegariam nelas para lutar? E os que são a favor, não seriam tentados a vender armas para os do contra?

Felizmente até aqui o desamamento só ficou na xingação e no papo, que nem briga de menino. A ideologia, na prática, nem sempre segue o mesmo rumo. Foi a lição que aprendi quando tinha 7 anos de idade. Me botaram no judô, só porque toda criança estava indo para o judô e era preciso aprender auto-defesa. Fui contrariado. Até hoje sou do tipo que acha que meu maior perigo anda dentro de mim. Então auto-defesa, para mim, é saber defesa própria. Como em auto-conhecimento, auto-ajuda, auto-escola.

Então um dia dois coleguinhas se pegaram de mal jeito no tatame e um começou a chamar o outro de sutiã. Sabe como é, aquela de "Pula no peito se for homem". Homem?! Uns catatauzinhos de meio palmo de altura enfezadinhos que nem saúvas. O acerto de contas ficou para a saída.

Na calçada vi os dois mais faixa alguma coisa da turma — deviam ser faixa cor-de-burro-quando-foge ou algo graduado assim — se atracarem aos tapas, murros e arranca-cabelos. As técnicas usadas estavam anos-luz das reverências que aprendíamos no tatame. Depois saíram os dois chorando, pois eram crianças. Foi meu último dia de judô. Desacreditei.

Agora fica esse arranca-cabelos na TV, no rádio, no jornal. O desarmamento cheira a armação. Quando o mágico faz mágica, só descobre o truque quem olha para a outra mão. Não para a que ele está mostrando, mas para aquela que está escondendo. A habilidade do mágico está em chamar a atenção para o lugar errado, para onde não está acontecendo absolutamente coisa alguma.

O referendo não tem nada a ver com armas SIM ou armas NÃO. Isso é tudo uma grande bobagem. O que a outra mão está fazendo é o que importa. Podia ser um referendo para ver quantos brasileiros são a favor ou contra a demolição do Maracanã ou se o João deve se casar com a Maria no final da novela. Seria a mesma coisa.

O tema "armas" é bomba de fumaça e um referendo semi-ganho cai como uma luva e é menos arriscado do que o do Chavez (não o Chapolin, o outro), que tinha riscos. É por isso que nessa história o SIM tem poder de NÃO na comunicação do modo como foi feita, porque quem é do SIM é do bem, e quem é do NÃO é do mal. Viu o que escrevi sobre a comunicação do referendo?

O que importa é o que a outra mão está fazendo, enquanto todo mundo só enxerga armas e municia a discussão. Tem que olhar pra onde ninguém tá olhando, pra onde ninguém tá olhando... [>> Envie a um amigo >>]

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Arte da Guerra para Quem Mexeu no Queijo do Pai Rico, A
LULI RADFAHRER

Trata-se de um alerta, como adverte o subtítulo ´Uma análise pungente da (ir)realidade corporativa´. Especialista em comunicação, o autor analisa, de maneira bem-humorada, mas nem por isso menos séria, as distorções entre discurso e prática apresentadas nos livros de auto-ajuda. A obra mostra a influência desses manuais para a formação de uma sociedade conformista, com pessoas descontentes com a vidinha que levam (mesmo que ainda não tenham consciência disso). Antes de derrubar o pragmatismo dos livros de auto-ajuda - ou aprimoramento profissional, estratégia corporativa, psicologia empresarial, recursos humanos ou biografia de negócios -, Radfahrer se propõe a fazer uma crítica social.

Fala o autor: "Na verdade, faço uma análise dos processos de comunicação empresarial. De coisas que muitos sabem, mas que não admitem ser verdade. Questiono por que todo mundo tem de ser líder. Para quê servem tantas reuniões? Existem muitas distorções nesse sistema massacrante e quando as pessoas se dão conta delas e não se encaixam, costumam pensar que são fracas de espírito. Mas é bom deixar claro que não é um livro contra as empresas ou contra os executivos, é contra o modo de vida dentro delas. Os livros de auto-ajuda são conformados. Se restabelecerem a escravidão – e estamos perto disso, o estagiário é quase um escravo – vai aparecer um livro de auto-ajuda para explicar como você pode conviver com a escravidão e produzir mais. Estes livros consideram o que acontece hoje inevitável." (extraído da entrevista no www.webinsider.com.br)

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 3 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Meu voto é SIM para a proibição do comércio de armas! Meu voto seria SIM para proibir a instalação de cerca elétrica, muros altos ou que estejamos enjaulados em casa (atrás de tanta grade). Meu voto seria SIM, é claro, para proibir toda e qualquer violência contra o ser humano (nosso próximo). Mas digam-me SIM ... se tudo isto não for pura utopia. Minha afirmativa inicial, infelizmente, foi utópica!
Para não perder a oportunidade de sugerir um momento de descontração, ouçam a entrevista de um simpático traficante: "http://www.gpstesouro.com/Sons/referendo.m3u"

Enviado por Mario Câmara em 23/10/2005


É tudo uma grande bobagem,com certeza.O não deixa tudo como tá;
A violencia continua e o sim deixa tudo mais violento ainda.
É o governo se enganando e nos enganando mais uma vez.
A gente decide e não decide nada.
É tudo balela,confusão.E como vc disse...
...O que importa é o que a outra mão está fazendo, enquanto todo mundo só enxerga armas e municia a discussão. Tem que olhar pra onde ninguém tá olhando, pra onde ninguém tá olhando...

Enviado por Vanêssa Nascimento em 23/10/2005


Vamos lá...existe na lei do comércio exterior um ponto que diz: Um país só pode vender um produto para outro país, se a comercialização do mesmo tipo de produto for permitido no primeiro país. Ou seja, o Brasil só pode vender abacaxi para os Estados Unidos se no Brasil for permitido o comércio de abacaxis. Pois bem, à luz dos fatos: SE A PROIBIÇÃO FOR REFERENDADA, O BRASIL NÃO PODERÁ VENDER SUA PRODUÇÃO DE ARMAS DE FOGO PARA OS ESTADOS UNIDOS (MAIOR MERCADO) OU OUTROS, PORQUE A COMERCIALIZAÇÃO DE ARMAS DE FOGO E MUNIÇÃO SERÁ PROIBIDA NO BRASIL.
A indústria Americana agradece. Vocês vão perguntar: é só por isso que você ficou indignado? Você só quer defender a indústria bélica brasileira?
Antes de responder, vamos aos fatos, os que realmente importam: Vocês sabiam que o Brasil desenvolveu tecnologia e têm fabricado uma das melhores armas de baixo calibre?
Que mais de 99% da produção de armas brasileiras é para exportação?
Que 90% das exportações de armas do Brasil vão para os Estados Unidos? E que isso representa apenas 20% do mercado americano?
Realmente, parece que o Brasil está incomodando... Aí você vai me dizer: "É, parece realmente que você só quer defender a indústria bélica brasileira".
Eu digo não. A indignação é muito maior. Notaram que tudo que o Brasil tem de bom (laranjas, aviões) os grandes países querem aniquilar? Até o nosso processo de enriquecimento de urânio os incomoda. Éramos mais convenientes nos tempos do Brasil-Colônia!
Atualmente, comprando deputados e sei lá mais quem, conseguem levar leis como essa adiante. Sempre é a mesma história, uma farsa por trás de uma questão com apelo popular e emocional para garantir interesses baixos e desonestos. Todos sabem que as coisas no Brasil não são como parecem ser. "Coisas de mágico", como colocado no texto do Mário Persona. NÃO ESTAMOS VOTANDO EM DESARMAMENTO, ESTE JÁ EXISTE, ESTAMOS VOTANDO EM COMERCIALIZAÇÃO ! Não nos deixemos ficar boquiabertos com o "boi de piranha" (referendo), enquanto a "manada" (exploração e desemprego)passa despercebida.

Enviado por Mario Câmara em 12/10/2005


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"Ser alguém é ter uma história para contar."
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Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
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"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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