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Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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06/10/2005 Espiritualidade na empresa
por Mario Persona

Espiritualidade na empresa

"Você faz palestras sobre Espiritualidade nas Empresas?" Recebi mais um e-mail perguntando. Este é um assunto em voga nos meios empresariais e, comercialmente falando, seria lucrativo colocá-lo em minha "cesta de produtos". Devo?

Não falo de religião ou fé em minhas palestras de temas empresariais e não faço palestras sobre o tema "Espiritualidade na Empresa". Pelo menos não da forma como o tema é normalmente tratado.

Por que? Eu não conseguiria ser imparcial ou genérico falando de espiritualidade, porque me converti a Jesus em 1978, e as empresas não iriam contratar um palestrante para falar do evangelho. Se mesmo assim você desejar que eu fale de Jesus para sua equipe, terei prazer em fazê-lo como cortesia, sem cobrar honorários, apenas os custos de viagem e hospedagem.

A condição? Não falo em eventos religiosos ou promovidos por denominações, igrejas ou organizações religiosas, porque eu mesmo não pertenço a nenhuma.

Clique aqui para saber o que costumo falar e aqui para verificar disponibilidade em minha agenda. Se quiser entender melhor minha posição sobre o assunto, leia o texto abaixo.

Alguns colegas costumam me indicar como palestrante do tema, provavelmente por saberem que sou leitor assíduo da Bíblia e que passei por uma experiência marcante de conversão há quase trinta anos. Outra razão é por manter, desde 1997, um site bilíngüe sobre temas bíblicos que recebe mais de 50 mil visitantes mensais.

Um currículo assim me qualificaria para dar palestras sobre espiritualidade na empresa? Ao contrário. Minha convicção na Bíblia é tamanha que dificilmente conseguiria ser imparcial se falasse sobre vida espiritual. Afinal, "a boca fala daquilo que está cheio o coração" Lc 6:45. E como aquilo que as empresas buscam como "espiritualidade" não é uma convicção, mas um genérico sem marca, um cristão convertido e convicto não é o mais indicado para a tarefa.

Deus, a quem chamo de Pai, e Jesus, por meio de quem cheguei ao Pai, são realidades por demais atuantes em minha vida para eu reduzi-las ao mínimo denominador comum do "espiritualmente correto". Seria obrigado a diluir minhas convicções para evitar ferir os sentimentos de pessoas com diferentes crenças.

O cliente não iria querer pagar para ouvir sobre minha fé cristã ou me contratar para pregar o evangelho no meio de uma palestra ou seminário. É por isso que separo muito bem o assunto e evito falar nisso durante minhas palestras, pois não foi para isso que fui contratado. E se o cliente especificamente buscasse alguém para falar de coisas espirituais, provavelmente iria preferir algo mais genérico, intelectual e racional, o que é impossível de ser feito com a fé cristã. Esta só se apreende espiritualmente, como escreveu o apóstolo Paulo, "o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." 1 Co 2:14

Por esta razão procuro deixar bem clara a linha que separa fé pessoal e trabalho. A primeira tem implicações e conseqüências eternas. O segundo, só dura uma vida, ou nem isso. Esta mesma convicção também me leva a não fazer palestras, mesmo que seja para falar de negócios, em eventos promovidos por igrejas ou organizações religiosas, ou a participar de entrevistas em programas ou publicações de caráter religioso. A imensa salada de crenças em que o mundo religioso se transformou tornou impossível analisar cada situação para eu ter certeza de não estar ajudando a promover algo que contrarie minhas convicções.

Outra razão desse meu cuidado, que pode até parecer exagerado para alguns, é que existe hoje uma linha religiosa voltada para a prosperidade que agrada bastante alguns segmentos empresariais. Uma nova leva de gurus e curandeiros modernos propaga essa corrente em "congressos" travestidos de "empresariais" que se propõem a ajudar as pessoas a tirarem o pé da lama e viver prosperamente, com direito a carro importado, título de "empresário" e uma cornucópia de benesses de dar água na boca. Um prometido céu virtual num mundo de desigualdades e problemas reais.

Por mais sedutores que sejam esses apelos, a doutrina do Novo Testamento não diz nada a respeito. Ali diz que ter o suficiente para comer e vestir já pode ser motivo de contentamento. Por isso desconfio de quem faz uso da Bíblia como um livro mágico de prosperidade terrena, já que o Homem mais espiritual que já pisou neste mundo não tinha onde reclinar a cabeça, viajava em barcos ou jumentos emprestados e em seu inventário não sobrou mais que suas vestes e uma única túnica. E quem fez dEle fonte de lucro não se deu bem no final da história. Afinal, que valor têm 30 moedas de prata?

Como já deve ter percebido, considero espiritualidade um tema tão importante que "caminho sobre ovos" quando o assunto vem à tona e não desejo transformá-lo em mais um produto de minha vitrine. Falo de comunicação, marketing, negociação, vendas, empreendedorismo, administração do tempo, qualidade de vida no trabalho, gestão de carreira etc., mas não de religião. É claro que, em particular, tenho imenso prazer em conversar sobre o assunto. É uma questão de princípios, não aqueles pasteurizados pelos compêndios acadêmicos, mas de convicções profundamente arraigadas em meu coração.

Procuro conversar com quem solicita o tema, pois às vezes existe alguma confusão quanto ao termo "espiritualidade". Alguns chamam de "espiritualidade" na empresa uma mudança de atitude com a adoção de princípios como amar os colegas, respeitar a diversidade, viver em harmonia com o ambiente e coisas do tipo. Mas isso não é espiritualidade, embora sejam estes princípios existentes em muitas crenças. Muitos céticos, que não acreditam em qualquer esfera espiritual, vivem e praticam muito bem esses princípios que poderiam ser resumidos como princípios éticos, de boa educação, honestidade, integridade e cidadania.

Por mais que o mercado acene que "espiritualidade na empresa" pode ser um bom negócio para palestrantes, particularmente não gostaria de ser como Groucho Marx, que costumava brincar: "Tenho meus princípios! Se não gostar, tenho outros..." [>> Envie a um amigo >>]

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Futuro do Sucesso, O ROBERT B. REICH

O Futuro do Sucesso traz uma análise brilhante da nova economia e da forma como ela está afetando nossas vidas, para melhor ou para pior.
O autor, Robert B. Reich, demonstra que, quanto mais rápidas são as mudanças na economia, mais difícil é para as pessoas se manterem seguras sobre seus rendimentos no ano ou até mesmo no mês seguinte.
Com clareza e percepção, e usando exemplos do dia-a-dia, Reich expõe o significado que o sucesso vem adquirindo em nossos tempos e sugere com podemos criar uma sociedade mais equilibrada e ter uma vida mais satisfatória.

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 15 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

É um grande prazer entrar em contato com o senhor, poderia me esclarecer dúvidas a respeito do
batismo nas aguas?

Enviado por Kelslly Romão em 20/12/2010


Mário, inspirador. Tudo isso faz você ainda maior, pq Ele está contigo e tudo que "há em você" se multiplica e se renova. Essa é a sina dos que Ele escolheu. Que Deus te ilumine, sempre.

Enviado por Anderson Siuta em 04/12/2006


Mario
concordo com você. Sou executiva de uma grande montadora e quando comecei a trabalhar poucas pessoas sabiam sobre a minha fé em Cristo. Não porque tinha vergonha da minha fé, mas porque tenho a minha maneira de envangelizar e acho que isso é muito pessoal, pois a sabedoria de Deus é multiforme. Hoje após 7 anos de trabalho, muitas pessoas sabem e muitas foram impactadas, mas não porque eu fico pregando para elas a verdade que é Cristo mas sim porque elas veem o meu testemunho de vida, eu tenho conseguido fazer a diferença através de minhas atitudes. Admiro muito vc como profissional e cristão e o que mais me impacta é realmente a forma que vc sabe separar isso sem se esconder de sua vida com Cristo mas muito pelo contrario, demonstrando através de seus blogs/sites pessoais a transformação de sua vida por Jesus e impactando muitas e muitas pessoas.

Enviado por Marcia em 18/01/2006


Respondendo ao comentário de Ricardo, que considera que afirma existir compatibilidade entre espiritismo e cristianismo, eu diria que está cometendo o mesmo equívoco da espirititualidade na empresa, ou seja, considerar que cristianismo seja um conjunto de normas de conduta. Sugiro que leia o que respondi sobre espiritismo em "Ajudar uma organização espírita?" no link abaixo.

Enviado por Mario Persona em 14/11/2005


Respondendo às perguntas da Márcia logo abaixo:

[Márcia] Se uma autoridade empresarial te convida pra falar sobre ESPIRITUALIDADE, será que não é pq eles nao conhecem a expressão correta? Será que não seria um pedido de socorro?

[Mario Persona] Não, normalmente não conhecem, pois a expressão politicamente correta significa ética, bom comportamento etc., que podem ser preceitos cristãos, muçulmanos, budistas etc. É preciso ser criterioso neste sentido pois a empresa está pagando e quer algo que esteja dentro de suas expectativas, que geralmente serão aquelas ditadas pelo mercado. Espiritualidade na empresa é a moda do momento, mas isso não significa necessariamente evangelho na empresa. Minha consciência não permitiria "entregar" uma "mercadoria" diferente daquela que meu cliente está comprando. O contexto é outro.

Na minha opinião assumir uma posição clara a respeito de minha fé para o mundo profissional é uma atitude honesta e que acaba sim despertando a curiosidade das pessoas, já que meu site profissional tem links para um site pessoal (True Stories) costumo falar de minha fé em algumas de minhas crônicas. O que não posso é enganar as expectativas de meus clientes. O apóstolo Paulo fabricava e vendia tendas, mas não creio que escrevesse "Cristo Salva" em todas elas à revelia dos clientes.

[Márcia] Fui convidada para dar aulas de ensino religioso em uma escola pública estadual... posso ensinar Jesus para aquelas crianças, adolecentes e jóvens.

[Mario Persona] Já fiz isso porque não tinha qualquer impedimento ou restrição da escola onde ensinava. Seria errado fazê-lo profissionalmente se existissem restrições. Não se trata de fazer o que Deus manda e não ligar para os homens, pois não vivemos em um país onde seja proibido pregar o evangelho. Se eu posso conversar com meus alunos ou clientes fora do ambiente de trabalho onde existam restrições, não vou bater de frente e queimar o filme só para dizer que não obedeço a homens, mas a Deus.

É uma questão de bom senso. Hoje no mundo ocidental os maiores inimigos do evangelho são os próprios cristãos que causam escândalo atrás de escândalo e tentam fazer valer seus "direitos" e fazer imposições em um mundo no qual a própria Bíblia diz que são estrangeiros.

Enviado por Mario Persona em 14/11/2005


Apenas gostaria de dizer, respeitosamente, à Pastora Márcia, do primeiro comentário: muitos espíritas, senão a maioria, são também cristãos, pois há compatibilidade entre estas crenças.
Obrigado!

Enviado por Ricardo em 11/11/2005


Olá, querido, muito bom dia! Fiquei surpresa com sua opinião e defesa pessoal. Se uma empresa o convidasse para falar da sua fé, vc aceitaria? Ou se uma empresa quisesse usá-lo como canal de Deus, vc aceitaria, claro? Você nao acha que Deus pode estar querendo te usar no meio de pessoas completamente cegas e ignorantes quanto ao conhecimento Dele? Se uma autoridade empresarial te convida pra falar sobre ESPIRITUALIDADE, será que não é pq eles nao conhecem a expressão correta? Será que não seria um pedido de socorro? Sabe, eu sou Pastora, e usaria uma oportunidade dessas, pra levar a palavra, seja lá pra quem for ou de que maneira for. O que importa pra mim é ser usada por Deus para despertar a curiosidade das pessoas pela minha maneira de viver, ou pela paz que habita em mim, aliás não foi esse um dos motivos que te chamou atenção em Fernando, aquele do quadro negro? Fui convidada para dar aulas de ensino religioso em uma escola pública estadual, aceitei de prontidão. Não sou remunerada, simplesmente voluntária. Não posso defender minha bandeira, mas posso ensinar Jesus para aquelas crianças, adolecentes e jóvens. Curiosidade: quase 20% delas nunca ouviram falar no nome de Jesus, por incrível que pareça, apesar de vivermos no século 21. Isto porque muito dos familiares são espíritas ou tem outras religiões alternativas.
Bom,espero ter sido clara em minha opinião, se puder me mande um email com sua resposta. Que Deus te abençoe muito como vem abençoando, pelo que pude perceber... Abraço, Pra. Márcia (Comunidade Evangelica Sara Nossa Terra)

Enviado por Pra. Márcia Saltini em 03/11/2005


Respondendo ao comentário do Edivaldo ele só vem corroborar a essência do que escrevi e admiti: não sou a pessoa certa para falar de espiritualidade na empresa justamente por ter um conceito de espiritualidade diferente daquele que o tema visa apresentar como tal.

Na minha concepção, o fato de algo ser imaterial ou intangível não faz disso algo espiritual. Os pensamentos de um inseto, seus impulsos para acasalar, instintos de defesa, etc. são coisas geradas na esfera da alma ou ânima, que todo ser vivo compartilha, além do corpo físico e tangível. O mesmo pode ser dito da afeição de um cão para com seu dono.

Todavia, dentro da concepção cristã da palavra, além de corpo e alma o homem é dotado de espírito, a parte de seu ser que o coloca numa condição de semelhança com Deus, pois Deus é Espírito e permite uma conexão com uma esfera que existe independente da matéria.

Portanto, minha leitura do termo espiritualidade não é a mesma que você faz, pois sentimentos de egoísmo, beligerancia, competição, raiva, mágoa, ressentimento etc. são coisas que podem ser encontradas em animais e estão relacionadas à alma, não ao espírito.

Meu entendimento da expressão "espiritualidade" continua sendo o tradicional que é encontrado também nos dicionários, "qualidade do que é espiritual, característica ou qualidade do que tem ou revela intensa atividade religiosa ou mística; religiosidade, misticismo, tudo o que tem por objeto a vida espiritual, elevação, transcendência, sublimidade" (Houaiss).

Portanto, uma questão de essência, e não de estados psicológicos ou comportamentos que podem ou não ter sua origem em um relacionamento do ser humano com Deus. É por isso que não sou a pessoa certa para falar de espiritualidade na empresa.

Agora, se por "espiritualidade na empresa" devemos entender o conceito que você apresenta, acaso ele não deveria ser abrangente, tolerante e inclusivo o suficiente para aceitar sem indignação opiniões como a minha? Esse comportamento "espiritual" que é buscado nas empresas não deveria também conviver com pessoas que rejeitem tal concepção de espiritualidade?

Se não for assim, estaremos passando para um estado de discriminação reversa. Ao contrário de uma idade das trevas, onde eram queimados todos os que não seguissem ipsum literis o catecismo oficial romano, acabaremos criando um catecismo genérico e condenando ao fogo os que pensarem diferente.

Enviado por Mario Persona em 23/10/2005


Um dos cuidados que devemos ter antes de falarmos sobre determinado assunto, é pesquisar sobre o que se trata. O termo espiritualidade tem duas conotações: uma religiosa e outra psicológica. A religiosa trata da relação do homem com o que ele crê. A psicologica trata da relação do homens com seus defeitos de caráter (entendidos como pontos fracos de sua personalidade). É disso que trata a "Espiritualidade na Empresa", que é uma tentativa do homem compreender a si mesmo, no sentido de destilar de suas relações sentimentos penosos que atrapalham sua relações interpessoais tais como a inveja, o egoísmo, a beligerancia, competição, raiva, mágoa, ressentimento etc. Nesse sentido só alguém habilitado a entender como se formam esses fenômenos emocionais e que está habilitado a tentar mostrar alternativas eficazes para sua eliminação.O Mário escreveu:"Procuro conversar com quem solicita o tema, pois às vezes existe alguma confusão quanto ao termo "espiritualidade". Alguns chamam de "espiritualidade" na empresa uma mudança de atitude com a adoção de princípios como amar os colegas, respeitar a diversidade, viver em harmonia com o ambiente e coisas do tipo. Mas isso não é espiritualidade, embora sejam estes princípios existentes em muitas crenças". Ora, mas o que é espiritual? Não seria tudo o que é subjetivo,que é metafísico? Que difere do que é material? Do que é tangível?.Nesse sentido, perdoe-me, meu caro mário, não sei realmente o que é espiritual! Se você acha que espiritual só é o que você professa em relação a sua fé! Então, o mundo é só materia mesmo.

Enviado por Edivaldo Pinheiro Negrão em 16/10/2005


Como sua fã, posso dizer que mais uma vez... Valeu!!!
As pessoas geralmente misturam as coisas, algumas empresas não sabem destinguir até quem é bom ou mal profissional quando leva em consideração a religião ao contratá-lo.
Abraço,
Leninha Dias

Enviado por Leninha Dias em 14/10/2005


Muito bom o uso do termo cristão genérico. É tão gritante hoje as disputas por mentes que fica complicado demais aos leitores da Bíblia tomarem partidos ou aceitarem denominações. Pessoalmente enxergo o mundo dividido por 4 grupos cristãos. Os conservadores romanos, os conservadores evangélicos, os novos evangélicos e os "outros cristãos". Estes "outros" são os que creem mas que preferem viver isolados porque não enxergam principios cristãos básicos em nenhum dos 3 grupos.

Enviado por André Nunes em 13/10/2005


só quero lhe dizer que cheguei a ficar comovida com suas palavras, pois nos dias de hoje encontrarmos pessoas de alto nivel cultural que conheçam Jesus e o amem é cada vez mais difícil, que bom que você é uma delas.
que Deus o abençoe!

Geane

Enviado por geane ap. da silva em 13/10/2005


Mário,
Concordo com vc. O Cristão convicto não consegue falar de espiritualidade sem adentrar o terreno da fé. Suas convicções o levam necessariamente a falar do amor de Deus e por conseguinte de Jesus Cristo e da Salvação, de conformidade com a Palavra de Deus, a Bíblia. Entendemos que de Deus provêm todos os dons (amor, misericórdia, compreensão, humildade, etc). É impossível falar de tudo isso sem mencionar aquele que, no nosso entendimento, é o "autor e consumador da fé". Esse é o meu entendimento, entretanto respeito todas as demais opiniões.

Enviado por Antonio de Souza MARCOLINO em 12/10/2005


Não concordo com o que vc falou, até porque espiritualidade e religião são coisas bem diferentes. Conheço muitas pessoas (e isto é a maioria) que são religiosas e não são espiritualizadas, muitas pessoas espiritualizadas que não fazem questão de ter uma religião, e outras que seguem uma religião e são espiritualizadas. A espiritualidade fala de coisas mais profundas que transcendem meros conceitos e crendices religiosas, neste caso, é perfeitamente possível uma pessoa com uma religião específica, fale de espiritualidade sem comprometer seus princípios, muito menos o de sua religião. Falar de amor e servir não fere nenhuma religião, não acha? Esta é minha opinião e respeito a sua, até porque sou seu fã número 1. grande abraço.

Enviado por Gustavo em 10/10/2005


Mário,

Mandou muito bem sobre um assunto tão delicado. Muito se tem dito e feito em nome da liberdade e da religião. Com certeza, mais dito do que feito.

Prefiro acreditar, ter fé. E permito que acreditem no que quiserem, ou não acreditem, se esta for a opção.

Que você continue sabendo separar a verdadeira religião da 'comercialização' tão em voga hoje em dia.

Espiritualidade a gente cultiva, desenvolve, sempre de dentro pra fora.

Quem tem e-mails para ler, leia.

Aquele Abraço!

Charlles Nunes

Enviado por Charlles Nunes em 10/10/2005


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Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

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Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
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