Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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24/12/2004 Sem palavras
por Mario Persona

Sem palavras

Como não tinha palavras para expressar o que sinto e desejo para meus leitores nesta virada de ano, decidi escrever uma crônica com o mesmo título: "Sem palavras". Deixo para você pensar o que achar que eu pensei que gostaria de dizer. O ano novo é seu, faça dele o que imaginar que eu gostaria que você fizesse.

Mesmo assim, para não deixar essa virada do ano em branco – embora muita gente prefira a cor – vou... Não! Não se preocupe, não é mais um cartão igual aos milhares que já recebeu. Não é nem meu o que vou lhe dar. É emprestado.

Viu como sou original? Não envio mensagens minhas. Empresto. Recebi esta de meu amigo Minarelli, um expert em neworking e aconselhamento de carreira de executivos. É diferente de tudo o que recebeu. É para seus ouvidos e para seu coração. Sua sensibilidade.

Antes de ouvir, faça uma pausa. Feche os olhos, desacelere. E clique em www.lensminarelli.com.br/anonovo Depois respire fundo e leia a crônica de hoje em silêncio, "Sem palavras".

Mario Persona


Sem palavras

A luz vermelha invadiu o palco improvisado e engoliu uma fatia de escuridão. Sob seu foco surgiu um velho televisor, ou o que restava dele. Comprada numa loja de restos eletrônicos, a velha caixa de madeira já não tinha cinescópio ou válvulas. Era oca e vazia, como a minha cabeça de então.

Por trás de uma tela de plástico rígido acostumada com o Repórter Esso a platéia viu aparecer meu rosto pintado. O resto do corpo estava semi-oculto sob o palco. Eu me contorcia, como quem está desesperado para sair da telinha por onde todos querem entrar.

Palco e platéia pertenciam à faculdade onde cursava meu primeiro ano de arquitetura. O show insano era a forma improvisada que encontramos para entregar um trabalho em grupo sobre a imprensa aprisionada pela repressão de então. Ao invés das maçantes folhas datilografadas decidimos entregar uma peça de não sei o quê.

Principiantes teatrais, pintamos uns aos outros com tinta guache escolar, sem imaginar o incômodo que aquilo traria ao secar. As caretas horríveis que fazíamos, torturados pela coceira e pelo ardume da tinta seca sob o calor holofotes, acrescentavam um toque dramático ao visual.

Torcíamos jornais para derramar um sangue de guache vermelho embebido em esponjas entre suas páginas. Fazíamos gestos atrás de um biombo de papel vegetal iluminado, criando um efeito de teatro de sombras, porém sem ensaio e sem sentido. Estripulias, danças, saltos e gritos loucos, tudo valia para manter a platéia na expectativa de que algo estava para acontecer.

Mas nada aconteceu, não tínhamos coisa alguma para fazer acontecer. Quando a luz se acendeu, vimos uma platéia equilibrando pontos de exclamação na testa. Como eles, não fazíamos idéia do significado daquilo tudo. Esperamos pelo pior.

A professora parecia embasbacada. Confessou que não tinha palavras para se expressar e gaguejou um "excelente". Mesmo assim, ainda quis a interpretação de tudo aquilo por escrito para documentar. Aí fomos nós que ficamos surpresos. Antes que a vaca fosse pintada de guache para o brejo, alguém teve a idéia de pedir se podíamos entregar no dia seguinte o não sei o quê devidamente datilografado e encadernado. Colou.

Então a professora que estava sem palavras falou. E como falou! Falou do significado que aquilo tudo tinha, explicou cada movimento nosso, cada loucura, cada grito, cada gota de suor. Até as máscaras de guache ganharam um significado que ignorávamos. Enquanto ela falava, alguém do grupo anotava.

No dia seguinte, o texto datilografado recebia um dez. Por uma incrível coincidência, nossa interpretação da peça coincidia exatamente com o que a professora pensava. Foi aí que aprendi o significado da máxima de David Ogilvy: "Comunicação não é o que você diz; é o que os outros entendem".

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David Ogilvy: uma Autobiografia
DAVID OGILVY

Se lhe faltavam credenciais ou dinheiro, David Ogilvy compensava isso com inteligência, talento e inventividade. Tornou-se a quinta essência da publicidade, um revolucionário, cujo impacto na profissão ainda repercute até hoje.

Suas campanhas brilhantes ultrapassaram a publicidade bem-sucedida, originando vários ícones culturais. Muito antes de agitar a Madison Avenue, David Ogilvy teve experiências e aventuras fascinantes. Quando a Primeira Guerra Mundial deixou a família em situação financeira crítica, David foi estudar com bolsas de estudo em colégios da alta burguesia. Abandonou os estudos em Oxford, pondo-se a caminho em uma estrada às vezes surpreendente, às vezes turbulenta. Trabalhou como cozinheiro em Paris e vendeu fogões a freiras na Escócia.

Essa jornada notável levou o jovem ambicioso à América, onde, com George Gallup, dirigiu um serviço de pesquisas para os magnatas do cinema de Hollywood; depois, foi fazendeiro na Pensilvânia, onde se apaixonou pela comunidade amish; e na Segunda Guerra Mundial, ei-lo trabalhando no serviço secreto inglês em Washington. Aí, com a ajuda de seu irmão, Ogilvy conseguiu um emprego na Mather & Crowther, uma agência de propaganda em Londres. O resto é história.

Um empresário inovador, um grande narrador, uma lenda genuína em sua própria vida. David Ogilvy é excepcional. E sua autobiografia também. DAVID OGILVY é o fundador da Ogilvy & Mather, uma das dez principais agências de propaganda do mundo.

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 7 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Gostei dos seus dizeres sobre o Natal e o ano Novo, pq realmente o desejo de todos é que passamos c/ muita paz e saúde Mas infelizmente nunca é assim, pq na passagem do Ano,a maioria só pensam em si, sem lembrar que no mundo inteiro existem várias pessoas que gostariam de ser lembradas, pois estão num leito de hospital,outras tristes e tendo que demonstrar aquilo que não está sentindo.Só p/ alegrar as pessoas, que estão ao seu redor. Mas não são capazes de sentir o que ele ou ela está passando. Um Feliz 2005 Fique c/ Deus e que consiga continuar dando chances de nas suas crônicas passar suas mensagens. Márcia M. Alves

Enviado por marcia de Mateo alves em 04/02/2005


Imagino o impacto quer isso teve, pessoas que não podiam pensar em voz alta. Pensar livremente, que tinham uma gaiola em sua mente. Derrepente algo que todos sentiam, mas que muitos não tinham a ousadia e a coragem de falar...
Liberdade de expressão e de sentimentos sempre...
Nunca deixe o que você lê, ouve ou assiste controlar sua mente !!!
Liberte-se da escravidão mental, mantendo livre sua mente.

Enviado por Izaias Oliveira Alves em 21/01/2005


Parabéns!
Tenho certeza de que conseguiu fazer a todos que comentaram (e que obviamebte leram) ficarem sem palavras em meio a tanta sensibilide e profissionalismo.

Desejo-lhe um ótimo Ano Novo com muita paz, amor e empatia!

Enviado por Larissa Monforte em 13/01/2005


Seus artigos são ótimos!Gostei muito da mensagem "sem palavras"
obrigada por enriquecer nossos conchecimetos.

Christiane de Brito

Enviado por Christiane de Brito em 04/01/2005


Mário,adorei tudo o que colocastes...É realmente necessário se pensar,re-pensar tudo o que se fez,o que se quer fazer e como fazer...
Deves ser uma pessoas maravilhosa,já tinha lido Widebiz,tuas crônicas e vi o quanto és sensível como homem,profissional...na sua essência..
Um Ano Novo cheio de muito amor,paz e energia...para continuar seguindo essa trajetória..
bjs no seu coração
Viviane Simon..

Enviado por Viviane Simon em 31/12/2004


Gostei do cartão da Minarelli, da sua crônica e da dica sobre o livro de DO.

Feliz ano novo!

Enviado por Jeferson em 30/12/2004


desejo de coração um otimo natal e ano novo , cheio de saude, realizações e paz, que a cada dia possamos plantar uma sementinha e colher paz, amor, sorriso das crianças
FELIZ NATAL

Enviado por luciana Ferrari em 25/12/2004


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"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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