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"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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01/09/2004 Medalha de Pérola
por Mario Persona

Medalha de Pérola

Escrevo do quarto de um hotel porque achei que não podia adiar a celebração de duas vitórias. Uma, a do brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, que é o tema da crônica de hoje. Outra, a vitória dos blogs nas Olimpíadas. Explico.

Segundo notícia que li, O Comitê Olímpico Internacional (COI) proibiu que atletas, técnicos e delegações esportivas montassem seus blogs olímpicos e narrassem em primeira pessoa as experiências em Atenas. Isso foi feito para os blogs não concorrerem com todo o aparato bilionário da mídia convencional. Sem saber, deram Medalha de Ouro para os blogs.

De hotel em hotel, nesta sexta-feira, 3 de setembro, chego ao IBIS de Florianópolis para ministrar o CURSO MARKETING PESSOAL PARA PROFISSIONAIS LIBERAIS. Para se inscrever (é melhor correr) procure o IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil em www.iab-sc.com.br

Em São Paulo? Então se inscreva no site do Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo para o mesmo curso que vou ministrar nos dias 18 e 25 de setembro. Veja mais em www.sindecon-esp.org.br/cursos.htm

Agora fique com “Medalha de Pérola”, a crônica de hoje. Desejo boas derrotas e grandes sucessos para você. ;)

Mario Persona

Medalha de Pérola

O ex-bóia-fria de Cruzeiro D'Oeste está feliz. A expressão compenetrada do atleta esconde um secreto sorriso de vitória. Uma olhadela por sobre os ombros revela que seus competidores estão longe, muito longe. Passadas ritmadas vão comendo o asfalto que cobre as pegadas deixadas por Feidípedes há 2500 anos, quando correu de Maratona a Atenas para anunciar a vitória dos gregos sobre os persas. E morreu.

Vanderlei Cordeiro de Lima não vem de uma batalha, mas vai ao encontro de uma. Entre ele e o Ouro no estádio de Kallimarmaro – o "melhor mármore" – há um adversário circunstancial chamado Cornelius Horan. A pista é invadida e, numa fração de segundo, aquele que corria rumo à vitória desaba no chão. É o fim.

Ninguém quer menos que a vitória. É por ela que corremos. Fomos condicionados a tirar dez nas provas, ser o mais rico, o mais feliz, o mais bonito. Ninguém quer ser vice. Vivemos de olho no Ouro. Por que será que não nos ensinaram que existe mais? Por que nunca nos falaram da Medalha de Pérola?

Freada brusca não acontece só em Atenas. Quando menos esperamos somos agarrados, contra a vontade, por circunstâncias que nos lançam ao chão. É complicado levantar e retomar o ritmo enquanto assistimos, impotentes, o Ouro e a Prata passando por nós. Quiçá na poeira vai também o Bronze e não sobra para nós nem uma Medalha de Lata.

Detesto livros de auto-ajuda que ensinam o ego a ficar gritando que você já é campeão antes do fim da competição. Na maratona da vida não existe podium intermediário. Só um no fim. Enquanto não chegar lá, nem pense que sua corrida terminou. A vida está cheia de derrotas e minha mãe sabiamente acrescenta que “se a vida na Terra fosse boa ninguém iria querer viver no Céu”. Prefiro o Livro que narra uma aparente derrota – uma morte inglória – que se transforma em linha de partida e de chegada, não de vencedores, mas de “mais que vencedores”.

A lista dos incidentes que podem ocorrer na maratona da vida é interminável. Todos experimentamos alguns dos mais comuns: a perda de alguém, uma demissão inesperada, uma doença que nos invalida ou uma falência não requerida. A derrota está à distância de uma queda da vitória, não importa sua estatura.

Eu mesmo já experimentei dessas puxadas de tapete que causam guinadas. Porém descobri depois que a carta do senhorio, avisando que o apartamento sob meus pés tinha sido vendido, seria a largada para os cem metros rasos que me separavam de um lugar melhor. Ou que o anúncio do chefe, de que os custos a serem cortados incluíam minha cabeça, serviria de vara para um salto muito maior.

Até na piscina dos casamentos fracassados eu me afoguei, depois de mais de vinte anos de um nado que parecia sincronizado. Quando pensava que bastava ser pai, precisei aprender a também ser mãe de três filhos, inclusive um especial, para conservar a doçura do quadrinho que na porta diz: "Lar Doce Lar".

Na hora da queda, de nada adianta ficar agarrado ao irlandês das circunstâncias. É preciso continuar correndo para deixá-lo para trás. Se o fracasso apenas nos derruba, é a nossa ocupação com ele que nos derrota.

Para as ostras, a adversidade vem quando literalmente entra areia. Se você se irrita com uma pedrinha no sapato, imagine a ostra, que é toda sapato. Mas a adversidade que a machuca serve de estímulo para ela deixar a zona de conforto – se é que ostra vive confortável. Seu organismo libera substâncias que transformam a adversidade em algo mais belo e resistente do que o Kallimarmaro, sem as incômodas arestas da derrota. É assim que surgem as pérolas.

No dia seguinte à maratona olímpica todos os jornais do mundo traziam a foto do vencedor na capa. Não, não estou falando do italiano que ganhou a Medalha de Ouro – qual era mesmo o seu nome? Estou falando daquele que transformou a adversidade em vitória, o perdão em exemplo e escreveu seu nome na história. O brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima que ganhou a Medalha de Pérola nas Olimpíadas de Atenas.

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Do Fracasso ao Sucesso em Vendas
FRANK BETTGER

"Do Fracasso ao Sucesso em Vendas" conta a história de um homem que encontrou a fórmula do sucesso a partir da primeira experiência como jogador de beisebol. Frank Bettger, encorajado pelo admirador Dale Carnegie, conta toda a sua trajetória vitoriosa, revelando técnicas e exemplos esclarecedores que irão desenvolver em você o estilo e o espírito de um verdadeiro campeão em vendas. Este livro foi lançado – nos Estados Unidos – em 1949, e até hoje é um best seller. Considerado leitura obrigatória para qualquer profissional de vendas e um precursor das modernas técnicas de marketing.

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 4 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

simplesmente uma lição de vida. nao nos esquecamos disto quando as pedras em nossos sapatos encomodarem, afinal, merecemos medalha de pérola.

Enviado por maristela em 19/09/2004


Realmente dos vários artigos que li esse acabou gerando aquela vontade dividir a emoção.
Me identifiquei muito ao seu comentário até porque, mesmo com a pouca idade, já fui segurado uma ou outra vez, em diversas áreas da vida, mas todas ficaram como exemplo de como podemos levantar e tentar novamente, com novas experiências e perspectivas.

Enviado por Vinícius Côrtes em 12/09/2004


HUm.. è incrível como algumas palavras aparecem nas horas certas na vida da gente. Estava a procura de um bom artigo para levar à turma que represento, acabou que este me serviu mais, pois estou na situação do tombo.
Sensacional Mário!

Enviado por Wanessa em 07/09/2004


Parabéns Mario, seus artigos são excelentes, mas este tem um toque especial...

Enviado por Augusto em 06/09/2004



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"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
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Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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