Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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08/05/2004 Não bebo leite de vaca
por Mario Persona

Não bebo leite de vaca

Hoje o assunto é ser diferente, ser único, com marca e estilo. Uma necessidade para cada um na competição por uma vaga no mercado de trabalho, uma promoção na empresa ou até um cargo político.

Para este último, um curso de extensão universitária de Comunicação e Marketing Político promovido pelo ISCA Faculdades pode ser a chance para uma guinada, não de 360 graus como alguém falou, mas de 180 graus na imagem passada ao eleitor-cliente. Faço a abertura do curso com um módulo de Marketing Pessoal e de Relacionamento.

Mas isto é para quem está nas adjacências de Limeira, SP. Para o Rio ainda dá tempo de reservar lugar na dobradinha Mario Persona - Paulo Angelim promovida pelo Portal RV abordando Marketing Pessoal e Motivação para o Sucesso. Dia 20/05 no Rio de Janeiro.

Em Sampa, o curso de Marketing Pessoal para Profissionais Liberais que ministrei na Câmara de Arquitetos e Consultores fez tanto sucesso que a única reclamação foi por ter deixado gosto de quero mais. Deve ter repeteco em Agosto.

Agora convido você para um café diferente, porque não bebo leite de vaca. Boa leitura e bons negócios,

Mario Persona


Não bebo leite de vaca

Não bebo leite de vaca. Não por não gostar, mas por me causar enxaquecas. Sou alérgico, talvez. Por um bom tempo fiquei só no café, até voltar ao antigo deleite. Só que de cabra.

Voltei ao prazer de sorver, devagarzinho, o café com leite quentinho da manhã. [Pausa para tomar um gole.] Adivinhou. Escrevo enquanto bebo meu leite quente numa manhã fria, antes que o dia acorde. Meu momento individual de secreto prazer, bebericando minha fórmula exclusiva no canto da caneca. Caneca tem canto?

A minha tem. Ganhei num estande da Continental Airlines* em um evento da HSM Management e não larguei. Ela tem borda enquadradada, com um biquinho perto do cabo. Uma sensação que é um misto de mamar na vaca com beber do bico do bule. Uso leite de cabra em pó fabricado na Bélgica e embalado com a marca Scabra numa lata que avisa que vai se chamar Caprilat. [Pausa para tomar outro gole.]

Café com leite seria de mentirinha sem um bom café. O meu é solúvel, mais cremoso. O nome no vidro preto e azul é longo: Iguaçu Premium Freeze Dried Liofilizado – processo de comida de astronauta. [Outra pausa, outro gole.] Uma colherinha de açúcar mascavo e algumas gotas de Melville, mel com própolis da Superbom, formam a pitada exótica do sabor. [Último um gole]

Terminei meu café com leite, mas não meu assunto. Pegue seu café e venha comigo para a Rússia da primeira metade do século vinte. Vamos visitar Nikolai Kondratieff, criador das ondas que o levaram à morte pelas mãos de Stalin, que enxergou na teoria uma apologia ao capitalismo. Ao observar o comportamento sócio-econômico, cultural e tecnológico do mundo, Kondratieff percebeu um padrão cíclico, explorado por outros estudiosos após sua morte.

Sopre devagar a superfície de seu café e você verá uma série de ondas como as que Kondratieff quis mostrar. Uma começou em 1800, quando o vapor costurou a indústria têxtil. Seu impacto nas pessoas foi no vestir. Cinqüenta anos depois, as estradas de ferro massificaram o transporte em massa. Começamos a viajar. [Enquanto você toma seu café.]

O século virou e a onda do consumo de uma indústria movida com eletricidade nos alcançou. Enquanto eu nascia, a indústria automotiva transformava a mobilidade individual em essencial e o século terminaria com a tecnologia criando uma aldeia global de informação, conhecimento e capital intelectual. Bom negócio? Pergunte às escolas e faculdades, que não param de abrir.

E o negócio futuro? Calma, tome mais um gole. É de cabra? Quentinho e cremoso? O que vem depois é assim. Café com leite. De cabra, cremoso, mascavo, liofilizado, individualizado com própolis e mel, degustado do canto de uma caneca exclusivamente enquadradada. Entramos na onda do bem-estar, da saúde, das academias, das trilhas ecológicas, do ironman e da ironwoman. Estamos em Atenas.

É a era da individualização exacerbada, da sociedade casulo, na qual cada um quer ser o Matrix gerador de seu Neo particular. Com sua mezinha individual e poção de deleite, composição de marcas e sabores para uma experiência só minha, cremosa e quentinha. Bebericada no canto de minha redoma enquadradada, hermética e segura, da qual me relaciono com um mundo conectado à minha caneca.

Você também deve ter sua receita particular. Nem que seja de brincadeira – é café com leite. Ajuda a extravasar seu estilo próprio, sua marca, seu blend. Pode usar o mel com própolis, o solúvel liofilizado, o leite de cabra e a caneca de borda enquadradada, tudo igual e da mesma marca, mas seja original ao menos na temperatura. Ou no bolso.

Falo das reuniões em que todos trazem aquele olhinho de asterisco branco espiando do bolso da camisa. Todos têm Montblanc. Não preciso ser caro para ser original. Para cada reunião uso uma caneta distinta e saio do lugar comum. Tenho várias, de diferentes hotéis, feiras e promoções. Posso escrever, perder e esquecer, não faz mal. Todas Bic, mas cada uma original, diferente, inesperada. Não bebo leite de vaca.

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Casos e Coisas
DUDA MENDONÇA

Duda Mendonça conduz o leitor pelos bastidores do mundo político e pelos processos criativos da propaganda e, ao mesmo tempo, fala de seus pais e filhos e de experiências vitais. Entre outras coisas, o livro mostra como planejar uma campanha política, o que é um comitê eletrônico, como se faz um programa político para televisão, o que se espera de um jingle, como os candidatos devem se comportar num debate, como a ideologia, o marketing e a propaganda podem convergir para um mesmo fim. Assim que publiquei esta resenha aqui, liguei para a Livraria Nobel de Limeira e eles entregaram em minha casa um exemplar (um dos privilégios de quem mora no interior).

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 6 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Concordo com o texto, cada pessoa deve ter suas 'manias, desejarem, ou serem diferentes, não em todas as maneiras. talves podemos copiar o modelo de alguem, mas tambem tem suas opiniões proprias,para ser diferente

Enviado por Dayane em 30/08/2004


Olá Mário. Eu, bem como vc, também tenho a minha maneira de preparar meu leitinho matinal. Que só tomo depois da caminhada, senão fica aquela agradável sensação que seu estômago fica fazendo glub-glub e que está pesando uns 10kg a mais. Faço isso em companhia do meu filho caçula, Lucas, que senta na pia da cozinha, de onde apreciamos um lindo lago com o sol a refletir parecendo um imenso espelho e muito verde.
Bem, voltando às vacas magras... O leite que tomo me foi entregue pelo leiteiro. Acrescento umas duas colheres de achocolatado, fervo, mas um pouquinho de café solúvel e adoçante. Tomo numa caneca salmão que o papai me deu de aniversário... apesar dele saber que adoro azul ou verde...
Nada disso tem grife. Não compro marca, mas sim, qualidade. Qualidade para mim é aquilo que tem o poder de agradar meu paladar e minha visão. É aquilo que me satisfaz e fecha meu ciclo motivacional positivamente.
Um grande beijo, Vanessa.

Enviado por Vanessa Pegurier em 24/06/2004


Realmente, "beber leite de vaca" envergar ternos, camisas e gravatas de altíssimo valor, ostentando relógio ROLEX e caneta MONTBLANC´, nada significará se o ser, por tais artigos contido, tem o cérebro vazio ou recheado de estultícias. Entretanto, não há nem necessidade de ser diferente, basta simplesmente ser simples, usar indumentárias condizentes, limpas, caneta BIC; se lhe fizer mal o leite de vaca, pode servir-se de leite de cabra - nada importa, desde que seu cérebro esteja lotado de boas idéias, ensejando que elas tentem escapar pelo "ladrão".
ARY BORGES DE CAMPOS
aryzao69@hotmail.com

Enviado por ARY BORGES DE CAMPOS em 16/05/2004


oi eu.

Enviado por herbert em 11/05/2004


Muitas pessoas acham que ser diferente é vestir roupas caras e que chamam a atenção; eu concordo com o texto, temos que mudar nas pequenas coisas, no íntimo e principalmente nas atitudes! muitas vezes nos beneficiando sem gastar um centavo a mais por isso!!

Enviado por Lucas Ximenes em 10/05/2004


Ser diferente é uma coisa difícil de se conseguir. E quando se consegue ser, o efeito disso é crescente, não pára mais. E é aí que a coisa fica interessante... e nós também.

Enviado por Diego Alberto Eis em 10/05/2004



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"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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