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"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
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Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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17/12/2003 O terceiro lado da moeda
por Mario Persona

O terceiro lado da moeda

Alguém me escreveu falando da vantagem que leva os EUA sobre outras nações, por ter uma moeda forte, um idioma forte, uma história forte, um braço armado forte etc. Pobres de nós, então? Vamos divagar devagar para analisar.

Nações são entidades em uma competição global, como há entidades (empresas) que competem dentro de uma nação, cidade ou mercado. Vejo muitos empresários se queixando (será inveja?) de outros que deram certo. É claro que há fatores que favorecem os mais altos a jogar basquete, mas há excelentes jogadores baixinhos. Como conseguem?

Nos EUA havia (como no Brasil) milhares de garotos montando micro para vender. É verdade, micro montado não foi invenção do paraguaibando brasileiro. Todavia, dentre milhares de garotos americanos montando micro na garagem, um se chamava Michael Dell e sua garagem não tinha nada de especial. Por que este deu certo e os outros não? Competência, criatividade, visão, garra, determinação - você escolhe.

Hoje há empresas competindo globalmente, apesar dos EUA. Por que? Porque são competentes e não levam no bojo alguns aspectos que estão arraigados na cultura brasileira. Mas, mesmo no Brasil, temos empresas que dão muito certo lá fora. A Fujitec é cearense e exporta tecnologia de bilhetagem eletrônica para a Europa. Agora entrou nos EUA via Honolulu, onde vai instalar bilhetes inteligentes em 550 ônibus do transporte público.

Estudei nos EUA quando estava com 16/17 anos. Naquele tempo, jovens como eu que tinham um respaldo dos pais não pensavam muito em trabalhar. Bastava fazer a faculdade que aparecia alguma colocação depois. O importante era ter o carrão - dado pelo pai -, a faculdade - idem -, o clube - idem - e tudo mais - idem.

Podem jogar pedras, mas a cultura brasileira, que felizmente está melhorando muito, por muito tempo foi fundamentada na idéia que trabalho é coisa de pobre. Quem é esperto, malandro, herdeiro, jogador de futebol ou artista costumava ser visto como apto para vencer num país de gersons, sérgios, filhinhos-de-papai, pelés e xuxas.

Por vivermos no país dos cartórios hereditários, herdamos das capitanias hereditárias o conceito de que riqueza e poder são hereditárias. Consegue-se nascendo, casando ou politicando. A única inovação ao longo dos séculos foi vencer jogando bola e cantando. Não fomos tão influenciados pelo colonialismo como somos pelo coronelismo. Por isso pouco se vê nos jornais americanos notícias do dependência empresa-governo. Já no Brasil...

Nos EUA, a cultura do empreendedorismo já era bem acentuada em 1972, quando vivi lá. Na high school as matérias eram direcionadas para incentivar o espírito empreendedor. Foi a primeira vez que trabalhei na vida - verdade, aos dezessete anos! - ganhando 9 dólares para ajudar a espalhar concreto numa construção. Morria de vergonha que alguém me visse ali. Não teria feito aquilo no Brasil sob risco de ser ridicularizado por meus amigos.

Não estou dizendo que aprovo tal cultura, ou que hoje seja assim, mas nasci nela e este sentimento era muito forte nas décadas de 60/70 entre as classes mais privilegiadas de nosso país. Uma amiga ficou louca da vida ao saber que seu filho estava vendendo doce num semáforo da cidade. Proibiu o filho de fazer isso. Lembro-me da expressão de alguém que me viu plantando uma horta em Alto Paraíso de Goiás quando eu tinha 23 anos de idade, curso universitário e fui morar lá por idealismo. "O senhor trabalhando!?!?!?!"

Se existe alguma culpa dos EUA em atrapalhar no desenvolvimento de países como o Brasil, maior culpa é a de nossa cultura. Hoje, felizmente, muita coisa mudou. Meus filhos trabalham há anos e se orgulham disso. Fazem seus investimentos e procuro incutir neles o empreendedorismo.

É muito diferente da educação que recebi, de uma época em que os meninos faziam engenharia, medicina ou advocacia. Meu pai demorou para aceitar o fato de eu querer ser arquiteto e sempre insistiu que eu fizesse também engenharia. As meninas? Eram criadas para casar e ter filhos e muitas paravam no curso normal, uma espécie de colegial para gerar professoras primárias.

Hoje estamos criando uma nação de empreendedores, com algum atraso, é verdade. O empreendedor é o que menos reclama quando vê outros se desenvolvendo, progredindo, ganhando. Ele é o que enxerga na competição e na adversidade, a oportunidade. Ele vê o terceiro lado da moeda. A maioria vê só a coroa e a cara. O empreendedor vê a coragem.



O Segredo de Luisa - Fernando Dolabela
Um livro que ainda não está em meu criado-mudo mas deveria estar. Detesto comprar roupas e sapatos, mas sou viciado em livrarias e livros. Por isso é sempre possível que o escorpião anti-consumismo que carrego no bolso fique adormecido e eu acabe com este livro na cabeceira. A resenha no Submarino diz que Luísa quer montar uma empresa, mas não sabe por onde começar. Seu amigo Pedro então passa a lhe ensinar muitas coisas sobre administração, até que ela consegue montar uma fábrica de goiabada. É através desta história que Fernando Dolabela dá aos seus leitores muitas lições de empreendedorismo.

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 1 Pessoa comentou. E você, qual é sua opinião?

Eu queria saber qual o motivo da moeda norte-Americana(Dólar) ser uma das grande potencia no mercado. O que eles fizeram no passado para a moeda seo o que é hoje.

Obrigado.

Enviado por Jaime Lopes em 14/03/2004


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"Ser alguém é ter uma história para contar."
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Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
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Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
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"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
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