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Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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09/10/2003 Cadê o EAD?
por Mario Persona

Cadê o EAD?

Um problema do EAD ou Ensino a Distância hoje é que ele traz consigo os paradigmas da educação formal e dos cursos por correspondência. A primeira, mesclava o presencial informal com interatividade entre professor e alunos, com o acadêmico formal dos textos rebuscados e herméticos.

Os cursos por correspondência ficaram sem o presencial informal e a interatividade, sobrando os textos. Para facilitar, os textos foram resumidos a um mínimo denominador comum, mas continuaram basicamente leituras solitárias. Qualquer pessoa com um pouco de proatividade poderia fazer um bom curso de EAD em qualquer biblioteca ou livraria da cidade.

Já o EAD usando meios eletrônicos, principalmente Internet, ainda carrega alguns paradigmas. O primeiro é a noção professor-aluno, como pirâmide hierárquica. O segundo é o do academismo dos textos, que não têm muita diferença dos cursos presenciais. O problema é que nesses a sisudez dos textos é quebrada pela interação informal da linguagem humana presencial e integração da classe.

Acredito que seja preciso uma boa reforma, algo do tipo começar de novo, quando falamos em EAD na Internet. Existe o presencial, mas é um presencial diferente, em que as pessoas interagem em um outro patamar, o de uma (possível) maior transparência protegida pela distância e às vezes a sensação de anonimato que o meio dá.

Nessa interatividade, o professor deixa de ser um educador e passa a ser moderador dessa interatividade. Ele está mais para a "tia" do jardim de infância, que fica ali apenas para levantar a bola da discussão e evitar as brigas, do que para o "mestre" acadêmico, que tem um acesso privilegiado à sapiência. Isto porque qualquer ser conectado tem hoje igual acesso ao saber. Só resta saber se ele saberá saber o que convém. Ou saber escolher.

As listas de discussão, na minha opinião, são hoje os melhores cursos na Internet. Pela sua informalidade elas permitem uma interação impossível no mundo real (fiz nelas ótimos amigos que nunca encontrei pessoalmente), estimulam a pesquisa também informal (ninguém está muito preocupado em compartilhar textos com espaçamento duplo ou referências no formato acadêmico), geram novos conhecimentos (a sinapse é muito maior, pois existe um caos semelhante ao processo não-linear que ocorre no cérebro) e permite um alto grau de satisfação do ego, algo que é inerente ao ser humano e existente em qualquer sala de aula.

Assim como acontece com as academias de ginástica ou os lugares específicos para caminhadas, onde o maior estímulo é ser visto, nas escolas ocorre o mesmo. Se um EAD não levar isso em conta, será tão árido que pouco conseguirá fazer em termos de motivação.

Há algum tempo li um livro (The New Pioneers - Tom Petzinger) onde ele incluía, nos créditos, os meses de participação em uma lista de discussão por e-mail, de onde veio a inspiração e informações para boa parte do conhecimento que o livro trazia. O curso de EAD que entender isto saberá como criar interesse, motivação, e, o que é mais importante, gerar conhecimento, ao invés de apenas criar um grupo de leitores de texto e acumuladores de conhecimento explícito, mas com pouco resultado tácito.

Se isso existe? Bem, o embrião está fazendo das suas por aí na forma de debates assíncronos como o que participei promovido pela Aquifolium.



Os Novos Pioneiros - Thomas Petzinger Jr.
O colunista do "Wall Street Journal" Thomas Petzinger relata casos corporativos de companhias norte-americanas pequenas e médias que estão revolucionando o mercado por meio de um trabalho firmado no espírito de colaboração, num mercado de valor agregado e numa economia plena de oportunidades. Mostra como a tecnologia está criando economias de escopo e caráter local, estão sendo criadas estratégias de remuneração e motivação para um novo tipo de trabalho e as empresa familiar pode servir de modelo para todas as empresas.

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 2 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Mario, acho que o Sebrae está entrando numa linha correta, fiz alguns cursos on line e acho que a cada curso eles melhoram a interatividade e atratividade, alem de melhores "tutores", confesso que gostei bastante do curso de analise financeira.

Enviado por Fatima Fernandes em 27/06/2004


Olá Mário,
Acompanho suas cronicas regularmente.Parabéns, sempre são
fontes de boa leitura.
Voltei à um banco de faculdade
a pouco tempo, e asseguro que pouca coisa mudou neste espaço de tempo de vinte e poucos anos.
A diferença é que agora estou lá por vontade própria e não em uma circustancia evolutiva à muitos jovens.
Relaciono isto ao EAD, onde o curso ministrado, deva ser de extremo interesse por parte do aluno, e não uma fonte de obtenção de certificados.
abraços

Duda Gifford
Universidade Federal de Itajubá
gifford@uol.com.br

Enviado por Duda Gifford em 11/10/2003


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"Ser alguém é ter uma história para contar."
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Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
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Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
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Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
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"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
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