Mario Persona CAFE - Crônicas de vida, carreira e negócios.

"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
do modo mais simples" -
Ralph Waldo Emerson 

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

Mario Persona CAFE

Últimas - Mario Persona CAFE Arquivos - Mario Persona CAFE Receba - Mario Persona CAFE Envie - Mario Persona CAFE Contato - Mario Persona CAFE

Quer publicar estas crônicas em seu site?

[Anterior: "Última chamada"] [Página Inicial] [Próximo: "Cadê o EAD?"]

08/10/2003 Construindo pontes para o aprendizado
por Mario Persona

Construindo pontes para o aprendizado

Quando meu filho era pequeno, entrou para uma escola onde a professora era apenas dois anos mais velha.

Aos quatro anos de idade ele já estava alfabetizado e qualquer passeio de carro pelas avenidas de São Paulo era acompanhado de uma locução vinda do banco de trás que dava voz aos outdoors. Era ele lendo, do jeito que a irmã ensinou e a curiosidade incentivou.

De lá para cá não parou de aprender, com a irmã, com os pais, com os livros, com os professores. Mas aquele método de aprendizado pela curiosidade e pela própria iniciativa felizmente permaneceu e hoje ele lê coisas que eu nunca li e fala de assuntos que eu mesmo não entendo. Afinal, quem foi o seu melhor professor?

Foram vários os educadores que ajudaram meus filhos, mas por algum motivo em casa eles receberam uma boa dose de vontade de aprender, que nunca foi reprimida. Por muitos anos relutamos em ter TV em casa, o que acho que só aconteceu quando já estavam na pós-adolescência. Mesmo assim viviam bem informados lendo jornais e revistas ou assistindo vídeos escolhidos. Sem falar no apetite pela leitura que a falta de uma babá eletrônica despertou. Cheguei a escrever uma crônica sobre o assunto.

Ao contrário da TV, o computador entrou cedo na família. Primeiro foi um TK alguma coisa, depois um Apple, MSX, PC XT, 486, Pentium e nunca mais parou. Fomos os clientes de número 100 ou algo assim no primeiro provedor de Internet da cidade, mas antes eles já acessavam uma BBS. Com sete anos de idade meu filho já fazia programas de computador em linguagem Basic e minha filha escrevia suas primeiras estórias no computador, ensaiando para seu primeiro livro lançado aos 23 anos. E brincávamos muito.

Brincávamos tanto, que eu tinha até meu lugar cativo de co-piloto em um game no MSX que simulava viagens espaciais com uma nave mercante, comprando e vendendo em diferentes planetas como se fosse um Banco Imobiliário do futuro, sempre sob a ameaça do ataque dos piratas do espaço. "Pai, vamos jogar Elite?", perguntava meu filho assim que eu chegava do trabalho. "É prá já!", eu respondia, enquanto saía em busca de meu boné de co-piloto, enquanto caminhava pelo piso do mezzanino evitando pisar nas centenas de peças de Lego espalhadas pelo chão.

O jogo se chamava Elite, mas meus filhos não receberam seu ensino básico em escolas de elite. Salvo por um breve período em uma pré-escola particular, praticamente todo o ensino veio de uma escola estadual onde dividiam o espaço com coleguinhas que eram filhos ou filhas das educadoras. Assim, não tiveram professoras, mas verdadeiras mães que ensinavam suas classes do modo como ensinavam seus filhos. E que também nunca inibiram esse desejo natural que toda criança tem de aprender e descobrir coisas novas.

Rubem Alves fala sobre este assunto em um texto sobre a Escola da Ponte, em Portugal:

"Conto essas coisas da minha vida de menino para dizer que as crianças são curiosas naturalmente e têm o desejo de aprender. O seu interesse natural desaparece quando, nas escolas, a sua curiosidade é sufocada pelos programas impostos pela burocracia governamental. Pela minha vida tenho estado à procura da escola que daria asas à curiosidade do menino que fui. Pois, de repente, sem que eu esperasse, eu me encontrei com a escola dos meus sonhos. E me apaixonei." Leia mais aqui.



A Escola com que Sempre Sonhei, sem Imaginar que Pudesse Existir - Rubem Alves
Escola da Ponte: um único espaço partilhado por todos, sem separação por turmas, sem campainhas anunciado o fim de uma disciplina e o início de outra. A lição social: todos partilhamos de um mesmo mundo. Pequenos e grandes são companheiros numa mesma aventura. Todos se ajudam. Não há competição. Há cooperação. Ao ritmo da vida: os saberes da vida não seguem programas. São as crianças que estabelecem os mecanismos para lidar com aqueles que se recusam a obedecer às regras. Pois o espaço da escola tem de ser como o espaço do jogo: para ser divertido e fazer sentido, tem de ter regras. A vida social depende de que cada um abra mão da sua vontade, naquilo em que ela se choca com a vontade coletiva. E assim vão as crianças aprendendo as regras da convivência democrática, sem que elas constem de um programa...

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 2 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Muito bonito o blog da sua filha. E lindo também propósito do livro dela.

Enviado por Renata em 13/10/2003


Acho maravilhoso receber suas cronicas e lê-las.
Como Você, tmbém tive uma infancia e adolescencia de contato com liovros. Meu pai e minha mãe eram grandes leitores,e no Colégio em que estudei tinhamos uma biblioteca com um ótimo acervo.
Seu café é muito "gostoso".
Um forte abraço
Moema Matos

Enviado por Moema em 11/10/2003


Publique aqui seu Comentário. Ele ficará visível nesta página. Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do autor deste blog.

Quer falar em particular? Envie um e-mail para
contato@mariopersona.com.br

*Nome (obrigatório):

E-Mail (opcional):

Site (opcional):

Comentário

Código de segurança anti-spam:
Digite aqui em letras maiúsculas)


Leia outros textos nos
arquivos.

Gostou do CAFÉ?
Anote no guardanapo e convide alguém!

De: ....
Para:
Comentário:


*Preencha todos os campos.

Mario Persona CAFE


Subscribe Free
Add to my Page

Cardápio Profissional:

Palestra Palestra com Manteiga
Planejamento Planejamento Light
Comunicação Comunicação Quente
Redação Redação com Ovomaltine
Tradução Tradução Inglesa
Experiência Experiência ao Ponto
Imprensa Imprensa na Chapa
Contato Fale com o Garçom

After Hours: Quero Contar, True Stories, Chapter-A-Day, O Pintor em Minha Janela

Copie o endereço RSS para seu leitor de feed O que é RSS?

Livros de Mario Persona

"Ser alguém é ter uma história para contar."
Isak Dinesen

Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
gente lendo meus textos, visitando meu site, assistindo minhas palestras, costumo receber um bom número de e-mails de leitores. Mas nenhum foi tão enigmático quanto aquele que trazia apenas uma pergunta: "Por que você se chama Mario Persona?".

"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



Vida, Carreira & Negócios - PodcastOneVida, Carreira & Negócios - PodcastOne


Powered By Greymatter

Copie o endereço RSS para seu leitor de feed O que é RSS?

 

 

Home | Planejamento | Comunicação | Redação | Tradução | Palestras | Coaching | Crônicas | Experiência | Imprensa | Contato

© Mario Persona Consultoria Ltda. contato@mariopersona.com.br Tel (19) 3038-4283 / Cel (19) 9789-7939 - Limeira - SP - Brasil

moving on, marketing de gente, gestão de mudanças em tempos de oportunidades, receitas de grandes negócios, crônicas de uma internet de verão


© Mario Persona

BlogBlogs.Com.Br Who links to my website?