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"É prova de alta cultura dizer as coisas mais profundas
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Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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05/08/2003 "Eu sem você"
por Mario Persona

"Eu sem você"

Enquanto escrevo ouço "Eu sem você", dedilhado por Paulinho Nogueira. Foi na semana passada que ficamos sem ele. E também sem Sam Philips. Os brasileiros conhecem o Paulinho Nogueira, mas quem foi Sam Philips?

Assim como Colombo está para a América, Sam Philips está para Elvis Presley. Foi ele quem descobriu Elvis Presley e contei a história dos dois em uma crônica, "Love me tender, love me true", publicada em meu livro "Gestão de mudanças em tempos de oportunidades".

Philips conheceu Elvis e marcou uma gravação para testar as baladas que Elvis cantava. Gravariam um compacto simples para ver no que dava. Elvis era um cantor de baladas. Pelo menos era isso que Philips pensava, e Elvis também.

Naquele 5 de julho de 1954 tudo dava errado durante a gravação, por isso decidiram fazer uma pausa. Foi quando Elvis começou a brincar com um blues chamado "That's All Right, Mama". Bill Black, no baixo, entrou na brincadeira. O guitarrista Scotty Moore também. E Philips ouviu da cabine de controle e deixou rolar a gravação. Elvis não era cantor de baladas. Era diferente.

Daquele intervalo descontraído saiu o compacto com "That's All Right, Mama" de um lado e "Blue Moon of Kentucky" do outro. Foi quando tudo começou. Acho que Elvis estava certo quando disse: "Não entendo muito de música; nessa minha linha você não precisa entender". Elvis era um especialista? Não.

É por isso que enviei um e-mail à Veja esta semana discordando da conclusão que Stephen Kanitz chega em seu Ponto de Vista com o título "Estamos emburrecendo". Por gostar do que o Kanitz escreve, sinto-me à vontade para comentar, e sei que ele vai entender. Quem conhece meu estilo sabe que não sou de criticar, mas gosto de estimular neurônios.

Discordei foi de sua conclusão: "O segredo não é mais ser um intelectual que sabe um pouquinho de tudo, mas ser um ignorante que sabe tudo sobre um pouquinho" (Veja 06/08/03 pg. 20). É óbvio que ninguém jamais conseguirá saber tudo de tudo, mas também é uma loucura se especializar a ponto de saber tudo sobre um pouco e ser ignorante do resto. A velocidade das mudanças é tão grande que quando me sentir especialista, virei sucata (escrevi sobre isso em minha crônica "Vende-se sucata").

O que vale é saber onde encontrar o que precisar. É verdade. Se eu achar que sei, ainda que um pouquinho, acho errado. Mas se sei como achar, tenho todo o conhecimento humano à minha disposição, já que tecnologia para resolver isso de modo rápido é o que não falta. Portanto, não é saber tudo nem saber nada, mas saber o suficiente para descobrir tudo.

Como Colombo descobriu a América, sem saber. Ou Sam Philips descobriu Elvis, sem entender. Se Elvis fosse especialista em baladas e as tocasse quadradinho, ou Sam Philips fosse especialista em baladas e mandasse Elvis parar de brincar de blues, a América do rock não teria sido descoberta.

Mas, o que tem o Paulinho Nogueira com a história? Vou deixar que ele responda, copiando um trecho de uma entrevista que está no site da Livraria Saraiva. Ele comenta a morte de outros grandes músicos, Rafael Rabello, Baden Powel e Luis Bonfá. Da morte de Baden ele diz: "Um artista nunca substitui o outro. Cada um tem a sua personalidade. Substituição não existe. Ele vai somar com os outros porque ele é muito bom, realmente."

Paulinho Nogueira era um especialista no violão que tocava. Baden, Bonfá e Rabello, idem, no jeito de cada um. E agora, Mario, como é que fica o que você disse sobre não ser especialista? Fica que Paulinho era diferente no que fazia. Como eram Rafael Rabello, Baden Powel, Luís Bonfá, Elvis Presley e Sam Philips. Cada um deles foi especialista naquilo que criaram, não no que aprenderam. Foram especialistas em ser diferentes para fazer a diferença. Porque se tivessem sido literalmente especialistas, teriam sido iguais.

A música que agora toca é "Um cantinho, um violão". E como toca.



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E a gorjeta, doutor?


Respostas: 4 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Persona mais que querida, pois tem me ajudado, a ser espandido.ja o tenho por longo tempo, e sempre me emociono com suas cronicas. Deus tem te usado.

Enviado por Geraldo Cotrim em 03/02/2006


Concordo perfeitamente. Não há parte sem que exista o todo. Não existe especialização excludente. Saber tudo sobre um copo de água marinha salgada não tem valor algum se não conhecermos o mar.

Enviado por Lia em 05/08/2003


Mário Persona: especialista em falar gostoso, em "manjar de escrever".
Frases curtas,poucos adjetivos.
Sensibilidade e maturidade literária.
Há já algum tempo venho me perguntando se Persona é melhor cronista ou marqueteiro...

Enviado por Maria Dulce Scarpa em 05/08/2003


Grande Mário! Brinca com links como um poeta brinca com versos. Nasce uma nova escola literária: o verso com re-verso (ou hiper-verso pros mais tecnólogos). A cada blog acabo sempre relendo outra crônica!

Enviado por Celedo Lopes em 05/08/2003


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"Ser alguém é ter uma história para contar."
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Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
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"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
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