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Mario Persona é palestrante, escritor, conferencista, consultor, tradutor, professor de comunicação e marketing.

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13/07/2003 e-Learning vende? Até quando?
por Mario Persona

e-Learning assim vende? Até quando?

O e-learning tem sido alardeado como a resposta do futuro para o ensino. Será que devo entender que trata-se do e-learning do futuro também? Tenho feito alguns cursos de e-learning do presente via Internet para experimentar e não posso dizer que esteja satisfeito.

Alguns eu paguei, outros foram grátis. Cheguei a ficar meses em um pós-graduação que não deu em nada, muito por culpa de minha falta de tempo e boa parte pelo curso sua interface não terem criado em mim qualquer motivação. Daí minha pergunta, não como aluno, mas como empreendedor: e-Learning assim vende? Até quando?

Até aqui encontrei bons e ruins, mas nenhum que seria capaz de indicar de boca cheia. Eu mesmo desenvolvi um de atendimento que considero excelente pelo fato de ser distribuídos em CDs, ou seja, a pessoa não perde tempo com conexões lentas, fica com o curso, faz quando quer e tem o diferencial de uma radio-novela engraçada que entretém enquanto ensina.

Para alguém como eu que adora ler vários livros ao mesmo tempo, mas só do que me interessa no momento, o e-learning via Internet ainda perde para o velho curso a distância via correio ou via banca de revistas, impresso ou em CD. Na Internet ele consome mais tempo do que a leitura de um livro ou apostila e transfere menos conhecimento.

Boa parte deles tem data de vencimento, ou seja, acabou seu prazo, acabou seu acesso ao conhecimento. Diferente do livro ou da informação que você encontra aos montes na própria Internet. Ainda não vi um que oferecesse a prometida interação multimídia com a qualidade de uma TV.

Muitos não passam de leitura on-line de resumos, seguidos de algum teste para justificar. Alguns nem precisariam ser on-line, já que não criam qualquer interação com o instrutor ou outros alunos. Funcionariam perfeitamente em um CD, para economia de quem usa acesso discado à Internet. Perdem feio também para os excelentes cursos que você acha nas TVs educativas ou programas do Discovery Channel.

Os que oferecem algum tipo de interatividade como lista de discussão, fórum, chat ou trabalhos em grupo, às vezes perdem para sistemas gratuitos de criação de comunidades de estudo e trabalho, como os oferecidos pelo Yahoogrupos ou Webogger, e geralmente são ministrados por quem conhece a matéria mas não o meio Internet.

O pretexto de recursos multimídia nem sempre justifica. É comum ter que esperar por telas demoradas para carregar, apenas para descobrir que não passa de uma animação sem função ou sons e musiquinhas para acompanhar seus cliques. Nada de revolucionário, se comparados com aqueles CDs interativos para crianças que vinham com os primeiros kits multimídia.

Participei de um cheio de sons, cores e animações. Perdi meu tempo e não aprendi mais do que aprenderia com um livrete de frases feitas. Outro que fiz, ministrado por um guru de sua área, custa dez vezes o preço do livro do mesmo guru, fornecendo um décimo da informação do livro. Vencido o prazo, o guru desaparece levando seu conhecimento.

Até agora as melhores iniciativas que vi são de cursos oferecidos como um "plus" de outro produto. A Barnes & Noble tem uma estratégia de venda de livros acompanhada de cursos e vice-versa. É a B&N University, onde alguns cursos são grátis. Parece seguir o modelo que até agora funcionou na Internet (o mesmo que utilizo) de dar informação de graça para vender outros produtos e serviços. Faço isso com minhas crônicas, que divulgam minhas palestras, treinamentos, consultoria e livros.

Alguns consultores americanos estão partindo para o e-coaching, algo menos enlatado e mais pessoal, que é mais caro mas inclui um acompanhamento pessoal, contato telefônico além do usual on-line via Web. Será que este modelo seria viável? Enquanto isso, será que o atual modelo está vendendo e até quando? Se você já pagou para fazer algum curso on-line, pagaria para fazer outro? Ou o que acha que deveria mudar?

Por que estou questionando tanto assim? Porque ultimamente tenho pensado numa forma de oferecer conhecimento via e-learning, mas me horroriza pensar em alguém pagando para aprender algo com o Mario Persona em um curso assim, e acabar decepcionado pelas limitações que o modelo atual ainda apresenta. Não me interprete mal: eu acredito no e-learning, mas não no modelo telinhas 1-2-3 + musiquinha emprestado dos velhos CDs multimídia. Talvez você consiga me ajudar respondendo minhas indagações no link de comentários logo abaixo.

Sugestão de Pauta: As atuais iniciativas de e-learning via Internet estão vendendo e cativando o público?

E a gorjeta, doutor?


Respostas: 4 Pessoas comentaram. E você, qual é sua opinião?

Mário,

Boa tarde,

Você escreveu está crônica em 2003. Hoje, em 2005, sua opinião continua a mesma? Ou já teve alguma experiência interessante que o fizesse mudar de opinião?

Abraço,

Luciana Ribeiro

Enviado por Luciana Ribeiro em 26/08/2005


Caro Mario
Acho que o e-learning está cativando o público como um material de apoio, não acho que este tipo de treinamento é legal por ser mecanizado, ou seja você só estudará o que foi programado, dúvidas somente por e-mail dando mais trabalho ao internauta.
Acredito que o ensino é efetuado com sucesso quando um profissional utiliza as suas expressões corporais de acordo com o estímulo produzido pelos alunos. Para que o e-lerning cative mais o público precisariamos de um programa que verifique este tipo de estímulos. Será que isto seria possível? No final do ano passado a honda criou um robô que pode andar a até 3km/h e sua princiapal função, hoje é entreter. Teve um cara aí que criou um carro capaz de reconhecer o humor do motorista. Realmente a tecnologia têm nos surpreendido a cada dia. Mesmo com todas estas inovações a máquina não pensa ela só realiza o programado nunca substituindo por completo o ser humano.

Enviado por Rafael Carvalho em 01/04/2005


Olá, Wilson.

Obrigado por movimentar meu blog! (instalei um sistema que envia os comentários de lá para meu e-mail) Seu comentário foi excelente e corri lá ler o artigo que escreveu (já baixei o PDF que indicou para ler depois). É bastante claro: tem muita gente vendendo gato por lebre. E quem está comprando não vai querer comprar gato da próxima vez, a não ser que fabrique tamborim.

Adoraria entrar na área do e-learning, mas com o pé direito. Acho que tenho algo para ensinar, mas detestaria queimar o filme e deixar as pessoas decepcionadas. Como fazer? Uma coisa já decidi: não quero explorar o negócio, ou seja, vender, cobrar, dar suporte. Prefiro terceirizar tudo e ficar só com o ensino, para não perder o foco. Sou mais escritor que empresário.

Parece que você está caminhando no rumo certo. Semana passada dei uns palpites numa lista de discussão americana, a I-Sales, que mudou de dono e continua procurando um jeito de faturar. A dúvida lá é como aproveitar a comunidade de mais de 15 mil participantes para gerar receita. Descartei (ele pediu opinião) qualquer coisa no sentido de vender propaganda. Minha sugestão lá era a seguinte:

"I believe you are sitting on gold and might explore it, and not the advertising way.

What is this? A university on businesses and sales. The real e-learning. Have you already thought to transform each willing to pay writer in a teacher and the list in the campus? Many professionals have lots of knowledge to share and would like to make money doing so, but would need the interface, the technology, and the students.

Suppose you are an expert in sales, marketing, web design, cooking, etc., and have lots of tips that can be converted into a web course with the offsprings of your knowledge discussed in a private list and in the free campus provided by the actual discussion list by the students who pay for the course and for those who don't. This has many advantages:

. The expert can sell his/hers knowledge for an affordable price inside the course and also in his private course/discussion list.

. The students can take the seminal knowledge started inside the paid course environment (he would not have it otherwise) and take it to the public forum for further development.

. Each course teacher could be the moderator of that theme/discussion, taking care to filter only relevant and strategic knowledge into the public arena and resolve other discussions inside the paid environment (or create interest by publishing in the free forum drops of knowledge whatever is being discussed inside the paid mode).

. This would create publicity for the course/origin of that knowledge, converting some free participants into paid participants for the course/area of their interest.

. You would still have the segmented lists, know under the paid umbrellas of the e-learning environment, but the public plaza for creating competition, considering that word of mouth would be the best advertising for the teachers/courses, for good or for worse."

No caso dele, minha sugestão parte de uma lista existente para criar nela salas de aula restritas aos pagantes, mas será que o modelo que você sugere não é a mesma coisa, só que vista de outro ângulo? (criar as salas de aula para gerar o campus).

Enviado por Mario Persona em 15/07/2003


Salve, Persona!

Creio que ainda nao lhe apresentaram exatamente `a EDUCACAO online, mas sim ao arremedo de PUBLICACAO online com alguma pretensao educacional, porem longe de oferecer aquilo que a educacao online tem a oferecer: uma experiencia de aprendizagem extremamente gratificante, altamente interativa (nao interacao apenas com conteudo, mas interacao sobretudo com gente) e de elevado nivel de qualidade.

Hoje mesmo estamos concluindo um curso totalmente online -- Pioneiros da Educacao Online -- em que reunimos professores que trabalham com educacao online ha' mais de 20 anos (entre eles esteve o inventor da interacao coletiva mediada por computador, Murray Turoff -- uma invencao dos anos 70). O nivel de satisfacao revelado pelos alunos e' altissimo. Mas tenha certeza de uma coisa: nada deste curso foi feito na base desse tal de 1-2-3 + musiquinha... :-)

Escrevi um artigo ha' uns anos comentando sobre a confusao ainda hoje reinante no mercado sobre "curso" e "tutorial". Acho que voce andou tendo acesso a alguns tutoriais equivocadamente denominados de "curso". Se quiser dar uma olhada no artigo, ele e' o seguinte:

PARA NÃO CHAMAR URUBU DE "MEU LOURO": AFINAL, O QUE É UM CURSO ONLINE?
http://www.aquifolium.com.br/educacional/artigos/louro.html

Convido-o a ler este artigo. Recomendo tambem a tese de Vera Siqueira que "mergulhou" num curso online de verdade. Veja em http://www.aquifolium.com.br/educacional/artigos/ o link direto para este trabalho.

Um grande abraco, Mario! Prazer em rele-lo! :-)

Wilson

Enviado por Wilson Azevedo em 14/07/2003


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Curioso para saber quem sou? Ok, você pediu. Para poupá-lo, vou começar nos anos 70. Após a fase mauricinho, virei hippie. Isso mesmo. Compus, cantei e toquei em festivais, vivi 3 anos só de macrobiótica e vesti bata de algodão de saco de farinha. Despojamento exterior de um Gandhi, mas vivendo como a rainha da Inglaterra, PAItrocinado no conforto de um apê só meu no Guarujá e faculdade particular em Santos.

Fim dos anos 70, desenhista, designer de ambientes e cartunista, recém formado arquiteto, metido em movimentos de contracultura e volta à natureza, fui morar no mato. Comprei um sítio após uma tentativa frustrada de morar numa comunidade. Onde? Alto Paraiso, GO. Foram 3 anos cantando "Refazenda", criando carrapatos, plantando mato e comendo arroz integral com gersal.

Foi também no fim dos 70 que nasci de novo, após três anos errando à procura de um sentido para a vida em filosofias do extremo oriente. Minha procura terminou no oriente médio
e os anjos ficaram alegres.

Voltei à civilização para continuar a carreira de arquiteto. Tive escritório de arquitetura, fui vendedor de materiais de acabamento, negociador no Banco Itaú e Cia do Metrô, editor de publicações cristãs da Verdades Vivas, tradutor técnico e diretor de comunicação e marketing da Widesoft.

Dinossauro da Internet no Brasil, em 1996 criei meu primeiro site, o bilíngüe
True Stories, seguido do trilíngüe Chapter-A-Day. Trabalhando na Widesoft, criei a comunidade Widebiz e ultimamente mantenho alguns blogs, como este CAFE, o biográfico Quero Contar e o devocional O Pintor em Minha Janela.

Hoje sou
palestrante, escritor, professor e estrategista de comunicação e marketing, além de garçom aqui no Mario Persona CAFE. Para saber mais é só clicar nos docinhos do cardápio profissional lá no alto.

Descobri o ócio criativo e faço que gosto trabalhando em casa. Meus clientes nunca iam ao meu escritório — nem eu — por isso decidi assumir o modelo home-office, conectado a um atendimento profissional, empresas parceiras, ao meu filho
Lucas Persona e aos meus clientes. Adotei o modelo futuro no presente.

Ao lado de minha mesa fica a poltrona de meu filho Pedro, que passa o dia escutando música. Quem é Pedro? Esta é uma outra história que você encontra no livro
"Uma Luta pela Vida", de minha filha Lia Persona, ou acompanhando o blog Quero Contar .

Com tanta
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"Você é o contador de histórias de sua própria vida, e poderá ou não criar sua própria lenda."
Isabel Allende



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